Quinta-feira, 25 de Abril de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1034
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As mil e uma noites

Por lgarcia em 05/07/1999 na edição 70


Com prazer acompanho o trabalho dos colaboradores do Observatório da Imprensa e, com especial atenção, os artigos de Esdras do Nascimento. Lógicos, objetivos e concisos, retratam muito bem as dificuldades e limitações intelectuais dos adultos e da juventude em formação, e a (ir)responsabilidade dos meios de comunicação a esse respeito.

Jornais importantes e com enorme vendagem dão trato especial aos marginais (quanto mais sangrenta a notícia, melhor), reservando espaço especial para suas fotos e detalhes dos crimes que cometeram, mostrando claramente que o crime… compensa. Os meliantes têm seu dia de glória. Fora as notícias sobre atrizes que perdem guarda do filho, o quanto engordaram alguns bebês “globais” e por aí afora.

Àqueles que procuram um pouco mais de informação, que buscam na mídia novidades substanciais que possam dar possibilidade de melhora em sua qualidade de vida, resta, felizmente, o Observatório da Imprensa. Com suas críticas excelentes denunciando o vazio que se formou nos meios de comunicação e longe, muito longe do jornalismo descartável.

Vale lembrar que, geralmente, os jornais reservam à literatura e à arte espaços maiores apenas nos cadernos especiais publicados uma vez por semana. Cometo uma injustiça, Deus meu! Volta e meia pequenas colunas dão dicas sobre esse ou aquele concerto, ou alguma noite de autógrafos. Nada do que comentei é novidade. Percebo que o Esdras vem, insistentemente, colocando esses pontos em seus artigos. Coloco-me a seu lado, em seus protesto. Cordial abraço,

Angela Adnet

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