Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

PRIMEIRAS EDIçõES > VIOLÊNCIA CONTRA JORNALISTAS

"Assassinada por hemorragia"

Por lgarcia em 05/08/2003 na edição 236

VIOLÊNCIA CONTRA JORNALISTAS

Depois de dizer que a fotojornalista canadense e iraniana Zahra Kazemi foi espancada até a morte, no dia 10/7, Mohammad Ali Abtahi, vice-presidente do Irã, disse que ela provavelmente foi "assassinada em decorrência de uma hemorragia".

A declaração soma dados ao que fora dito anteriormente a respeito da prisão de Zahra, em Teerã, no dia 23/6, após fotografar manifestantes estudantis que, em frente a uma casa de detenção, exigiam a soltura de presos políticos.

Recentemente, o jornal iraniano Yas-e No noticiou que a mãe de Zahra, Ezzet Kazemi, fora forçada, a contragosto, a concordar com o enterro da filha em solo iraniano. Segundo Ezzet, as autoridades iranianas queriam se livrar do corpo o mais rápido possível. Informações da BBC [30/7/03].

O Ministério da Informação saudita proibiu o colunista Hussein Shoboksi de escrever no diário Okaz. O motivo da ordem não foi explicado, mas o jornalista supõe que seja um texto publicado recentemente em que ele descreve como vê a Arábia Saudita no futuro; um país democrático, com eleições, onde até as mulheres poderiam dirigir automóveis.

A coluna gerou polêmica. Muitos leitores se identificaram com os desejos de Shoboksi. Outros, no entanto, reagiram irados, chegando a ameaçá-lo de morte.

O Comitê para Proteção de Jornalistas [30/7/03] aponta que não é a primeira vez que o governo saudita castiga o jornalismo crítico. Em maio, o editor do Al Watan, Jamal Khashoggi, foi obrigado a deixar seu cargo por causa de um editorial em que criticava militantes islâmicos pouco depois dos atentados suicidas que mataram mais de 20 pessoas na capital Riad.

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