Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº969

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Ataque do capadócio

Por Texto de anúncio da UniverCidade publicado à página 5 do Jornal do Brasil, domingo, 24/6/01 em 27/06/2001 na edição 127

ASPAS

Tem gente que, movida por incontrolável ressentimento, acorda todos os dias com ganas de fazer o mal, de prejudicar quem seja o objetivo de sua inveja naquele instante e de alardear injúrias e difamações. São tipos conhecidos e detestados pela sociedade, porque só pensam em destruir; parecem radicais israelitas tratando radicais palestinos e vice-versa. É a irracionalidade em ação.

Desde que foi enxotado e posto para correr de onde trabalhava pelo próprio patrão, o inconformado passou a fazer uso indevido de sua profissão. Para o tipo, todos os jornalistas que galgaram sucesso em sua geração, especialmente os que passaram à história e os que o substituíram, viraram suas vítimas. O ódio o transformou num capadócio. O homem tem um olhar que seca pimenteiras.

Virou moda em um pequeno círculo, freqüentado por um certo tipo de gente, assacar contra o ensino particular e seus personagens. Usa-se sempre a mesma técnica, divulgam-se fatos distorcidamente e difamam-se os players, criando falsas conclusões.

Por ingenuidade ou cumplicidade, essas pessoas tomam partido, defendem publicamente interesses não revelados e, com fértil imaginação, criam circunstâncias, estabelecem simples suspeitas como verdades absolutas. Em São Paulo, uma escola foi destruída pela divulgação escandalosa de fatos que nunca ocorreram, como se comprovou mais tarde.

Alguns poucos jornalistas açambarcaram do Judiciário o poder de julgar as pessoas. E, quando os magistrados, à luz dos fatos, das leis, do direito e de suas convicções, julgam de maneira diferente daquilo que gostariam, essas pessoas passam a julgar e condenar os magistrados e a desdenhar do próprio Poder Judiciário. Esse comportamento chegou a tal ponto escandaloso que o jornalista Luís Nassif escreveu na Folha de S.Paulo, edição de 9 de junho de 2001, o artigo "Manual de sobrevivência", cuja leitura recomendamos.

Nós, da UniverCidade, com humildade, estamos procurando contribuir de forma modesta para ampliar e melhorar o padrão de Ensino Universitário em nossa cidade. Só a Escola de Jornalismo Paulo Francis já graduou e pôs no mercado exatamente 3.333 profissionais, que estão espalhados nas emissoras de TV e rádio, nas redações de jornais e assessorias de imprensa.

Rechaçamos todo tipo de ato aético contra qualquer instituição, seja ela qual for. Declaramos nossa solidariedade ao correto e competente professor Felipe Pena, que faz excelente trabalho à frente da Escola de Comunicação da Universidade Estácio de Sá, hoje com mais de 3.500 alunos de jornalismo.

Os 815 jornalistas integrantes da equipe de professores que, nas 14 faculdades de comunicação da cidade, ensinam ética jornalística e outras disciplinas a mais de 9.000 estudantes, estão também atingidos pelo ataque do capadócio. O repórter Peter Arnett, que em furo absoluto apresentou uma guerra ao vivo, na tela da CNN, foi também vitimado. Apontado pelos maiores historiadores da atualidade como o profissional que faria frente a Heródoto e Toynbee, foi apresentado como um picareta…

Ora!

    
    
                     

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