Segunda-feira, 24 de Setembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1005
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Atenção: falar a verdade pode ser prejudicial aos negócios

Por lgarcia em 20/02/2000 na edição 84

Notícias do cinema”, copyright Folha de S.Paulo, 15/2/00

“A reportagem ‘Filme debocha da narrativa do cinema’ (Ilustrada, 7/2), incluiu o quadro ‘Filmes brasileiros parados’, que nos trouxe uma certeza de algo de que há muito tempo já suspeitávamos: esse veículo está de caso com o sobrenatural. Só assim podemos entender o grande número de reportagens e informações levianas sobre o cinema, veiculadas frequentemente nesse jornal. Mas, no caso em questão, o quadro publicado pela Folha mostra um espantoso desconhecimento do assunto, o mais próximo possível da má-fé. Títulos em cartaz nos cinemas de várias capitais, como ‘Gêmeas’ e ‘Hans Staden’, por exemplo, são considerados como filmes ‘parados na gaveta’; filmes que nem saíram do roteiro, como ‘1972’ e ‘Gaijin 2’, são dados como em finalização. A reportagem é tão mal apurada que inclui nessa lista ‘Bossa Nova’, o filme de Bruno Barreto que vai fechar o Festival de Berlim, como toda a imprensa já noticiou, inclusive a própria Folha.
O mais impressionante é que, ao falarmos com o editor da Ilustrada, Sérgio Dávila, e com o autor da reportagem, Marcelo Rubens Paiva, os dois, além de se acusarem mutuamente pelas ‘incorreções’, demonstraram claramente que o que estava ‘na gaveta’ não eram os filmes brasileiros, mas a própria reportagem, preparada desde novembro do ano passado. A reportagem foi publicada assim mesmo. Como essa não foi a primeira vez, fica muito difícil atribuir tantas falhas apenas à incompetência da Ilustrada. Tudo leva a crer tratar-se de uma campanha nutrida de claros objetivos destrutivos. Por que tanto ódio? Por que o cinema brasileiro não pode existir?”

Resposta do editor da Ilustrada, Sérgio Dávila: “Realmente, houve um erro no quadro publicado, já corrigido na seção ‘Erramos’: os filmes ‘Hans Staden’ e ‘Gêmeas’ já estrearam; os outros estão mesmo na gaveta (ou seja, sem confirmação de estréia), apesar da retórica torta de Almeida; por fim, sobrenaturais são as intrigas e a teoria conspiratória do missivista.”

 

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