Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

PRIMEIRAS EDIçõES > CIÊNCIA & CONHECIMENTO

Augusto Nunes

Por lgarcia em 03/07/2002 na edição 179

MÍDIA & POLÍTICA

"O microfone que atacou Sarney", copyright Jornal do Brasil, 1/7/02

"O cumprimento do presidente José Sarney chegou-me deformado pela dicção de quem acabara de fazer uma penosa escala no dentista ou já tinha marcado hora no fonoaudiólogo.

– Problemas com a voz, presidente? – perguntei, caprichando na entonação do ?presidente?. Era essencial atender às minúcias da ?liturgia do cargo?, expressão criada por Sarney. Sobretudo em conversas no Palácio do Planalto.

– Levei uma microfonada de um colega teu – informou.

Conjugados, a dicção engrolada e o neologismo paupérrimo (especialmente se lembrarmos que quem o usava era um beletrista maranhense e, além do mais, imortal) quase me fizeram rir. Quase. A liturgia do cargo me conteve. Olhei com mais atenção o ferimento no lado direito do lábio inferior. Pela coloração do sangue coagulado, a microfonada ocorrera poucas horas antes. Fora de bom tamanho: mais um pouco e dentes presidenciais seriam removidos. Sem anestesia.

Sarney informou que o incidente se dera durante uma genuína entrevista à brasileira: cercado por jornalistas armados de câmeras e microfones, todos empenhados em exibir o logotipo da emissora, o prisioneiro dos soldados da informação tem de falar sobre rigorosamente tudo. A maioria dos entrevistados tenta falar sem dizer rigorosamente nada, como convém a profissionais da desconversa. E sem mover o rosto: se o fizer, poderá colidir com objetos cortantes ou contundentes. Veterano de muitas batalhas, Sarney jurou que havia seguido as regras. Acreditava ter sido vítima de algum novato atormentado pela suspeita de que o logotipo de sua empresa estava fora do ângulo das demais câmeras.

É o Brasil. Atentados contra a vida de homens públicos, no restante do mundo, costumam exigir bastante imaginação e requinte logístico. Aqui, bastaria a um aprendiz de terrorista fantasiar-se de repórter e embutir no microfone um revólver calibre 38 para ingressar no Guiness e na História: pela primeira vez em qualquer ponto do planeta, alguém terá assassinado um presidente da República com um tiro no céu da boca.

Em países civilizados, imagens do presidente sitiado por combatentes brandindo microfones resultariam na demissão dos responsáveis pelo esquema de segurança. Ou na interdição, por irresponsabilidade, do entrevistado. Ou em ambas as coisas. No Brasil, nem mesmo o ferimento sofrido por Sarney fez governantes e jornalistas criarem juízo. Só num curto período assistimos ao banimento do primitivismo. Foi quando o presidente Fernando Henrique Cardoso tentou importar o modelo americano, tão singelo quanto eficaz.

O entrevistado fica num púlpito ou no centro de uma mesa, a prudente distância da platéia de entrevistadores. Cada jornalista tem direito a uma pergunta, formulada no mesmo microfone (sem logotipo). A ordem de entrada em cena é estabelecida por sorteio. A fase de civilidade durou pouco. Logo se restaurou a excentricidade tropical. O presidente tornou a ser instado, em qualquer tempo e lugar, a falar sobre tudo e todos, da Seleção Brasileira a brigas entre casais de artistas.

Se tal ocorre com o chefe de governo, pode-se imaginar a que estão expostos os apenas candidatos a substituí-lo. Também por isso a campanha eleitoral tem andado tão pobre em matéria de debate de idéias. Os concorrentes ao Planalto preparam meia dúzia de frases de efeito (de tal forma rasas que uma formiga poderia atravessá-las com a água pelas canelas, diria Nelson Rodrigues), montam táticas para contornar temas desgastantes e vão à luta.

O povo continua sem saber o que pensam. Eles seguem com chance de chegar ao Poder sem revelar quem são. Há sempre o risco da microfonada, certo. Mas alguns candidatos aceitariam até ser atropelados por um caminhão se soubessem que recuperariam os sentidos no quarto do Palácio da Alvorada.

A farsa recomeça

O ovo da serpente ficou exposto anos a fio – primeiro na prefeitura de Maceió, depois no governo de Alagoas — e não soubemos revelar seu conteúdo assustador a tempo de impedir que chegasse às chocadeiras do Planalto. O candidato à Presidência não teria chegado ao centro do Poder se a imprensa tivesse apurado com competência as denúncias e suspeitas que emergiam sem cessar.

A face horrível do presidente já ensombrecia o rosto do prefeito. O código do cangaço que vigoraria no Planalto começou a ser construído ainda no governo alagoano. Em vez de rastrear a prática, publicamos o discurso insincero do candidato. Em vez de vasculhar a alma, preferimos contemplar o sorriso amável de Collor.

Essas obviedades precisam ser recordadas no momento em que o grande charlatão se lança ao governo de Alagoas, já com a promessa de buscar o regresso ao Palácio do Planalto. É um sonho improvável, claro, mas não custa impedir que a farsa, depois de chegar ao epílogo, tente um novo prólogo. O elenco está de novo no palco. É preciso iluminar os rostos de todos. E exibir as rugas maquiadas com métodos cada vez mais grosseiros."

 

ARQUIVO GEISEL

"As revelações do arquivo do general Geisel", copyright O Globo, 27/6/02

"Se hoje, em pleno vigor democrático, a ?lulafobia? movimenta os meios políticos e abala as forças do mercado, o que diriam os sensores de inteligência do rigoroso e temido Serviço Nacional de Informação (SNI) em 1978, sob o governo Geisel, quando se travava no seio do poder a luta de forças que levaria à abertura? Bom, a julgar por uma apreciação datada de 1 de março de 1978, sob o título ?Evolução do movimento operário?, o líder era peça estratégica no sentido de barrar o aparecimento de forças mais radicais na cena sindical, e saudado com láureas pelo signatário:

?A reeleição de Luiz Inácio da Silva para a presidência do Sindicato dos Metalúrgicos (…) confere ainda maior relevo à sua liderança. (…). Suas postulações, para serem atendidas em sua totalidade, exigirão mudanças radicais na política trabalhista do governo. Mas o exame progressivo de cada uma delas (…) parece ser a melhor maneira de evitar que outro componente de perturbação da tranqüilidade pública se insira na conjuntura delicada (…) que a nação está vivendo?.

A partir de maio do mesmo ano – quando ocorre a primeira grande greve do ABC – o tom começa a mudar, mas não o suficiente para convencer Geisel a usar força policial contra o movimento. Tal atitude permitiu que se estabelecessem negociações entre empregados e empregadores, o que projetou o nome de Lula no cenário nacional. O resto é História.

Simonsen queria AI-5 permanente

Reflexões assim reveladoras emergem aos borbotões numa primeira leitura do livro ?Dossiê Geisel? (que chega às livrarias a partir de hoje), organizado pelos pesquisadores Celso Castro e Maria Celina D?Araújo e editado pela Fundação Getúlio Vargas. O trabalho reúne o arquivo pessoal de Ernesto Geisel, doado em 1998 ao Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (Cpdoc) da FGV, por Amália Lucy Geisel, filha do ex-presidente. O conjunto interessa aos estudiosos pela sua amplitude, e aos curiosos pelas surpresas que guarda nos quatro mil documentos, resumidos no livro e à disposição do público, em sua totalidade, pela internet (www.cpdoc.fgv.br).

Reunindo despachos ministeriais, mensagens, atas, relatórios dos diversos setores da máquina do regime militar entre os anos de 74 e 79, o volume constrói um retrato de Geisel como homem que, apesar de distante de convicções democráticas, bancou um jogo pesado em que poucas forças pesavam a seu favor.

Numa série de documentos do SNI sobre a atitude das Forças Armadas, o que chega a Geisel é a noção de um corpo fechado contra as suas determinações. Já em mensagem do então

ministro da Fazenda, Mário Henrique Simonsen, ao presidente, sugerindo diretrizes de política econômica, causa efeito o teor político de um parecer econômico. A ponto de Simonsen sugerir a incorporação definitiva do AI-5 à Constituição, como garantia de instauração de um sistema vitalício de salvaguardas, ou seja, a perpetuação da ditadura: ?(…) se trata de impedir que em 1978 ocorra aquilo que representa a vocação natural do bipartidarismo: a alternância no poder?, escreve Simonsen.

A imprensa e os grupos de comunicação aparecem no centro das grandes frentes estratégicas do governo, nos capítulos que tratam do SNI e do Ministério da Justiça comandado pelo super-poderoso Armando Falcão, cujo arquivo também foi consultado.

Monstrengos argumentativos multiplicam-se, como parecer do SNI de 1978 sobre a presença de comunistas nas redações dos principais jornais e revistas e em emissoras de televisão, ?como a TV Globo e TV Guanabara (Rede Bandeirantes)?: ?A infiltração na imprensa se fez mais freqüente nos postos de segundo escalão nas redações, contando com a indiferença dos donos dos jornais, interessados exclusivamente em auferir lucros.?

Donos de jornais, como expõem os documentos, foram chamados ao gabinete de Falcão para dar mais gás à máquina de cerceamento. Numa de suas primeiras providências, Falcão convidou os jornalistas Roberto Marinho e Ruy Mesquita para almoços. Segundo o relato de Falcão ao presidente Geisel, Roberto Marinho se prontificava a articular reunião com empresários para elogiar a política econômica do governo. Apesar disso, Falcão ainda comenta: ?O que se observa é um dilema das empresas jornalísticas em querer fazer seu negócio ser rentável sem desagradar ao governo. Esse é o caso do GLOBO.?

As telenovelas eram objeto privilegiado da ação dos censores. Falcão relata a Geisel que Roberto Marinho não se conformou com a decisão: ?Mesmo sendo o jornalista o melhor e mais constante aliado do governo na campanha de comunicação social, não pude atendê-lo?. Num delicado trecho do mesmo capítulo, é relatado um encontro entre Nascimento Brito, do ?Jornal do Brasil?, e Falcão, em que o empresário pede ajuda do governo para censurar notícias contra seu jornal: ?Nascimento Brito? – diz o livro – ?é vítima de uma campanha veiculada pelo Sindicato dos Jornalistas, através dos Diários Associados, que anuncia estar seu jornal em estado falimentar. Nascimento Brito procurou o ministro para pedir-lhe que impedisse a veiculação dessas notícias. Segundo Falcão, o jornalista lhe pedira ?providências cabíveis com punição dos infratores??.

Adiante, observa-se que, muitas vezes, ?a preocupação de cativar a imprensa é também correspondida, pelo interesse de empresários em bem servir ao regime.? O empresário Ary de Carvalho – hoje proprietário de ?O Dia? – é apontado como ?um dos nossos?.

O livro reproduz, num anexo, uma carta assinada por Silvio Santos e remetida a Geisel, solicitando concessão de uma rede de TV, com ênfase para a seguinte argumentação: ?Esteja certo de que não vou decepcioná-lo. Pode confiar?.

A indignação com o peso da censura é expressa em documentos de forte teor emocional, como num telegrama de Ruy Mesquita, proprietário do jornal ?O Estado de S. Paulo?: ?Senti vergonha pelo Brasil, senhor ministro ( Armando Falcão ), degradado à condição de uma republiqueta de banana ou de uma Uganda qualquer?.

A malha fina sobre a imprensa chegava ao exame de movimento financeiro de grandes banqueiros. Desses levantamentos, revela-se que o Banco Nacional, do ?revolucionário? Magalhães Pinto, estava financiando periódicos alternativos de esquerda, como ?Pasquim?, ?Crítica? e ?Opinião?.

Na sua vigilância, os órgãos censores produziam pérolas de paranóia que punham sob suspeita até locutores emblemáticos, como Cid Moreira. Na impessoalidade de Cid, ao ler notas oficiais do governo explicando a censura à novela ?Roque Santeiro? e à morte de Herzog, o SNI via uma pérfida estratégia de comunicação. O estilo tão conhecido do locutor, nesse contexto, teria o objetivo subliminar de esvaziar tais pronunciamentos, tornando inócuo o discurso oficial.

Ministro se encontra com Chico Buarque

A área de produção cultural é abordada em interessantíssimo relato do então ministro da Educação, Ney Braga, de um encontro que teve com os compositores Chico Buarque, Hermínio Belo de Carvalho e Sérgio Ricardo. O ministro, que se surpreende pelo fato de ?a conversa franca? ter acabado com um forte sentimento de ?calor humano?, explica que convidou Chico (que teria levado os companheiros) pela sua contribuição à formação da consciência nacional: ?O exercício da censura pela autoridade policial e a falta de critérios para sua correta aplicação, no entendimento daqueles compositores, determinam o esmagamento do processo de criatividade e transformam o criador em um ser permanentemente acuado. (…) Chico Buarque de Holanda, aludindo à ausência de critérios, exemplificou com música de sua autoria (…) proibida pela censura pelo fato de conter um verso que diz: ?João ama sua filha? Segundo alegou o censor, ?quem ama sua filha está cometendo incesto?, e com base nessa conceituação proibiu a música.?

Na longa conversa, entretanto, não apenas a liberdade de criação está em pauta: aparecem também questões que, hoje, estão na ordem do dia, como a dificuldade de arrecadação dos direitos autorais e o fechamento das gravadoras a novos valores da música. O vilão, entretanto, era estrangeiro: o rock e a música pop, em vez do sertanejo, do funk, da axé-music, do pagode e de outras forças malvistas da atual música nacional.

Chico termina criticando o estrangulamento do meio universitário, fato que impediria o surgimento de nomes como o dele, de Edu Lobo, de Milton Nascimento e de Caetano Veloso em época em que ainda se gozava de liberdade. Chico comenta, segundo o livro, que o diálogo em nível ministerial é um avanço, já que, até então, seus contatos com as autoridades se davam por via policial, como tantos amigos seus, criadores, tratados pelo regime ?como marginais?."

 

CIÊNCIA & CONHECIMENTO

"A Fapesp e a riqueza do conhecimento", copyright Folha de S. Paulo, 29/6/02

"A muitos cientistas agrada, às vezes, a retórica triunfalista, misto de mito e de religiosidade pomposa, que impregna suas declarações após importantes descobertas científicas.

Tal é o caso, por exemplo, do biólogo Walter Gilbert, vencedor do prêmio Nobel, que na década de 1980, quando se definia e se tornava realidade o projeto Genoma nos EUA, não teve dúvidas em afirmar que esse projeto era o graal da genética humana e a resposta final ao mandamento ?conhece-te a ti mesmo?.

No mesmo diapasão, mas vindo agora de um político, o então presidente Bill Clinton, em 2000, no evento organizado para anunciar o sequenciamento ?virtualmente completo? do código genético humano, saiu-se com algo na linha de ?estamos aprendendo a linguagem com que Deus criou a vida?.

Não é necessário fazer muitas ilações para ler na declaração do cientista e no entusiasmo do dirigente a vontade de afirmação divina do homem, pelo conhecimento.

Mais ceticamente crítico, aqui no lado sul do continente, o professor Ricardo Brentani, coordenador do Centro de Pesquisas Antônio Prudente sobre o Câncer, da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), acautelou-se, cercando de cautelas a ciência e a instituição que a financia: o anúncio feito em junho de 2000 é, sem dúvida, um grande feito, mas o que ele significa é ?apenas que definimos o tamanho do palheiro no qual precisamos procurar a agulha?.

De qualquer modo, a imagem do Graal permanece presente na mitologia das externalidades da ciência e tem, inclusive, expressões literárias importantes, como a que se pode ler no excelente romance ?Em Busca de Klingsor?, do autor mexicano Jorge Volpi, recentemente publicado, no qual a estrutura narrativa é toda organizada em torno dos três atos da ópera ?Parsifal?, de Wagner, e tem sua ação desenrolada em torno dos desenvolvimentos científicos e tecnológicos que culminaram com a invenção da bomba atômica no fim da Segunda Guerra Mundial.

Mas, na saga do cavaleiro andante Parsifal, é preciso atentar, contudo, para o fato de que ela se constitui também num mito de busca da identidade individual e num ritual de aprendizagem, amadurecimento, autonomia e responsabilidade ética e social do indivíduo em relação ao outro. É, assim, um mito da importância e da força da alteridade na constituição da identidade de cada um.

No primeiro encontro de Parsifal com o Rei Pescador, ferido de morte como as terras estéreis do reino, o cavaleiro falha porque não consegue formular as perguntas corretas. Parsifal conhece as normas de conduta, sabe os códigos, tem as informações, mas não compreende nem o seu sentido, nem a sua finalidade. Só depois de perambular e aprender, por ensinamento, por experiência de si e do mundo e por vivência do conhecimento, é que ele voltará ao castelo do rei ferido e perguntará, com sincera curiosidade e humano interesse: ?Senhor, o que vos aflige? A quem serve o Graal??.

O professor José Fernando Perez, diretor científico da Fapesp, chamou-me outro dia a atenção para um artigo da ?The Economist? de 8 de junho, sobre o livro ?Does Education Matter? Myths about Education and Economic Growth? (?A Educação Importa? Mitos sobre a Educação e o Crescimento Econômico?), de Alison Wolf, professor de educação na Universidade de Londres.

Nele, o autor discute a questão educacional britânica, sob a égide das declarações, feitas pelo primeiro-ministro Tony Blair, de que suas três prioridades maiores são ?educação, educação e educação? e as consequências econômicas e sociais dessa fixação. Um dos aspectos a serem ressaltados é que a educação, com critérios de simples quantidade, além de perder sua função ética e social no desenvolvimento do indivíduo, não contribui efetivamente para o crescimento econômico do país.

Ao contrário, conclui Alison, ?nossos antepassados recentes, vivendo em tempos significativamente mais pobres, dedicavam-se aos propósitos culturais, morais e intelectuais da educação. Nós nos tornaremos mais pobres se isso for neglicenciado?.

Desse modo, e para firmar publicamente o compromisso que todos temos com o importante papel que a Fapesp desempenha, desde a sua criação, no sistema de ciência, tecnologia e educação superior no Estado de São Paulo, seria importante enfatizar e dar continuidade ao esforço sistemático e constante que a fundação realiza, historicamente, para criar condições de felicidade para a produção do conhecimento e para a sua transformação em efetiva riqueza.

Finalidade pragmática, que visa ao valor econômico e ao desenvolvimento material da sociedade; objetivo ético que traz, embutida em cada programa das suas diversas linhas de atuação, a crença de que, na formação profissional de nossos jovens estudantes, além da competência técnica de sua especialização, é também imprescindível a formação na experiência integral e humanista de que a cultura é um aprendizado e um ensinamento e de que a ponta dos pés do conhecimento nos põe sempre num limiar: o da sensação de poder tocar o intangível e do apelo da realidade que nos chama para os nossos compromissos e responsabilidades sociais. (Carlos Vogt, 59, poeta e linguista, assume hoje a presidência da Fapesp. Foi reitor da Unicamp de 1990 a 94.)"

Todos os comentários

x

Indique a um amigo

Este é um espaço para você indicar conteúdo do site aos seus amigos.

O Campos com * são obrigatórios.

Seus dados

Dados do amigo (1)

Dados do amigo (2)

Mensagem