Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

PRIMEIRAS EDIçõES > REPÓRTERES SEM FRONTEIRAS

Autoridades do Paquistão negam prisão de jornalista

Por lgarcia em 06/01/2004 na edição 258

REPÓRTERES SEM FRONTEIRAS

O Repórteres Sem Fronteiras lamentou que a Autoridade Federal de Inteligência do Paquistão tenha negado que está mantendo o jornalista paquistanês Khawar Mehndi Rizvi como seu prisioneiro.

Khawar e outros dois jornalistas franceses foram presos em 16 de dezembro em Karachi após fazerem uma reportagem sobre grupos Talibã na fronteira com o Afeganistão. As autoridades paquistanesas acusaram os dois jornalistas franceses, Marc Epstein e Jean-Paul Guilloteau, de estarem viajando para a região de Quetta sem permissão. Eles foram liberados sob fiança no dia 24 e estão em prisão domiciliar em um hotel em Karachi enquanto aguardam um veredicto ? que não deve sair antes de 10 de janeiro.

Já Khawar ? que tem sido mostrado regularmente numa emissora de TV pública ? é secretamente mantido confinado há três semanas pelo serviço de segurança do Paquistão. No tribunal, as autoridades do país negaram que estejam em poder do jornalista.

A organização internacional pela liberdade de imprensa renovou o apelo para que o governo paquistanês liberte Khawar e permita que os dois jornalistas franceses voltem a seu país.

O Repórteres Sem Fronteiras condenou uma ação das autoridades de Camarões, onde mais de uma dúzia de emissoras de rádio e televisão foram fechadas nas últimas semana. As emissoras receberam uma ordem, em 22 de dezembro, para que encerrassem suas atividades até a meia-noite do dia 31.

Os que receberam a advertência contaram que os representantes do Ministério das Comunicações alegaram que as emissoras não tinham autorização para funcionar. As autoridades teriam dito também que o setor de mídia era um setor muito sensível para que não fosse controlado ? em uma provável referência à estação de rádio Milles Collines, que em 1994 incitou o genocídio em Ruanda.

Cinco estações de rádio e duas emissoras de TV foram obrigadas a fechar em Bamenda, entre elas a BBC. Na cidade de Bafoussam, até a rádio universitária Tankou foi proibida de funcionar. Muitos jornais independentes condenaram a ação do

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