Quinta-feira, 19 de Outubro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº962

PRIMEIRAS EDIçõES > THE WASHINGTON POST

Avaliação positiva

Por lgarcia em 12/12/2001 na edição 151

THE WASHINGTON POST

Em coluna de 2/12, Michael Getler, ombudsman do Washington Post, comenta as conclusões de duas pesquisas de opinião lançadas recentemente. Os estudos foram feitos pela Pew Research Center for the People and the Press e pelo Project for Excellence in Journalism (PEJ), e mostram que o público mudou de atitude em relação à mídia após os atentados de 11 de setembro: a maioria acredita que a imprensa fez um bom trabalho até agora.

Andrew Kohut, diretor do Pew Center, explica que é a primeira vez em 15 anos de estudo que pode dizer que a imagem pública da imprensa está melhorando. Kohut, porém, ressalta: "Não sou tão tolo a ponto de acreditar que isto representa uma grande mudança de atitude em relação à imprensa", ou que a avaliação positiva atual irá sobreviver à guerra contra o terrorismo.

Mas Tom Rosensteil, diretor do estudo do PEJ, sugere que os dados indicam que "há raízes de algo que pode virar estrutural, mais duradouro". Sua pesquisa analisou a mudança de foco de certos programas de TV: antes devotados à fofoca de celebridades, muitos abriram espaço para as chamadas hard news. Rosensteil afirmou que outros eventos foram responsáveis por transformações na cobertura da imprensa antes, como a Depressão americana, a Segunda Guerra Mundial e os anos de Guerra Fria.

Outros números que Getler considera relevantes são os apurados pela Pew: 53% dos entrevistados revelaram que a televisão a cabo foi sua principal fonte de notícias da crise, enquanto o número de pessoas que se informa por meio de jornais triplicou; 50% afirmaram que estão lendo mais jornais do que antes e de forma mais cuidadosa.

Para o ombudsman, não só o mundo se dividiu em antes e depois dos ataques mas também o Post, que investiu muitos recursos na cobertura, expandiu as colunas noticiosas e sua já considerável equipe de correspondentes internacionais, além de trazer repórteres e editores experientes de volta para a redação. Getler acredita que é a profundidade e o alcance das reportagens diárias que, ao longo do tempo, liga o leitor ao seu jornal.

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