Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

PRIMEIRAS EDIçõES > TELETIPO

Barrado boneco com HIV

Por lgarcia em 31/07/2002 na edição 183

TELETIPO

A emissora pública PBS afirmou que não vai incluir o boneco portador do vírus HIV no programa Vila Sésamo transmitido nos EUA, tranqüilizando políticos de direita. Segundo Pamela McClintock [Variety, 17/7/02], o muppet deve aparecer apenas na versão africana. O republicano W.J. Tauzin declarou que não acha o assunto apropriado, lembrando que é o Congresso que supervisiona as finanças da PBS. "Tínhamos um argumento simples: deixem as crianças serem crianças. Elas já vão crescer rápido demais, aprender sobre Aids, fome mundial e terrorismo muito cedo. Por que não podem rir e brincar um pouco?"

A companhia de gás natural Gazprom, ligada ao governo russo, acaba de comprar todas as ações de empresas de mídia que restavam a Vladimir Gusinsky, magnata que se exilou para fugir da perseguição do Kremlin. A companhia já assumiu a rede NTV, a revista Itogi e o jornal Segodnya, todos do antigo império de Gusinsky, e pretende vendê-las até o fim deste ano. Enquanto isso, ativistas e políticos do partido Yabloko apelam à Suprema Corte para que reconsidere a condenação do jornalista militar Grigory Pasko por traição. No mês passado, o braço militar do tribunal sustentou o veredicto de quatro anos de prisão por ter revelado que a Marinha despejou lixo tóxico no mar. Informações da AP [15/7/02].

Em texto para o Jerusalem Post, Bret Stephens [18/7/02] analisa matérias recentes da Newsweek e do Times e a série produzida pela CNN sobre vítimas israelenses do terror, que em sua visão representam uma mudança de atitude da imprensa em relação a Israel. Os veículos estariam mais simpáticos aos judeus ? seja isso uma "aberração momentânea", uma alteração real ou um "exercício calculado" ? devido a três fatores: a mobilização do público, que inundou as caixas postais de jornalistas com acusações de tendenciosidade e ameaças de boicote, o discurso recente do presidente Bush e "culpa editorial". Segundo o autor, o New York Times deixou de denunciar com firmeza o genocídio de judeus por nazistas devido ao medo do editor, Arthur Sulzberger, de parecer estar defendendo interesses sionistas.

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