Quarta-feira, 22 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

PRIMEIRAS EDIçõES > DOSSIÊ CREDIBILIDADE

Beatriz Coelho Silva

Por lgarcia em 22/08/2001 na edição 135

DOSSIÊ CREDIBILIDADE

"O otimismo marcou a abertura do 3.? Congresso da Associação Nacional de Jornais (ANJ), que reuniu ontem no Rio cerca de 300 participantes, entre editores e proprietários de jornais. A começar pelo discurso do presidente da instituição, Francisco Mesquita Neto, também diretor-superintendente do Grupo Estado, comemorou-se o crescimento da mídia impressa no Brasil. ?Mostraram-se simplistas as previsões de que os jornais desapareceriam em pouco tempo, suplantados pelas informações transmitidas via internet?, disse Mesquita Neto. ?Os jornais não apenas superaram as previsões sombrias como conseguiram índices significativos de crescimento pelo fato de que souberam mudar; e continuam mudando.?

Segundo Francisco Mesquita Neto, os jornais evoluíram porque passaram por profundas transformações estruturais. Ele lembrou que, num espaço de seis anos, houve um pequeno declínio dos investimentos publicitários, compensado pela multiplicação por três da circulação chamados jornais populares. ?Hoje vivemos em um cenário de competição muito mais agressivo, e se temos conseguido enfrentá-la, firmando nossa posição no mercado, com certeza vamos conseguir isso no futuro, caso soubermos acelerar o processo de mudanças?, continuou o presidente da ANJ.

Ao abordar a pauta, ele citou grandes desafios do setor: a credibilidade da imprensa, o mercado editorial e suas perspectivas, a questão da integração da redação com a publicidade e a circulação e a convergência multimídia do futuro. ?Examinaremos juntos, uma a uma, as grandes áreas da nossa atividade profissional?, prometeu. ?Todas elas serão tratadas sob seus mais diversos aspectos e sempre com o espírito aberto.?

Mesquita Neto encerrou lembrando a importância da liberdade de expressão que existe hoje no Brasil, uma situação que ?foi conquistada, árdua e penosamente, pela ação dos jornais e pelo anseio da nação?.

O governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, esteve na abertura e lembrou que a imprensa brasileira nasceu há 190 anos no exílio e hoje se destaca em avanço tecnológico, conteúdo e defesa da democracia.

O 3.? Congresso Brasileiro de Jornais prossegue hoje dividido em dois grupos. o Fórum de Editores debaterá as redações multimídias, enquanto os proprietários de jornais discutiram a integração entre a redação, a publicidade e a circulação da mídia impressa."

"No painel de abertura do 3? Congresso Brasileiro de Jornais, sob o tema ?O homem, a informação e o desconhecido?, o escritor Paulo Coelho destacou a busca da verdade pelo leitor.

? Há um descontrole da informação. Se abrirmos um jornal escrito há um ano em uma página de economia, por exemplo, vamos encontrar o oposto do que foi dito um ano depois. Os economistas justificam o que não ocorreu. O fato é que hoje o leitor está mais exigente E está difícil esquecer certas coisas ? disse.

O escritor afirmou que a tragédia começa a deixar de ser um referencial.

? O ser humano está em busca da felicidade. A procura pelo que se pode ter de bom e não pelo que pode estar acontecendo de ruim com o vizinho cresce. A informação que não está sendo refletida pela mídia impressa mais tarde será exigida dela ? sentenciou.

Para o ex-governador do Distrito Federal Cristovam Buarque, o fim da desigualdade social é o principal desafio.

? Bastaria que os R$ 4 bilhões do Fundo de Erradicação da Pobreza se transformassem em R$ 20 bilhões, o que é possível, promovendo o fim da exclusão social. Ele traria um bocado de leitores para os jornais. Isso é enfrentar o desconhecido ? afirmou."

    
    
                     

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