Segunda-feira, 25 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº959

PRIMEIRAS EDIçõES > 27/05/02

Bernardo Kucinski

Por lgarcia em 05/06/2002 na edição 175

CRÍTICA DIÁRIA

"Cartas Ácidas", copyright Agência Carta Maior (www.agenciacartamaior.com.br)

"3/6/2002

O moralismo de uma imprensa imoral

Que moral tem os jornais para a condenação moral do PT? É isso que estão fazendo no caso das negociações entre o PT e Quércia. As alianças buscadas pelo PT são julgadas por critérios morais enquanto as alianças de FHC são avaliadas por critérios políticos. Na mesma semana em que FHC convida o senador Ney Suassuna para ministro, apesar de seu principal assessor estar preso acusado de tráfico de influência, a mídia cobra moralidade apenas do PT.

A mídia está tendo êxito incomum no seu objetivo de desgastar o PT. O caso Quércia está provocando um enorme estrago junto ao eleitorado esclarecido que não é familiarizado com a malícia da cobertura jornalística. Boris Fausto, na sua coluna de hoje na Folha, consolida, com o aval da sociologia, a condenação moral do PT. Ainda bem que ele confessa que sempre foi adversário do PT.

Governo comanda agenda nacional de debates

Desde o início da campanha, a agenda antipetista, comandada do Palácio, tem levado a melhor. A ênfase nos marqueteiros para nivelar todos os candidatos como produto de marketing foi um dos primeiros lances e abriu todo um leque de outras coberturas tentando mostrar um Lula maquiado e/ou contraditório. Depois veio o coro da estabilidade e da observância de contratos, que encurralou a oposição num discurso defensivo. E todos os movimentos do PT para ampliar sua base de apoio e de governabilidade, desde os primeiros contatos com o PL, são tratados a partir do particular e com viés moralista.

A falsa agenda de debates

O paradoxo é que o povo quer mudar o que está aí e por isso apóia os candidatos de oposição, mas a oposição não consegue fazer com que o debate nacional seja sobre as mudanças. Em vez de ajudar, a mídia sabota. Em vez de contribuir para o debate esclarecido, a mídia tem deliberadamente ofuscado as questões principais, nivelando propostas, desqualificando candidatos, retirando frases do contexto em que foram ditas, sofismando, falseando ou destacando aspectos menores das falas e dos eventos.

O que fazem sempre com Lula, fizeram na semana passada com as declarações de Ciro Gomes sobre o aborto. Ciro Gomes disse ser contra a criminalização do aborto. Isso não é o mesmo que ser a favor do aborto, como ele depois precisou esclarecer, devido a manchetes distorcidas dos jornais.

E a responsabilidade histórica da mídia

O papel central da boa mídia deve ser crítico-informativo, mais do que pedagógico. Mas a mídia brasileira está sendo extremamente antipedagógica. Quem chama a atenção para a irresponsabilidade da mídia é Gilberto Dupas, um tucano acima de qualquer suspeita. Em ?Caminhos perigosos?, publicado na página A2 do Estadão do domingo, ele aponta para o desvirtuamento do debate: ?O Brasil pode perder muito se a continuidade da campanha presidencial centralizar-se na escalada de difamações, somada á exploração da vulnerabilidade de nosso pobre país?.

Falas arriscadas e atos impensados

A mídia recuou quando o discurso da vulnerabilidade atingiu nível perigoso. José Aníbal, no entanto, insiste na exploração do medo com suas últimas frases de efeito. O discurso tucano que explora o medo de perdas financeiras foi lamentavelmente reforçado com a decisão do Banco Central da ultima quinta que, por um critério burocrático, provocou perdas contábeis da ordem de milhões nos fundos de investimento. A sensação de confisco já aparece na seção de cartas do leitor da Folha de hoje. Não convenceram as explicações dos jornais para a antecipação abrupta do prazo de adaptação dos fundos ao novo critério contábil, que termina em setembro. Mesmo antecipando para agora, o BC poderia ter dado algumas semanas para os fundos ajustarem sua contabilidade pelos novos critérios. Teria evitado essa perigosa sensação de confisco.Ou será que o objetivo era esse mesmo?

Heranças de FHC: impostos mais pesados

Nenhum dos jornais de referência nacional deu porque não ia ficar bem para a candidatura Serra: entre 1994 e o ano passado, a carga tributária total no Brasil aumentou de 27,9% do Produto Interno Bruto para 34,07%. Um aumento de 22%. Com esse aumento, a carga tributária tornou-se a maior em 54 anos da séria histórica do IBGE. Um primeiro aumento da carga deu-se por causa da Constituição de 1988. Mas o grande salto foi dado a partir de 1994, no governo FHC, com a criação da CPMF e o aumento das alíquotas de ICMS sobre a energia elétrica, os combustíveis e as telecomunicações.

Esses dados foram compilados pelo Departamento de Assuntos Fiscais do BNDES e foram publicados com grande destaque ocupando toda a página B3 da edição do domingo do Diário de São Paulo. O estudo mostra que a União leva a maior fatia do bolo dos impostos: 22,94%. Os Estados ficam com apenas 9,5%. Mas o que realmente choca é saber que os municípios nos quais concentra a miséria brasileira hoje, e que tem responsabilidades gigantescas no atendimento social e na educação básica, recebem apenas uma migalha do grande bolo dos impostos: 1,63%.

Nas entrelinhas

Até o antipetista roxo Maílson da Nóbrega foi abrigado a admitir, em artigo publicado este fim de semana sobre a dívida pública, que Lula é ?quem dispõe da a melhor equipe? entre os candidatos à presidência. Também Miriam Leitão, quase sempre alinhada com o Palácio, admitiu em sua coluna do domingo sobre o problema da moradia, que ?O PT apresentou o Projeto Moradia que parte de um ponto correto do qual todos os programas sérios para o financiamento imobiliário de baixa renda tem que começar: da constatação de que os pobres só conseguirão realizar seu sonho se tiverem subsídio público?. Ela fala bem do Projeto Moradia, mas o que ela discute detalhadamente é um estudo recente de Dionísio Carneiro para o Sindicato Nacional da Indústria de Cimento.

Não deixe de ler

?A morte dos pobres e a responsabilidade dos ricos?. Esse pequeno texto de Jeffrey Sachs, no cantinho inferior da página B2 de Folha de domingo é uma chocante denúncia da indiferença dos países ricos em relação à morte de pessoas com Aids na África por não poderem pagar os preços dos remédios. O economista americano compara a indiferença de seu governo à atitude do império britânico nos episódios em que as chuvas falhavam na Índia, sobrevindo a fome. Alimentos podiam ser levados facilmente pelas ferrovias, mas os britânicos achavam que as mortes pela fome eram um mecanismo natural de seleção. O artigo de Jeffrey Sachs é, sobretudo, uma cacetada mais do que oportuna no pensamento neoliberal.

?Exuberância irracional?, pequeno comentário de Sonia Racy na pagina B2 do Estadão do sábado, resume muito oportunamente a teoria de Mordecai Kurz sobre as ?crenças racionais?. De acordo com esta última, o investidor tem uma visão imperfeita das mudanças no mundo econômico e age por força de uma crença racional que se forma em determinado momento, a qual é muito mais uma crença do que uma racionalidade. Por ser crença, não muda a partir de argumentos e sobrevive a seus próprios erros de avaliação.

29/5/02

Ao leitor

Excepcionalmente, a Carta Ácida desta quarta-feira (29) foi fechada no dia anterior, por motivo de viagem do colunista.

Heranças de FHC: tarifas extorsivas

Os aumentos nas tarifas públicas foram um dos mais agressivos instrumentos de redução da renda disponível dos brasileiros, aumento das receitas púbicas e financiamento das privatizações, durante a vigência do Plano Real. A partir desta edição, inauguramos esta seção para registrar os resultados dos oito anos de administração de FHC, que vem divulgados às vezes muito discretamente pela imprensa.

Aumentos de até 440%

A Gazeta Mercantil publicou na segunda-feira (27) um estudo do Dieese, mostrando que os preços das tarifas de serviços públicos aumentaram muito mais do que os demais preços no período de vigência do Plano Real, ao ponto de hoje terem peso de 21,7% na formação do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e de 28,83% no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Nesse peso estão incluídos 4,09 pontos percentuais dos medicamentos, que têm seus preços administrados, além de impostos, pedágios, gasolina, cigarros e correios.

Enquanto o índice geral de preços subiu 116,3% durante a vigência do real, o custo de bens e serviços com preços administrados subiu em até 444,85%, como é o caso do gás de cozinha, ou 380%, no caso da tarifa do telefone fixo. A tarifa de energia elétrica, uma das que aumentou menos, mesmo assim subiu 222% – quase o dobro do que subiu o índice geral de preços. O contraste é ainda maior quando se comparam as tarifas diretamente com os preços de alguns bens. Preços de vestuário, por exemplo, subiram apenas 43,3% no período.

E restrições no orçamento familiar

Uma das conseqüências do maior gasto com energia, telefone e outros preços administrados é a redução de gastos com roupas e lazer. O JB publicou no domingo (26) um estudo feito pela Credicard com 35 milhões de usuários de cartões de crédito, mostrando que durante a vigência do real (de 1994 a 2001) os gastos com vestuário caíram de 27%, do total de gastos, para 18%; gastos com entretenimento caíram de 17%, do total, para 14%; e gastos com hobbies, de 5%, do total, para apenas 3%. Apenas o gasto com alimentação não caiu como proporção do total de gastos, provavelmente porque ao sair menos, se divertir menos e praticar menos esporte, os 35 milhões ficaram mais em casa, comendo. Os gastos com alimentação subiram de 12% para 16% do total de gastos.

Retrato do Brasil: a discriminação racial

Entrevistando dez mil mulheres grávidas logo após o parto, entre 1999 e 2001, a Fiocruz, em parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro, conseguiu uma das raras medidas científicas da discriminação racial no Brasil. Descobriu que ?até na hora do parto a mulher negra é discriminada?, título da reportagem de página inteira na abertura do caderno cotidiano da Folha de domingo (26), que relata alguns dados dessa pesquisa.

Alguns resultados são chocantes: 11,1% das entrevistadas negras não receberam anestésico na hora do parto, contra 5,1 % de mulheres brancas; 18,3% das negras não foram informadas sobre a necessidade do pré-natal mensal, contra 14,5 % das brancas.

E mais: 73,1% das mulheres brancas foram informadas sobre sinais do parto, mas apenas 62,5% das negras receberam essas informações. Instruções sobre como se alimentar durante a gravidez foram dadas a 83,2% das brancas, mas a apenas 73,4% das negras.

As diferenças de tratamento aconteciam tanto em hospitais públicos como privados, e não dependiam da condição social aparente da entrevistada ou de seus níveis de escolaridade. É discriminação racial pura.

Nem os médicos têm consciência de que discriminam

A mesma repórter da Folha que descobriu essa pesquisa, Sabrina Petry, estragou tudo, trazendo na mesma edição uma reportagem em que dois médicos negavam validade à pesquisa, a partir de suas visões pessoais e necessariamente fragmentárias do mundo do parto.

Um deles ainda põe a culpa nas vítimas: as mulheres mais pobres sofrem porque não têm o discernimento de procurar as melhores clínicas. Não tem sentido a Folha contrapor duas entrevistas isoladas com uma pesquisa que ouviu dez mil mulheres. Ainda assim, e isso a repórter não percebeu, essas duas entrevistas isoladas corroboram uma das conclusões da pesquisa: ?Nem os médicos tem consciência de que discriminam?.

Cretinismo jornalístico

Foi o que aconteceu com a notícia de que o Brasil vai pedir autorização à OMC para retaliar o Canadá, no caso dos subsídios canadenses à Bombardier. Todos os jornais caíram na mesma enganação do governo. Vejamos o texto do Valor:

Título: ?Brasil pede US$ 3,36 bilhões na disputa com Canadá?

Frase de abertura: (…) o Brasil encaminhou à OMC pedido de autorização para retaliar…

Frase seguinte: a solicitação será apresentada no dia 3 de julho Primeira contradição: matéria diz que ?apresentou? e logo depois diz que ?vai apresentar?. Mais adiante, a matéria diz que ?a nota do governo brasileiro ressaltará, porém, que o Brasil confia no avanço das negociações bilaterais para que elas conduzam a uma solução satisfatória?. E mais: ?(…) ninguém pensa em Brasília na possibilidade de aplicar retaliações. Permanece a sensação de que a briga foi longe demais?.

Conclusão: a verdadeira notícia é que o Itamaraty está com medo de acionar o mecanismo da OMC. Está praticamente pedindo penico ao Canadá.

27/05/02

Terrorismo financeiro: a fuga já começou

As lideranças do PT estão claramente assustadas com o ?terrorismo financeiro? e fazem de tudo para apaziguar os terroristas, ou seja, os banqueiros. Em entrevista de página inteira no Estadão de domingo, Mercadante faz juras de obediência à estabilidade e à responsabilidade fiscal. Na Folha de hoje, o presidente da Febraban responde com confetes e elogia o desempenho de Lula no debate da CNI. Mas a fuga de capital já começou.

Antes mesmo do fim deste mês (até o dia 23), empresas estrangeiras já tiraram do Brasil US$ 728 milhões, o dobro do que tiraram durante todo o mês de abril. Valor diz na sua edição do fim de semana que houve uma aceleração da remessa de lucros. Empresas estrangeiras antecipam ou intensificam remessas de lucros quando: (a) acreditam que vai haver uma desvalorização da moeda ou (b) reduzem seus planos de reinvestimento no país.

O fluxo de investimento direto estrangeiro também caiu de US$ 2,1 bilhões em abril do ano passado para US$ 1,5 bilhão em abril deste ano. A fuga de capitais já começou, alimentada pelas repetidas declarações de FHC, Malan e Armínio Fraga, de que o Brasil pode se tornar uma nova Argentina.

Os arrependidos da globalização

Pipocam na mídia os sinais de crise do paradigma neoliberal e as críticas ao papel do FMI na globalização. Veja, que propugnou o neoliberalismo global de modo tão agressivo, faz quase um mea-culpa esta semana, dando capa à pergunta: ?O que comemorar?? Sua conclusão: ?os países pobres ou em desenvolvimento podem reclamar que foram lesados?. No Estadão, Mário Vargas Llosa reconhece o fracasso de muitos planos econômicos impostos pelo Consenso de Washington e se refugia no argumento de que o aspecto fundamental da globalização não foi o econômico – ou como ele chama, ?o entrelaçamento mundial dos mercados? – e ?sim o avanço da legalidade e da liberdade pelo mundo todo?. O argumento é duplamente falacioso: nem está provado que houve um aumento da legalidade no mundo e uma coisa não justifica a outra.

Os desastres que o FMI provocou

Tanto Veja como Vargas Llosa discutem a crise da globalização a partir das idéias de Joseph Stiglitz, o economista prêmio Nobel. O Estadão cita um livro ?O mal-estar na Globalização?, publicado pela Taurus este ano. Veja cita Globalization and its discontents, anunciando que será lançado em breve no Brasil. Deve ser o mesmo livro. Stiglitz desanca as políticas impostas a países periféricos pelo FMI, na Malásia, Etiópia e Rússia. Acha um absurdo que equipes do FMI imponham receitas salvacionistas a partir de rápidas visitas de um grupinho de técnicos aos países de Terceiro Mundo afetados pro crises.

Campanha eleitoral vira uma grande lavanderia

Rita Camata mal havia sido designada para vice de Serra, já circulavam nas redações de Brasília dossiês contra os Camata. Outros dossiês estão circulando ou sendo montados contra Serra e também contra o PT. Esta campanha esta sendo uma guerra de dossiês e não um debate de idéias.

Da safra de dossiês usados neste fim de semana:

Veja revela que Jorge Negri, o próprio irmão do ministro da Saúde, Barjas Negri, faz lobby para a maior indústria farmacêutica fabricante de remédios genéricos no Brasil, a SME.Veja diz que ?teve acesso ao conteúdo de uma fita cassete em que? o diretor da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Luiz Felipe Moreira Lima, admite que o irmão do ministro faz lobby para empresas. Diz Veja que o lobista conseguiu até levar o dono da SME, Carlos Sanchez, a José Serra, quando o candidato tucano era ministro da Saúde.

Folha do domingo e IstoÉ descarregam as baterias em cima de uma nova ligação perigosa de Serra: com Vladmir Rioli, ex-vice-presidente do Banespa, acusado de ter favorecido empresas que não tinham garantias ou estavam em situação pré-falimentar com empréstimos do banco paulista.

Todas as revistas semanais trazem a denúncia do antigo amigo e parceiro de Garotinho, o empreiteiro Guilherme Freire, que agora o acusa de corrupção. Ele revela que Garotinho direcionava concorrências publicas e subornou fiscais da Receita Federal.

Nem o PT escapa

Sem munição para atingir o PT com grandes denúncias, a mídia está se valendo de ilações e suspeições e tenta compensar a fragilidade das acusações, multiplicando as denúncias. Uma acusação, porém, é séria porque partiu de ativistas do próprio partido. O Correio Braziliense tem sido a matriz geradora das denúncias dos sindicalistas Firmino Pereira do Nascimento e Marcos Pato de que dinheiro da associação de funcionários Asefe foi desviado por políticos petistas do Distrito Federal. Hoje, o Correio deu nova manchete de página inteira.

Na sexta, Firmino desmentiu formalmente suas acusações e pediu desculpas aos ofendidos. O Estadão deu o desmentido de Firmino apenas no último parágrafo de sua reportagem do sábado, encobrindo-a com um enorme nariz de cera. As revistas, tão apressadinhas na hora de acusar, não se apressaram a corrigir. IstoÉ endossou as denúncias dando enorme destaque as acusações, e sem mencionar o recuo de Firmino. Época e Carta Capital também agiram assim, embora com menos destaque.

Algo aconteceu a tal associação. Marcos Pato volta a fazer acusações no Correio de hoje. Mas o que aconteceu e quem são os culpados não está claro em nenhuma das reportagens.

Na entrelinhas da Folha

A Folha generaliza seus ataques conta Marta, fazendo um balanço do que chama de ?contratos sem concorrência? da Prefeitura de São Paulo. É um exemplo notável da narrativa baseada em ilações e na presunção de que algo está sendo escondido. Nada é irregular ou ilegal. Mas foi preciso esse balanço para que se pudesse ler, nas entrelinhas que: (a) a prefeitura está construindo 45 centros educacionais, dos quais 25 em caráter de emergência, para viabilizar 55 mil novas vagas já no início do ano letivo; (b) a prefeitura está construindo obras contra as enchentes em quatro regiões: Penha, Mooca, São Mateus e Aricanduva, a toque de caixa para enfrentar enchentes do próximo ano.

Se Marta invoca a emergência para acelerar obras, é colocada sob suspeita de corrupção. Se não invoca, é acusada de lerdeza ou negligência. Assim age um jornalismo que em vez de informar e contextualizar, apenas faz campanha.

Steinbruch desmente, mas não convence

Finalmente Steinbruch decidiu falar para desmentir que tivesse havido propina na privatização da Vale. Escreveu na Folha de domingo. Desmentiu, mas não convenceu. Steinbruch não parece incomodado com nada que se falou sobre o caso, exceto as declarações de Ermírio de Moraes, que perdeu para Steinbruch o lance pela Vale e disse que pelo menos saiu de mãos limpas.

Não deixe de ler:

Um bom artigo de Rubens Ricupero na página B2 da Folha de domingo em que ele retoma de modo mais meticuloso, a história de como o governo brasileiro decidiu negociar a Alca a partir de tarifas médias efetivamente praticadas, menores do que os tetos permitidos, que fragilizam nossa posição. No Estadão de hoje, Marcelo de Paiva Abreu discute o mesmo assunto na página B2 em ?tarifas no bazar eleitoreiro?, mas seu artigo é confuso e parece defender o governo. No entanto, esclarece que o critério criticado por Ricupero já foi adotado pelo governo nas negociações com a União Européia. Daí a dificuldade de mudar de posição agora."

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