Sexta-feira, 19 de Julho de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1046
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PRIMEIRAS EDIçõES >

Bia Abramo

Por lgarcia em 11/11/2003 na edição 250

TV & CONSUMO

“A dança de são Guido do consumo”, copyright Folha de S. Paulo, 9/11/03

“O rosto que mais chama a atenção na TV hoje não é de nenhuma estrela da novela da Globo, nem de nenhum desses apresentadores do mundo cão, nem de nenhuma gostosa-famosa que balbucia platitudes diante das câmeras. É de Fabiano Augusto, um ator paulistano de 28 anos, que aparece nos intervalos comerciais com gestos enfáticos e repetitivos, esgar de psicótico, repetindo o bordão ?Quer pagar quanto?? nos anúncios das Casas Bahia.

Ele é um achado, de fato. Tem a cara do seu vizinho, do caixa do seu banco, daquele sujeito que você encontra todo dia no caminho para o trabalho. Nos diversos anúncios que já protagonizou, ele inventou uma gesticulação característica, frenética, olhos arregalados, sorriso congelado no rosto e toda a fala pontuada por uma movimentação incessante de braços e mãos.

Seu papel é basicamente o do chato, do sujeito insistente no limite da inconveniência, do cara que mete o nariz onde não é chamado. Ele não está caracterizado como vendedor, mas sua fala é daquele vendedor que faz de tudo para convencer, que procura derrubar um a um os argumentos da prudência.

Uma mulher examina um armário, uma garota olha para alguns celulares… Eis que ele aparece, feito um boneco de mola, movendo os braçccedil;os feito um maluco, num tom de voz que só por alguns decibéis não é o do grito a espantar quaisquer hesitações: quer pagar quanto, quer pagar quando?

A mensagem é clara: sim, nós sabemos que você está sem dinheiro, mas seu engano é achar que é preciso dinheiro para consumir nas Casas Bahia. Não, basta seu desejo de consumir, o resto deixa com a gente. O que move o consumo é o desejo, que rege, naturalmente, a escolha do produto, mas também, de acordo com essa publicidade, quanto e quando pagar. Onde há desejo, há poder: ?Aquilo que você quer, aqui você pode?.

O único interdito é recusar-se a comprar, portanto, não querer pagar nem uma prestaçãozinha sequer, hipóteses inteiramente afastadas com o frenesi dos movimentos do garoto-propaganda. O personagem sem nome transfigura-se nessa dança de são Guido do consumo, agitando-se de comprador em comprador, de produto em produto, como a afirmar que não importa o tamanho da crise, a falta de dinheiro; é preciso manter a roda do comércio em funcionamento.

O ?Bahia? encarna, dá feição e voz à histeria, parece ter tomado todo o espaço de publicidade do chamado horário nobre, invadido por anúncios de ofertas de hiper e supermercados, do varejão de eletrodomésticos e móveis. Disputando a tapas os parcos caraminguás que estão nos bolsos e nas contas de banco dos telespectadores, a publicidade se vê desnudada de toda a sua pretensão criativa e artística e reduzida ao seu mínimo denominador: comprem, por favor.”

 

MULTISHOW

“Multishow pesquisa para mudar musicais”, copyright Folha de S. Paulo, 8/11/03

“A banda mais adorada pelo telespectador paulista e jovem do canal pago Multishow (Net e Sky) teve seu auge nos anos 70, Bee Gees. A revelação, surpreendente, é de pesquisa que o canal está fazendo para avaliar, pela primeira vez, o gosto musical de seu público-alvo _pessoas das classes A e B, de 18 a 34 anos.

A pesquisa, realizada com 150 telespectadores de São Paulo e outros 150 do Rio, irá nortear os rumos da programação musical do canal em 2004. Será a principal ferramenta para o ?TVZ? (de clipes, diário, das 19h às 21h), ?Multishow Music Live? (shows internacionais) e ?Multishow Ao Vivo? (shows nacionais).

Até então, a seleção desses programas era feita no ?feeling?. Atrações musicais são 43% da programação do Multishow.

Uma das 420 perguntas avalia o nível de adoração e de rejeição do público sobre determinados artistas. A partir de uma lista eclética de 70 nomes e da exibição de trechos de 30 clipes, o telespectador de São Paulo do canal elegeu Bee Gees como o grupo mais adorado.

Em segundo lugar, aparece o sambista Jorge Aragão. Caetano Veloso vem em terceiro. Considerado representante da produção pop atual, o rapper norte-americano 50 Cent é o quarto do ranking. No quinto lugar, surge outro ?dinossauro? _Rolling Stones. Jorge Vercilo, Metallica, Lulu Santos, Dudu Nobre e Alceu Valença completam o ?top ten?.

OUTRO CANAL

Proposta 1

A TV7, produtora da agência de marketing esportivo Traffic, apresentou anteontem a Antonio Athayde, superintendente comercial do SBT, sete pilotos de novos programas, que quer emplacar como produções independentes.

Proposta 2

Um dos pilotos da TV7 é bem original: a jornalista Valéria Monteiro, ex-?Fantástico?, entrevista alguma personalidade já morta, interpretada por um ator treinado e caracterizado. No programa-teste apresentado ao SBT, o ?entrevistado? é o maestro Carlos Gomes, de ?O Guarani?, que morreu em 1896.

Raquetada

O ?Domingão do Faustão? abre amanhã a votação do público para a escolha dos melhores da Globo em 2003, cujo resultado será apresentado em programa no final do ano. A lista dos indicados foi feita em eleição dos funcionários da emissora. Dan Stulbach, o vilão Marcos de ?Mulheres Apaixonadas?, concorre em três categorias: melhor ator, melhor coadjuvante e revelação do ano.

Conta

Clodovil Hernandez, que recentemente colocou imóveis à venda, vai receber cerca de R$ 100 mil por mês da Rede TV! só de comissão por merchandisings, fora o salário. O apresentador do ?A Casa É Sua? testemunha dez dos 20 merchandisings diários do programa _que custam, na tabela, R$ 11 mil cada (veiculação nacional).”

 

TV CULTURA EM CRISE

“Cultura prevê déficit de 17 mi em 2004”, copyright Folha de S. Paulo, 7/11/03

“Os fãs da TV Cultura não devem esperar grandes novidades na programação de 2004. Apesar dos cortes de pessoal e da renegociação de dois terços de sua dívida (de R$ 47 milhões), a emissora pública paulista deverá continuar deficitária no ano que vem.

Diretora-superintendente da Fundação Padre Anchieta (mantenedora da TV Cultura), Julieda Puig Pereira Paes estima que a emissora terá em 2004 um déficit de R$ 17 milhões. Diz que os recursos para programação serão praticamente os mesmos de 2003, quando programas foram extintos ou reprisaram conteúdo.

A estimativa de déficit parte da proposta de Orçamento enviada pelo governo estadual à Assembléia Legislativa e não considera eventuais emendas. O cálculo inclui gastos nos mesmos níveis de 2003, investimentos em equipamentos (R$ 8 milhões) e pagamento de dissídios.

O Estado propôs no Orçamento aporte de R$ 78 milhões à fundação, R$ 6 milhões a menos do que em 2003. Mas, no final das contas, o valor deverá ser o mesmo, porque o governo deverá arcar despesas de R$ 6 milhões de sentenças judiciais. A Cultura prevê arrecadar outros R$ 25 milhões com publicidade e licenciamento. Mas gastará R$ 120 milhões.

Para obter recursos extras e investi-los em programas infantis, a diretora-superintendente aposta na venda e locação de patrimônio, como terrenos e obras de arte.

OUTRO CANAL

Telhado 1

Apareceu um novo problema para a Globo montar a grade do especial ?25 X 25?, maratona televisiva no aniversário de São Paulo. Além de dois jogos de futebol no dia 25 de janeiro, tem o cantor Roberto Carlos, que não quer encerrar as transmissões com um show ao vivo, por volta das 23h. Acha que é muito tarde.

Telhado 2

Na Globo, já se discute se ?25 X 25? terá mesmo 25 horas de duração ou se será um programa menor.

Logo

?Aqui o Espetáculo É a Vida? é o novo slogan da Record, em substituição ao ?A TV que Todo Mundo Pode Ver?, no ar desde o ano passado. O novo slogan entra amanhã, em vinhetas e em campanha publicitária em outdoors, jornais e revistas. Faz parte do plano da emissora de alcançar o segundo lugar no Ibope em 2004.

Bancada 1

Diretor do Centro de Pesquisas Científicas da França e estudioso de televisão, Daniel Dayan vai participar do 2? Encontro Internacional de Televisão, dias 2 e 3 de dezembro em São Paulo e 4 e 5 no Rio. Dayan vai falar sobre comportamento do telespectador.

Bancada 2

Também estão confirmados no seminário, promovido pelo Instituto de Estudos de Televisão, o diretor do museu de TV e rádio de Nova York, Ron Simon, e o responsável pela cobertura da RTP (Portugal) na Guerra do Iraque.”

***

“Cultura demite 108 e anuncia reestruturação de dívida”, copyright Folha de S. Paulo, 5/11/03

“Em sua pior crise dos últimos anos, a TV Cultura, emissora pública mantida por verbas do governo do Estado de São Paulo, anunciou ontem a demissão de 108 funcionários, cerca de 10% do corpo de seus profissionais, e um plano de reestruturação de dois terços de sua dívida (de um total de R$ 47 milhões), além da venda de parte do patrimônio. É o segundo corte de pessoal do ano, causado por contingências no Orçamento do governo estadual. O primeiro foi em fevereiro, quando foram demitidos 257 funcionários (18% do total à época).

Os números das medidas foram anunciados internamente anteontem em reunião do conselho curador da Fundação Padre Anchieta, entidade mantenedora da TV Cultura. Estavam em estudos desde meados do ano.

A TV Cultura terceirizou ontem o restaurante e lanchonete usados por seus funcionários, além das áreas de limpeza e segurança. Consequentemente, 64 pessoas serão demitidas. Outros 44 profissionais serão desligados ?por eliminação e realinhamento de atividades?. O corte dará uma economia anual de R$ 3,2 milhões.

A Cultura irá ainda, segundo o comunicado, contratar um ?sistema integrado de gestão? e obter ?renda de ativos?, o que significa venda e aluguel de patrimônio.

Para renegociar uma dívida de R$ 29 milhões, a TV Cultura teve que quitar outra de R$ 6 milhões, acumulada entre fevereiro e junho deste ano, proveniente de refinanciamento anterior com o governo federal não quitado.

Do total de R$ 29 milhões, R$ 22 milhões são relativos a obrigações com o INSS e outros R$ 7 milhões devidos à Receita Federal. Esse montante será pago em um período de 15 anos, com juros de cerca de 10% ao ano.

?Regularizei minha situação fiscal e reduzi uma pressão de caixa de quase R$ 1 milhão por mês para R$ 160 mil mensais?, disse Julieda Puig Pereira Paes, diretora-superintendente da Fundação Padre Anchieta.

Segundo Pereira, mesmo com os cortes de pessoal e a renegociação da dívida, a TV Cultura tem ainda um déficit mensal de cerca de R$ 1,5 milhão -há três meses eram R$ 2,5 milhões.”

“TV Cultura vai demitir 108 e voltar a pagar dívidas”, copyright Cidade Biz (www.cidadebiz.com.br), 4/11/03

“A TV Cultura vai voltar a demitir e a pagar suas dívidas. As medidas estão previstas no plano de reestruturação do canal, que visa estancar a ocorrência de déficits, e recuperar capacidade de investimento e de produção da emissora estatal. Os cortes de pessoal vão atingir 108 funcionários, proporcionando uma economia de R$ 3,2 milhões anuais para o canal.

Ao reassumir suas dívidas, a Fundação Padre Anchieta, mantenedora da Cultura, destina R$ 6 milhões ao pagamento de débitos atrasados, para regularizar sua situação fiscal, refinancia outros R$ 29 milhões, parcelados em 15 anos, e retoma o pagamento pontual de suas obrigações. De acordo com comunicado distribuído à imprensa pela emissora, este esforço resultou no equacionamento de dois terços de toda a dívida da Fundação Padre Anchieta.

?A Fundação Padre Anchieta – FPA dá continuidade a amplo processo de reestruturação?, anuncia a Cultura na nota. A FPA pretende a curto prazo estancar a ocorrência de déficits, recuperar a capacidade de investimento e produção e tornar a organização mais moderna e economicamente sustentável, privilegiando a revitalização da atividade-fim.?

Segundo a nota, a Fundação também irá contratar o primeiro sistema de gestão integrada da história da Fundação Padre Anchieta, em processo de licitação, e obter renda de ativos com o melhor aproveitamento de seu patrimônio imobiliário, mais avaliação e incorporação, em balanço, de todo o patrimônio cultural da instituição.

As áreas de restaurante, lanchonete, limpeza e segurança da Cultura serão terceirizadas, o que implicará o desligamento de 64 funcionários. Outros 44 serão cortados do quadro administrativo-financeiro da emissora, por eliminação e realinhamento de atividades.”

 

FUTEBOL NA TV

“Falta de final deve derrubar futebol na TV”, copyright Folha de S. Paulo, 6/11/03

“Dados do Ibope mostram que a nova fórmula de disputa do Campeonato Brasileiro de futebol, por pontos corridos e mais longo, ainda não alterou em quase nada a audiência do torneio na TV. Tanto Globo como Record ostentam as mesmas médias que tiveram com a Série A em 2002.

A Globo teve média nacional de 24 pontos com os 33 primeiros jogos do Brasileiro de 2002 (não estão inclusas as partidas das semifinais e finais). Neste ano, a média das 33 primeiras transmissões foi idêntica. A média dos 48 jogos exibidos pela Globo em 2003, de março e outubro, é menor, de 23.

Nas transmissões dos sábados e domingos à tarde, a Globo leva ligeira vantagem neste ano. Sua média mensal de agosto a outubro de 2002 foi de 20,1 pontos. Neste ano, subiu para 21,7. Cada ponto no Ibope nacional em 2002 equivalia a 149 mil domicílios. Neste ano, equivale a 154 mil.

A Globo Esportes vem articulando a volta do formato do Brasileiro até o ano passado, com mata-mata na reta final. A emissora não está satisfeita com os números do futebol neste ano. Além de não ter alavancado a audiência ao longo dos meses, o campeonato deste ano não oferece a perspectiva de jogos com mais de 40 pontos, como as finais de 2002. No ano passado, a média da Globo saltou para 32 pontos em dezembro, contra 24 em novembro.

A média da Record até agora é de 4 pontos, mesma de 2002.

OUTRO CANAL

De novo

A exibição de uma quarta edição do ?reality show? ?Casa dos Artistas?, prometida para este ano, está nos planos do SBT para 2004. Foi o que divulgou a emissora em vídeo exibido em evento fechado na semana passada.

Até que enfim

Em encontro com publicitários ontem, a Band anunciou que irá investir US$ 5 milhões no ano que vem na compra de equipamentos digitais. A emissora é a última das principais redes nacionais a entrar na nova tecnologia.

Guerrinha

Emissora segmentada para o público jovem, a MTV vem surpreendendo no Ibope aos domingos. Neste ano, alcançou a marca do 1 ponto de média domiciliar, na Grande São Paulo, das 12h às 24h. Domingo passado, entre 12h e 18h, foi (bem) melhor até do que a Rede TV!. Deu 0,7 ponto, contra 0,3.

Do bem 1

O conselho da campanha Quem Financia a Baixaria É contra a Cidadania define amanhã quais serão os critérios para a criação do ?ranking da qualidade? na TV, uma lista com os dez programas mais elogiados, o oposto do ?ranking da baixaria?.

Do bem 2

O primeiro ?ranking do bem? deve sair em fevereiro. Para participar, o telespectador deverá fazer ?elogios fundamentados? em área do site www.eticanatv.org.br.”

 

UM ESTRANHO AMOR

“Autor da Globo muda novela ?plagiada?”, copyright Folha de S. Paulo, 5/11/03

“Novela aprovada pela Globo para entrar no ar no segundo semestre de 2004, a trama inicial de ?Um Estranho Amor? é uma cópia quase idêntica de um livro que já vendeu 900 mil exemplares no mundo (está na terceira edição no Brasil) e que teve seus direitos para o cinema comprados por Steven Spielberg por US$ 2 milhões.

Na trama apresentada pelo autor da Globo Alcides Nogueira, André aluga um apartamento e encontra morando nele a ex-inquilina, Laura, editora de moda. Ela lhe conta que está em coma, e André, incrédulo, confere a informação em uma UTI. Ele se apaixona pela ?alma? dela, que não o reconhece quando sai do coma.

É a mesma história de ?E Se Fosse Verdade…?, do francês Marc Levy, lançado nos EUA em 2000. No livro, ela é Lauren, uma médica; ele, Arthur, um arquiteto como André. A trama original se passa em San Francisco (EUA).

Alcides Nogueira afirma que tudo não passa de uma grande coincidência. Diz que só tomou conhecimento do livro anteontem, quando o leu, após ser questionado pela Folha.

?A situação inicial é parecidíssima com a da sinopse, mas o desenrolar é outro. Fiquei desapontado. Imaginava ter descoberto um ?plot? original, e ele já existe, nem tenho como negar! Como sou advogado pós-graduado em direito autoral, jamais me valeria de um plágio?, afirma Nogueira, que já procura outra história.

OUTRO CANAL

Fórum 1

O Ministério da Justiça vai realizar em 2004 um seminário internacional para discutir a classificação indicativa de programas de TV, filmes e espetáculos. Será em Brasília, com participação de especialistas dos EUA, França e México, entre outros países, além de autores e diretores de programas brasileiros.

Fórum 2

O seminário, pretende-se, irá fornecer subsídios para comissão de notáveis, montada pelo ministério, para apresentar proposta de nova regulamentação para classificação indicativa e de implantação de bloqueador de programas indesejados por telespectadores nos televisores vendidos no país, o V-Chip.

Solar

A MTV acaba de fechar a escalação dos artistas que irão participar dos oito ?Luau? que irão ao ar em janeiro e fevereiro. Novamente comandado por Sarah Oliveira, o programa de verão terá uma edição com Zeca Pagodinho, cantor até recentemente estranho à audiência da MTV.

Prestígio

A próxima edição do ?Linha Direta – Justiça?, que a Globo exibe no final do mês, terá um depoimento do ministro da Defesa, José Viegas. O programa irá reconstituir a morte de Zuzu Angel, no Rio, em 1976, caso que só 19 anos depois foi esclarecido como um acidente provocado por agentes da repressão do regime militar. O ministro afirma que o atentado é imperdoável.”

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