Domingo, 17 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

PRIMEIRAS EDIçõES > REDE TV!

Bia Abramo

Por lgarcia em 26/08/2003 na edição 239

SERIADOS / CRÍTICA

"Seriados suscitam reações extremadas", copyright Folha de S. Paulo, 24/08/03

"Dos temas já comentados nesta coluna, os seriados americanos estão entre os que parecem ter maior repercussão, só competindo com textos sobre notórios campeões de audiência, como Silvio Santos e Xuxa.

Na semana retrasada, quando a coluna fez uma comparação entre as comédias produzidas pela TV brasileira e as chamadas sitcoms (?Séries cômicas ironizam costumes?), as opiniões que chegaram por e-mail bateram um modesto recorde de três dezenas de mensagens.

Grosso modo, metade delas reagia ao elogio das sitcoms com uma certa veemência nacionalista, enquanto a outra metade fazia coro à coluna. Apesar de o texto afirmar a superioridade das sitcoms sobre as séries cômicas brasileiras, enfatizando a falta de produção sistemática no Brasil, as reações suscitadas pela comparação brasileiro x importado podem se estender para a teledramaturgia como um todo.

Nacionais e estrangeiros

Curioso que, a essa altura e num meio tão permeável a todo o tipo de influências como a TV, ainda viceje a tensão nacional x internacional. Mais, que seja o caso de atacar um para defender o outro, como se houvesse algum tipo de disputa em jogo.

Transfere-se para a TV, ?a máquina de fazer doido?, os mesmos termos de uma discussão já caduca -e, no fundo, sem solução- na cultura brasileira.

Defender o produto nacional parece boa idéia -mas, e se a gente pensar que toda, ou quase toda, a produção nacional na área de teledramaturgia, por exemplo, vem da mesma emissora, com os mesmos formatos há mais de 30 anos, será que estaremos mesmo fazendo a defesa daquilo que é realmente do povo brasileiro?

Existe a teledramaturgia nacional ou uma, e apenas uma, teledramaturgia nacional? Em outras palavras, a Rede Globo consegue dar conta de representar o Brasil?

As bem-sucedidas experiências de outras emissoras, como a recente ?A Turma do Gueto?, sugerem que há vários Brasis que não estão -e provavelmente nunca estarão- representados pela Globo.

Por outro lado, apesar de a amostra ser estatisticamente insignificante, o fato de colunas sobre seriados ensejarem reações dos leitores pode indicar que as séries vêm ganhando terreno entre o público de TV.

O fato de isso se dar entre a parcela mais elitizada do público, uma vez que são as TVs por assinatura que exibem esses programas, não deveria significar que não haja ali o que observar.

De alguma maneira, as séries norte-americanas vêm dando conta de falar de modos de vida, de representar grupos sociais e de amarrar referências culturais que têm escapado sistematicamente das melhores tentativas, da Globo ou não, mas que já fazem parte da cultura urbana das grandes cidades brasileiras."

 

TV BANDEIRANTES

"Band terá versão de ?Teleton? em outubro", copyright Folha de S. Paulo, 23/08/03

"A exemplo do que já fazem a Globo, com o ?Criança Esperança?, e o SBT, com o ?Teleton?, a Band também terá a partir deste ano evento de televisão com fins beneficentes, o ?Band Vida?.

A primeira edição do ?Band Vida? vai ao ar em outubro. Irá arrecadar recursos, via doações por telefone, para o Hospital de Cân cer de Barretos (SP).

Segundo Marcelo Parada, vice-presidente da Band, a campanha terá seu auge em uma maratona de televisão, como o ?Teleton?, em 26 de outubro, um domingo. Nesse dia, toda a programação da rede será dedicada ao evento. O elenco da emissora se revezará na apresentação de um megaprograma, que terá shows e gincanas. Artistas que já fazem ações pelo hospital, como Zezé Di Camargo e Luciano, devem participar.

?O ?Band Vida? será um guarda-chuva para abrigar ações na área social, como prevenção às drogas e trabalho voluntário?, diz Parada. Segundo o executivo, o ?Band Vida? irá realizar no primeiro semestre de cada ano campanhas voltadas para adolescentes, como drogas. No segundo semestre, haverá a maratona televisiva pelo Hospital de Câncer de Barretos, que atende pacientes sem recursos de todo o país.

OUTRO CANAL

União

A feira e congresso da ABTA (Associação Brasileira de TV por Assinatura), principal evento da TV paga brasileira, deixará neste ano de ser exclusivo da entidade. A TAP, que reúne os programadores de canais internacionais, e a ABPTA (Associação Brasileira dos Programadores de TV por Assinatura) também assinarão a promoção da feira, em outubro, em São Paulo. Haverá um dia só para a discussão de questões de conteúdo da TV paga.

Sobe

O canal ESPN Brasil está divulgando que liderou o ranking da TV paga na semana passada, no horário nobre (19h/1h), com a cobertura do Pan. Segundo o canal, sua audiência média foi de 95 mil telespectadores. Durante todo o Pan (1? a 17 de agosto) e na média diária (6h/5h59), de acordo com o Ibope, o líder foi o SporTV.

O ministro das Comunicações, Miro Teixeira, em portarias publicadas no ?Diário Oficial da União? de ontem, concedeu mais três canais retransmissores para a TV Nazaré, da Arquidiocese de Belém (PA). Dois dos novos canais são no Estado do Pará e um, no Amazonas. Ao todo, já são dez os canais outorgados à emissora católica _os primeiros e únicos do governo Lula até agora.

Suspiro

O último ?Show do Esporte?, tradicional programa da Band, será em 14 de setembro, com a exibição, ao vivo, da final do Brasil Open 2003. A Rede 21 também mostrará o torneio de tênis."

"Família Saad disputa na Justiça o controle da rede Bandeirantes", copyright Valor Econômico, 25/08/03

"Uma decisão de primeira instância da Justiça de São Paulo pode resultar numa mudança no controle da Rádio e Televisão Bandeirantes (RTB), um dos principais grupos de mídia do país.

A decisão não retira das mãos da família Saad o comando sobre o grupo. Mas, dependendo dos futuros acertos entre os cinco irmãos Saad, o controle poderá sair das mãos do atual presidente, João Carlos Saad, o Johnny.

As disputas judiciais entre os irmãos Saad têm dificultado as possíveis negociações para a entrada de investidores.

Desde a morte do fundador da rede Bandeirantes, João Jorge Saad, em outubro de 1999, Johnny comanda a rede Bandeirantes, detendo uma insignificante fatia do capital social da empresa.

Ainda em vida, o pai doou aos cinco filhos – Johnny, Ricardo, Márcia, Maria Leonor e Marisa – pequenas participações nas empresas do grupo, de modo a se enquadrar à lei e permitir a formação de uma cadeia de emissoras de rádio e TV.

Coube a Johnny uma participação de 0,1% do capital social da RTB, a principal fornecedora de programação para as outras emissoras da rede. De modo a preservar a unidade e o controle da família sobre as empresas do grupo, o patriarca exigiu, em testamento, que o patrimônio fosse dividido em partes iguais entre os cinco filhos.

Com a morte do pai, as cotas da sociedade foram arroladas em inventário cuja partilha até hoje não foi encerrada. Com isso, as cotas não podem ser negociadas sem o consentimento dos demais herdeiros.

A disputa judicial teve início com a decisão de Ricardo, em nome do espólio do pai e da mãe, Maria Helena Mendes de Barros, morta em 1996, de entrar na Justiça contestando duas alterações no contrato social da empresa RTB.

A primeira, feita em setembro de 2000, determinou que Johhny ocupasse o cargo de diretor-presidente da companhia. Dias depois, veio a segunda mudança que transferiu parte das cotas da sociedade a que Johnny tinha direito a um sócio fora da família Saad – Autílio de Souza Oliveira. Essa transferência não cumpriu o direito de preferência dos demais irmãos.

A decisão da 33? Vara Cívil de São Paulo, publicada na sexta-feira, anulou as duas alterações contratuais, voltando ao status quo anterior. A Justiça recomendou que os irmãos deveriam realizar uma reunião para impedir que ?esta situação de insegurança jurídica permaneça, com efeitos deletérios nos negócios da empresa?.

Cabe recurso à sentença da 33? Vara Cívil. Procurada, a assessoria de imprensa da Bandeirantes informou que o caso diz respeito à família Saad. O advogado de Johnny, Geraldo Agosti Júnior, reiterou que o assunto era de ?foro pessoal? e não comentaria o caso.

O Valor apurou que a solução dependerá agora de um acerto entre os cinco irmãos para formação da nova composição da companhia. Existe uma grande chance de Johnny conseguir o apoio da maioria dos irmãos e manter o comando sob os rumos da rede Bandeirantes.

Em 2002, por conta de outra disputa judicial, Johnny publicou um anúncio nos jornais afirmando que contava com o apoio de duas irmãs: Maria Leonor e Marisa, o que daria a ele 60% do capital social da empresa e o domínio sobre o grupo."

 

PAN / AUDIÊNCIA

"Pan dobra audiência de canais esportivos", copyright Folha de S. Paulo, 22/08/03

"Desprezados pelas redes abertas, os Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo, encerrados no último domingo, fizeram a festa dos canais pagos esportivos.

Segundo o Ibope, o evento chegou a dobrar a audiência dos canais. Foi o caso do Band Sports, que teve um alcance médio de 86.160 domicílios com TV paga entre 1? e 17 de agosto, um crescimento de 112% em relação a julho. O canal, que estava em 52? lugar no ranking da TV paga em julho, passou para o 36? posto.

Alcance médio não é a mesma coisa que audiência absoluta. Indica em quantos domicílios determinado canal foi sintonizado durante pelo menos um minuto. Os dados são de São Paulo, Rio, Porto Alegre, Belo Horizonte, Curitiba e Brasília, que somam 1,6 milhão de domicílios com TV paga.

Com o Pan, o SporTV saltou da quinta para a primeira colocação no ranking dos canais pagos. O canal teve alcance médio diário de 451.168 domicílios, 9% a mais que no mês anterior. O SporTV 2, criado só para exibir o Pan, ficou em 4? lugar no ranking geral, com alcance de 369.707 domicílios.

Já o ESPN Brasil cresceu 59% durante o Pan e passou do 19? para o 11? lugar no ranking, com alcance de 266.314 domicílios.

O Pan disparou o tempo de permanência dos telespectadores diante dos canais esportivos. Na média, cada telespectador assistiu ao ESPN Brasil durante 1h15min, contra 32min em julho.

OUTRO CANAL

Passado 1

Com o fim do histórico ?Show do Esporte?, que sai do ar gradativamente a partir de domingo, a Band vai extinguir sua diretoria de esportes. Assim, a direção de jornalismo passa a responder pelos telejornais esportivos da emissora. Juca Silveira, diretor de esportes, assume a diretoria industrial da emissora.

Passado 2

Parte da equipe de esportes da Band será absorvida pelo canal pago Band Sports. Dez funcionários serão demitidos. Mas a emissora diz que irá contratar outros 21 profissionais para as produções de novos programas dominicais.

Agravo

O procurador Cássio Casagrande, do Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro, afirma que vai recorrer da decisão do ministro João Batista Brito Pereira, do Tribunal Superior do Trabalho, que suspendeu o bloqueio de 30% das receitas publicitárias da Rede TV!, para pagamento de direitos trabalhistas de funcionários da extinta TV Manchete.

Debandada

Diretor comercial do SBT, Álvaro Almeida pediu demissão anteontem. Há quase um mês, quando todos os profissionais de vendas da emissora se reuniam para discutir detalhes de uma promoção que dá descontos de até 80% a anunciantes, Almeida jogava golfe com Galvão Bueno e Rubens Barrichello. Pegou mal."

 

REDE TV!

"TST libera bloqueio de verba da Rede TV!", copyright Folha de S. Paulo, 20/08/03

"O ministro João Batista Brito Ferreira, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), suspendeu o bloqueio de 30% das receitas publicitárias da Rede TV!, determinado pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) do Rio há dois meses, como forma de garantir o pagamento de dívida trabalhista da extinta TV Manchete supostamente herdada pela emissora paulista.

A dívida, segundo o Ministério Público do Rio, seria hoje de cerca de R$ 30 milhões apenas com salários atrasados dos funcionários da Manchete. O bloqueio de 30% da receita da Rede TV!, segundo a emissora, atingiria cerca de R$ 80 milhões por ano, o que comprometeria suas operações. O bloqueio não chegou a ser aplicado.

O ministro Ferreira, em despacho publicado no ?Diário da Justiça? do último dia 11, concluiu que poderia se tornar irreversível a possibilidade de a Rede TV! resgatar os valores bloqueados (e sacados por funcionários) caso venha a vencer a ação, no TST.

Na ação, o Ministério Público do Trabalho pede que a Rede TV! seja declarada sucessora trabalhista da Manchete, herdando suas dívidas. Em 99, a Rede TV! assumiu compromisso com o governo federal, ao herdar as concessões da Manchete, que pagaria os salários atrasados dos funcionários da empresa falida. Mas suspendeu o pagamento no final daquele ano, quando o Ministério Público entrou com a ação judicial que agora tramita no TST."

Todos os comentários

x

Indique a um amigo

Este é um espaço para você indicar conteúdo do site aos seus amigos.

O Campos com * são obrigatórios.

Seus dados

Dados do amigo (1)

Dados do amigo (2)

Mensagem