Segunda-feira, 24 de Setembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1005
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Boxe não pode ser considerado esporte

Por V.G. em 05/07/1997 na edição 25

O boxe é um dos “esportes” mais violentos do mundo. A proporção de ex-pugilistas com seqüelas resultantes da própria atividade esportiva é impressionante. O exemplo mais conhecido e dramático é Muhamad Ali, ou Cassius Clay, um dos maiores pesos-pesados do século. Ali dominou o boxe durante anos, na década de 1960, com um estilo ágil, bonito. Muitos o chamavam de “bailarino”, pelos seus movimentos ligeiros e cadenciados no ringue, que chegava a lembrar um balé. Depois de Ali, nunca mais a categoria de pesos-pesados foi a mesma.

Depois de sua aposentadoria, algumas notas de pé de página lembravam das seqüelas de Ali, quase sem movimentos, acometido do mal de Parkinson. Na abertura das Olimpíadas de Atlanta, o mundo pôde rever o ex-boxeador, irreconhecível, carregando a tocha olímpica.

A violência bruta e a força física predominaram de tal forma que chega a não surpreender o melancólico final da “luta” entre Holyfield e Tyson.

O episódio é um excelente “gancho” para a imprensa lembrar-se do movimento pelo não-reconhecimento do boxe como esporte. Juca Kfouri talvez seja o único jornalista que, às vezes, lembra-se disto.

O episódio de agora é uma oportunidade ímpar para a imprensa.

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