Sábado, 16 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

PRIMEIRAS EDIçõES > BBC

Campanha pelas liberdades civis

Por lgarcia em 10/07/2002 na edição 180

ADVOGADOS

A Associação Americana de Advogados está lançando sua primeira campanha publicitária paga para promover a Constituição e a discussão de liberdades civis. A campanha, que vai custar US$ 2,5 milhões e durar 13 meses, pretende veicular anúncios para estimular o debate sobre vigilância eletrônica, entre outros assuntos.

Em outubro, o Congresso expandiu a autoridade do FBI para espionar cidadãos comuns, o que tem dividido a opinião pública: pesquisa encomendada pelo grupo de advogados descobriu que 45% dos americanos acham que as leis e princípios constitucionais do país tornam mais fácil o combate ao terrorismo, enquanto 40% acreditam que elas impedem uma luta mais efetiva. Informa Leslie Miller [AP, 29/6/02] que os anúncios vão aparecer em jornais de Atlanta, Chicago, Dallas, Nova York, São Francisco e Washington.

Comerciais de apoio

O Ad Council, organização pública de propaganda criada em 1942 para reunir apoio do público americano à atuação do país na Segunda Guerra Mundial, está retomando a missão original com uma nova campanha. Os anúncios da Campanha da Liberdade querem ajudar os EUA na luta contra o terrorismo, e tem como slogan: "Liberdade. Aprecie. Aproveite. Proteja".

A idéia nasceu de um encontro entre líderes do conselho, da Associação Americana de Agências de Propaganda, Associação Nacional de Anunciantes e Federação Americana de Propaganda. Segundo Jane L. Levere [The New York Times, 1/7/02], os oitos comerciais televisivos e um impresso serão distribuídos a 10 mil veículos, que cederão espaço de graça.

BBC

A emissora britânica BBC se desentendeu com a Women’s Tennis Association (WTA, associação de tênis feminino) por transmitir entrevista gravada da jogadora russa Anna Kournikova como se fosse ao vivo, mostrando sua irritação ao ser perguntada, logo após a derrota que a eliminou do torneio de Wimbledon na primeira rodada, se passaria a competir em circuitos de nível inferior. A atleta, levantado-se da cadeira, pediu ao repórter que a entrevista fosse recomeçada.

Na transmissão, os comentaristas Pam Shriver e John Lloyd disseram que a reação da russa foi "patética". Raquel Martin, diretora de relações com a mídia da WTA, acusa a BBC de ter premeditadamente exposto Anna. "Foi obviamente muito bem planejado, pois eles tinham gente ali pronta para comentar. Falamos com a BBC e pedimos que fossem mais sensíveis em entrevistas logo após os jogos". Porta-voz da BBC deixou claro que a emissora não concorda com Raquel: "As perguntas feitas na entrevista eram razoáveis". As informações são do Guardian [26/6/02].

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