Sexta-feira, 24 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

PRIMEIRAS EDIçõES >   JORNALISMO & TOLERÂNCIA

Carlos Henrique

Por lgarcia em 27/05/2003 na edição 226

ÉTICA & MÍDIA

“Ética – Um conceito abstrato ou uma norma de conduta moral?”, copyright Comunique-se (www.comuniquese.com.br), 23/05/03

“Segundo o dicionário Koogan/Houaiss, Ética é a ciência da moral descrita por Spinoza em três obras contidas no Corpus, de Aristóteles, e que constituem um resumo das idéias morais do filósofo. Já o Aurélio, conceitua Ética como sendo o estudo dos juízos de apreciação referentes à conduta humana, do ponto de vista do bem e do mal e, também, como um conjunto de normas e princípios que norteiam a boa conduta do ser humano.

Outro, apresenta Ética como parte da Filosofia que estuda os valores morais e os princípios ideais da conduta humana, além de identificá-la ainda como uma série de princípios morais que devem ser observados no exercício da profissão.

Apesar dos autores darem seu toque pessoal às inúmeras interpretações sobre Ética, todos concordam na essência, ou seja, tais conceitos podem ser traduzidos em uma única interpretação: Ética é uma norma de comportamento, proporcionalmente inerente à moral do homem e parte integrante de seu caráter.

Porém, os momentos atuais nos trazem vários episódios que demonstram o quanto são frágeis os limites da Ética quando interesses (egos e/ou vaidades) estão sob julgo.

O que dizer daquele dublê de cientista, médico e louco ….., fundador de uma pseudoseita, que ultrapassa os limites da ética ao brincar de Deus, quando tenta assumir uma posição de vanguarda na questão da clonagem humana, irresponsavelmente ignorando possíveis e imprevisíveis conseqüências para a humanidade?

Como ficam nossas crenças nas regras morais, quando assistimos um senador da República, de um partido que se diz ético, se recusar a cumprir compromisso escrito com outro político, no qual concordara dividir um mandato?

Que julgamento fazemos ao nos depararmos com notícias sobre a atuação de advogados, que sob a capa preta do Direito, utilizam seus serviços para continuar negócios escusos de seus suspeitos clientes?

É impossível não questionarmos isto, embora o julgamento ético pode não ser o mesmo para todos. O que é ético para uns não o é para outros. Tentar justificar tais comportamentos por conta de imperativos de rentabilidade e pressões da concorrência podem nos levar a exercícios de retórica, já que ?o levar vantagem em tudo? jamais poderá balizar comportamentos éticos. Procedimentos corporativos também colocam a Ética em xeque.

Situações em que a ética é ignorada podem ser mais evidenciadas também na mídia, já que nela, muitas vezes, existe mais apelo ao sensacional do que a verdade estática. Muito embora procedimentos éticos e antiéticos estejam em todas as atividades em que disputas de egos se tornam mais evidentes. Para exemplificar, cito o episódio descrito no livro de Ignacio Ramonet sobre a Tirania da Comunicação, no qual, em um de seus capítulos, conta um pesadelo jornalístico ocorrido na Alemanha, quando um repórter foi considerado culpado ao forjar total ou parcialmente vinte reportagens.

?Graças às suas aptidões, em junho de 1994, desde o dia seguinte a um atentado a um centro turístico da Turquia, uma emissora pôde apresentar uma formidável reportagem. Nela se via um combatente curdo mascarado, armado até os dentes, acompanhado de dois outros membros da resistência, que fazia sinal à equipe de filmagem para segui-los em perigosos atalhos nas montanhas, controlados pela guerrilha, até uma gruta na qual se descobririam quatro outros militantes curdos ocupados em fabricar uma bomba que serviria para o atentado ao centro turístico. Tudo era falso. Os combatentes curdos eram simplesmente albaneses disfarçados, a longa caminhada não havia durado mais que alguns minutos, a gruta se encontrava na residência de verão de um amigo suíço, e o lugar da filmagem não era a Turquia e sim a Grécia?…

Este jornalista de comportamento falso, sabendo que a televisão reclama imagens cada vez mais sensacionais, havia filmado, com ajuda de comediantes e de cúmplices, outros temas também espetaculares, igualmente fictícios, até ser desmascarado.

Poderia citar também o comportamento de outros, não só de profissionais da mídia, mais precisamente aqueles que se utilizam de gravações clandestinas para garantir reféns e controlar adversários ou inimigos.

Procedimentos éticos são mais frágeis em ambientes de trabalho, quando lidamos com entes nem tão queridos, mas podem acontecer também no seio familiar.

Poderia enumerar vários e vários outros episódios de nosso cotidiano em que a Ética surge como, muito tristemente, apenas um acessório do modus vivendi de pessoas, muitas destas pertencente a uma parcela da sociedade da qual se espera exemplos nobres e na qual são depositadas as esperanças de melhor qualidade de vida, ou seja, das que compõem as elites.

Não desejo aqui atribuir responsabilidade pela crise ética pela qual passamos às classes mais abastadas, mas é impossível deixar de constatar que a ausência de certos valores morais e éticos são menos evidentes nas massas. Por diversas vezes, em episódios trágicos, estes encontram amparo em seus próximos menos favorecidos e não naqueles em que o muito é ainda sinônimo de mais.

Independente disso, impossível vivenciar a Ética dissociado de outros valores tão ou mais nobres e importantes na formação de um caráter moral, tais como: solidariedade, justiça, orgulho, bondade, humildade, honra, entre outros.

É claro que existe uma tomada coletiva de consciência de que alguma coisa deve ser feita para que voltemos a valorizar esta virtude, que é base para uma sociedade eficaz e justa, juntamente com a revitalização dos laços familiares. Almejar este objetivo sem atentar corajosamente para o conteúdo nefasto da TV (mídia), é uma falácia e constitui apenas tapar o sol com uma peneira.

Vejo, pois, que o fator primordial para a valorização da Ética em nossos corações e mentes passa impreterivelmente pela educação. Não tão somente por conhecimentos culturais que adquirimos na escola – isto &eeacute; também importante – mas, e principalmente naqueles ensinamentos que aprendemos em casa. Estes sim, passados por gerações e gerações, são fundamentais e permanentes em nossas existências.

Aliás, as condutas morais são eternizadas por nossos antepassados e se constituem em único remédio contra os males que fragilizam a sociedade, que precisa despertar para os verdadeiros valores que realmente tornam nobre a nossa existência. (Jornalista do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro)”

 

TV CULTURA EM CRISE

“Duelo na TV Cultura”, copyright Carta Capital, 27/05/03

“As imagens da crise na Cultura estão escancaradas na tela da tevê há pelo menos um ano. Mas nem as reprises constrangedoras nem a queda na qualidade dos programas pareciam ter o poder de sensibilizar os responsáveis pela emissora. O governo estadual, encarregado do financiamento, e a Fundação Padre Anchieta, mantenedora da rede, passaram meses tentando minimizar os sinais do caos. Agora que a situação chegou a um ponto insustentável, passaram a culpar-se reciprocamente.

De um lado, a fundação, presidida por Jorge da Cunha Lima, reclama da falta de verbas e alega que o governo não repassou os R$ 6 milhões prometidos como contrapartida pelas 209 demissões efetuadas em março. De outro, o governo garante que os recursos destinados à emissora não diminuíram. ?Apesar de o governo repassar cada vez mais dinheiro, a fundação continua no vermelho. Isso acontece porque existem problemas de gestão?, crava Claudia Costin, secretária da Cultura.

Ataque

Em entrevista concedida a CartaCapital na semana passada, a secretária deixou clara sua insatisfação com o atual modelo de administração e revelou que, se depender do governo, a fundação, uma entidade de direito privado mantida com dinheiro público, passará por mudanças estruturais. ?O modelo de televisão pública não estatal é correto, mas o modelo de gestão é anacrônico?, defende. Modelo de gestão moderno, para a secretária, é aquele que inclui um contrato e vincula os recursos estatais a determinadas metas a serem alcançadas. ?O governo não pode dizer que programa a tevê deve passar, mas pode definir uma porcentagem de programas educativos, estabelecer metas de trabalho e criar regras para compras e contratações de serviços.?

Ex-ministra da Administração de FHC, a economista Claudia Costin é especialista em gestão pública e não se desprende em nenhum momento dos números. Com o olho sempre voltado para a ?eficiência administrativa?, não se conforma que uma empresa que vive de recursos públicos não tenha clareza de seus números e não detalhe ao governo como foi gasto o dinheiro. ?Uma coisa que me chamou a atenção é que, por dois anos seguidos, aumentaram o contingente de funcionários apesar de já estarem no vermelho?, exemplifica. ?Os funcionários demitidos em 2003 são em número equivalente aos que foram contratados em 2000 e 2001. Talvez tivesse feito mais sentido pensar duas vezes antes de contratar aquelas pessoas.? Segundo a secretária, só em rescisões trabalhistas, a Cultura gastou, este ano, R$ 6 milhões.

Depois de relatar esse fato, a secretária pontuou a conversa com uma frase que pode explicar a dificuldade que a emissora vem tendo para conseguir a liberação de recursos: ?Isso tudo deixa uma impressão muito ruim na área econômica?. Costin admite que as dificuldades financeiras não são exclusividade da emissora. ?Todas as áreas têm verbas contingenciadas. A Cultura precisa de socorro e isso está sendo analisado junto a todas as outras emergências que o governo tem nas áreas de saúde, educação e segurança.? A liberação do dinheiro, segundo a secretária, depende de acertos com as pastas da Fazenda e do Planejamento.

Enquanto a tevê espera a verba, a Secretaria da Cultura elabora um plano de mudanças para a Fundação Padre Anchieta e, dentro de um ou dois meses, deve apresentar uma nova proposta de legislação à Assembléia. ?Estamos estudando juridicamente um projeto de lei de transformação das regras que regem a fundação.?

Ao procurar a fundação para saber o que Jorge da Cunha Lima pensa da alteração sugerida pela secretária, CartaCapital foi informada de que ele estava em Portugal, participando de um evento sobre tevês públicas. Coube a Manoel Luiz Luciano Vieira, diretor-superintendente, a resposta oficial da emissora.

Por e-mail, ele informou que, como não havia recebido nada de concreto sobre o assunto, não tinha condições de avaliá-lo. Mas fez questão de dizer que as deficiências da Cultura resultam do fato de que o Estado, entre 1995 e 2002, deixou de pagar R$ 28 milhões para a fundação e que não há por que questionar o modelo de gestão.

Contra-ataque

?Os parâmetros que regem a gestão da fundação são bastante claros, combinando a autonomia indispensável a uma mantenedora de emissoras públicas com as exigências de transparência que a esfera pública requer (…) Desconhecemos instituição ou empresa que apresente, no Brasil, esse nível de transparência e controle.?

Não é o que acha o governo. Transparência e controle, na opinião de Claudia Costin, tem a TVE, emissora federal com sede no Rio de Janeiro, que, em 1998, após a extinção da Fundação Roquete Pinto, foi transformada em organização social. A mudança foi capitaneada pelo então ministro Luiz Carlos Bresser Pereira – hoje conselheiro da Cultura e também da TVE -, de quem Costin era assessora à época.

Beth Carmona, que trabalhou dez anos na TV Cultura e há dois meses assumiu a presidência da TVE por indicação do ministro Luiz Gushiken, observa que esse contrato, a ser rediscutido no fim do ano, não deve ser visto como uma solução pronta e acabada para as redes educativas.

?De certa forma, o contrato é um modelo ainda experimental. Não é um modelo nem totalmente resolvido nem totalmente vitorioso?, pondera Beth. Uma diferença fundamental entre a Cultura e a TVE é que, na emissora paulista, o presidente é eleito por um conselho curador integrado por 45 pessoas e, na rede federal, a indicação parte do governo. Questionada sobre a possível ingerência estatal num sistema como esse, a presidente da TVE prefere dizer apenas que todas as emissoras públicas do Brasil têm mudado. ?Os governos foram percebendo que era importante ter uma emissora que não fosse chapa-branca. Eu entendo, inclusive, que minha indicação prova que há uma nova forma de enxergar a televisão. E, no fundo, o dinheiro vem sempre do Estado.?

O professor Laurindo Leal Filho, da USP, autor de vários livros sobre tevês públicas, não enxerga dessa maneira. ?A TVE não é uma tevê pública, mas sim estatal?, define. A tevê pública, conceitualmente, é aquela que recebe dinheiro público, mas não responde ao governo e, sim, ao conselho formado por representantes da sociedade civil e do Estado.

Ao saber da idéia do contrato para a Cultura, Leal observou que, se viabilizado legalmente, esse plano fará com que a Cultura caminhe do modelo público para o estatal. ?Ao estabelecer metas, o governo abre uma brecha para futuras interferências na programação.?

O deputado Enio Tatto (PT), que protocolou na Assembléia Legislativa um dos pedidos de CPI para apurar a crise na Cultura – o outro pedido foi feito pelo deputado Orlando Morando (PSB) -, partilha da preocupação do professor. ?Um contrato em que o governo possa ter qualquer tipo de participação corre o risco de se transformar em ingerência política?, avalia.

Apesar de demonstrarem preocupação com a idéia do contrato com o governo, tanto o acadêmico quanto o deputado concordam que a Fundação Padre Anchieta tem sérios problemas administrativos e que sua estrutura também não se tem mostrado eficaz. Para que lado seguir, então? ?Acredito que seja mais importante revitalizar o conselho do que mudar a estrutura?, sugere Leal. ?Pelo grande número de integrantes, o conselho talvez tenha se transformado numa entidade amorfa que dilui as responsabilidades. O da BBC de Londres, por exemplo, tem apenas 12 membros.?

Claudia Costin também tem restrições ao conselho e questiona, por exemplo, a figura das cadeiras vitalícias, ocupadas pelo próprio Jorge da Cunha Lima, a escritora Lygia Fagundes Telles e Fábio Magalhães (que deixou a presidência do Memorial da América Latina quando Claudia assumiu a secretaria).

CartaCapital entrou em contato com alguns dos conselheiros da fundação e todos, prontamente, se colocaram à disposição para falar sobre a crise. Além de 20 membros natos – representantes dos governos municipal e estadual, de universidades e entidades -, o conselho conta com 21 membros eletivos, escolhidos por seus pares e com mandato de três anos.

O economista Bresser Pereira, o escritor Cláudio Willer, a urbanista Regina Meyer e o jurista Modesto Carvalhosa, quatro dos conselheiros ouvidos, foram unânimes em dizer que todas as informações sobre a fundação são públicas e que suas contas são auditadas pelo Tribunal de Contas do Estado. ?Somos um aval de que os recursos do governo são adequadamente utilizados. O problema não reside no conselho, mas sim no fato de que o dinheiro que o governo dá para a fundação não é suficiente?, observa Carvalhosa.

Mas o dinheiro não foi sempre insuficiente? O orçamento dos programas não foi sempre espremido? Ainda assim, nos arquivos da TV Cultura estão alguns dos melhores documentários e entrevistas feitos pela televisão brasileira. Até o esporte, hoje mínimo na grade de programação, tem parte de sua memória na emissora.

?Nos anos 70, a Cultura foi a primeira emissora do País a transmitir a Copa Davis. Também fizemos a primeira entrevista com Ayrton Senna, muito antes de sua estréia na Fórmula 1?, relata o comentarista esportivo Orlando Duarte, que trabalhou na emissora desde a sua inauguração, em 1969, até 1986. ?Foi possível sonhar com uma tevê pública de qualidade. Mas não éramos megalomaníacos e lidávamos com as limitações orçamentárias que são inevitáveis nesse modelo.?

Hoje, ao ligar a Cultura, ninguém mais sabe o que vai encontrar na tela. Essa crise de perfil, na opinião de Laurindo Leal Filho, coincide com o início da busca por publicidade, em 1999. ?A insegurança na condução da programação tem ligação com as tentativas de se criar uma emissora que, mantendo o perfil cultural, conseguisse também captar recursos no mercado.?

O dinheiro dos anunciantes responde por 30% do orçamento.

Foi justamente o flerte com o mercado que levou à produção de um programa como Alô Alô, de Fafy Siqueira, que saiu do ar 45 dias depois de estrear, em meio a uma saraivada de críticas. A crise financeira da Cultura, como se vê, veio acompanhada de uma crise de identidade. Parece que, nos últimos anos, faltou, além de dinheiro, a capacidade criativa que estava por trás de programas como Bambalalão, Viola Minha Viola e Castelo Rá-Tim-Bum – o mais reprisado da emissora.

A ameaça de fechamento, que chegou a ser anunciada pelo Sindicato dos Radialistas, não chega a ser real. Mas é real o risco de se transformar numa tevê sem audiência, que vai ao ar apenas para garantir a manutenção da concessão. A secretária da Cultura, por sua vez, garante que isso não vai acontecer: ?O governo faz questão de que a tevê continue no ar e de que o seu formato público, capaz de mostrar cultura de bom nível, seja preservado?, diz Costin.

Para que isso aconteça, é imprescindível a liberação de dinheiro para que recursos básicos, como câmeras e fitas – atualmente em falta – sejam pelo menos repostos. Afinal, uma televisão de qualidade, mais do que com ?gestão? e ?metas?, se faz com boas idéias e profissionais preparados.”

 

JORNALISMO & TOLERÂNCIA

“Incentivo à tolerância”, copyright IstoÉ, 27/05/03

“A reportagem Como conviver com as diferenças, que foi capa de ISTOÉ em outubro de 2002, conquistou o Prêmio Jornalismo para a Tolerância, categoria imprensa escrita, concedido pela primeira vez pela Oficina Regional para a América Latina da Federação Internacional de Jornalistas. Assinado por Camilo Vannuchi, Eliane Lobato e Rita Moraes, o trabalho foi um dos 69 inscritos por 88 jornalistas de 14 países. A premiação, apoiada pela União Européia, ocorreu em Caracas, na Venezuela, na quinta-feira 22. Além da ISTOÉ, foram premiadas, nas categorias rádio e tevê, a Radio Caracol, da Colômbia, e a Televisa mexicana.

O objetivo do prêmio é estimular a tolerância, combater o racismo e a discriminação e também contribuir para a maior compreensão das diferenças culturais, religiosas e étnicas. ?Os trabalhos finalistas são uma excelente mostra do melhor que foi publicado na imprensa latino-americana no ano de 2002?, analisou o coordenador do comitê executivo do prêmio para a América Latina, Gregorio Salazar. A reportagem de ISTOÉ, publicada em plena campanha eleitoral para a Presidência da República, enfatiza a importância de se estimular em crianças e adolescentes o respeito à pluralidade de pensamentos e ações, o que não é um ato espontâneo, nem mesmo entre os adultos. Nela, são apresentadas histórias de crianças que discutem na escola sua preferência política e também relatos de algumas que aprenderam na prática a lidar com o preconceito. Além de dicas de especialistas de como levar os filhos a aplicar a política de boa vizinhança. ?A reportagem toca num aspecto tradicionalmente ignorado: a importância da família para que as crianças assimilem adequadamente os inevitáveis antagonismos?, diz o relatório divulgado pelos jurados.

Com sede em Bruxelas, a Federação Internacional de Jornalistas concedeu prêmios para matérias publicadas nos cinco continentes. O júri latino-americano foi composto por seis jornalistas, dois deles brasileiros: os cariocas Marcelo Auler e Clelmo Jorge Carvalho. Ainda na categoria imprensa escrita, o jornal O Globo recebeu menção honrosa com a reportagem Uma comunidade ameaçada na Marambaia, de autoria de Antônio Werneck e Marizilda Cruppe, publicada em março de 2002. A Rede Globo também ganhou menção honrosa na categoria televisão com a reportagem A juíza e os analfabetos, de Idenilson Perin, apresentada no Fantástico. Na categoria de rádio-jornalismo, dois outros trabalhos brasileiros receberam menções honrosas: Prejuízos a etnias no Rio Grande do Sul contemporâneo, de Leonel Rocha e Marcio Pessoa, e Preconceito racial: negro é atendido em banco escoltado por polícia, de Milena Schoeller.”

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