Terça-feira, 21 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

PRIMEIRAS EDIçõES > TELETIPO

Censura censurada

Por lgarcia em 11/12/2002 na edição 202

TELETIPO

Autoridades do Egito proibiram a publicação da edição de novembro da revista literária Al-Adab, que trata justamente da censura no país. Os Repórteres Sem Fronteiras [29/11/02] protestaram, pedindo a liberação da publicação, baseados na lei de imprensa de 1996 que proíbe a censura e uma decisão judicial de 1993 pela qual fica assegurado à imprensa o direito de criticar autoridades. Os editores da Al-Adab escreveram comunicado no qual convocam "todos os intelectuais do mundo árabe a protestarem contra a repressão".

O governo do Zimbábue se recusou a renovar a licença de trabalho do chefe do escritório da agência France Presse (AFP) na capital Harare, Stephane Barbier. O jornalista foi enquadrado na nova Lei de Imprensa que proíbe estrangeiros de atuarem de forma permanente no país. A AFP, mesmo sob protesto, decidiu manter o escritório ? que existe há 22 anos ? somente com repórteres locais. O governo do presidente Robert Mugabe, no esforço para controlar o país, tem atacado seguidamente a imprensa independente, reporta o jornal britânico The Guardian [28/11/02].

A Justiça da Colômbia considerou inconstitucional o decreto presidencial que criava "zonas especiais de reabilitação e consolidação" em que correspondentes estrangeiros ou colombianos teriam de ter licença especial. A corte responsável definiu que isso violaria a liberdade de imprensa, garantida pela constituição. Nota dos Repórteres Sem Fronteiras [27/11/02], lembra que a organização internacional já havia alertado o presidente Alvaro Uribe para os problemas que causaria a autorização especial concedida ao exército para que faça prisões e revistas, e grampeie telefones.

O Excelsior, que já foi um dos principais jornais do México, deixará de pertencer à cooperativa de funcionários que o controla há 70 anos para passar a um grupo de investidores canadenses e americanos. O negócio de US$ 150 milhões foi fechado depois que uma assembléia de empregados aprovou a venda por 546 a 64 votos. O diário tem muitas dívidas e os trabalhadores estavam em conflito sobre qual seria seu destino. Segundo a AP [1/12/02], a equipe do Excelsior trabalhou diversas vezes sem receber salário.

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