Quinta-feira, 19 de Setembro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1055
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PRIMEIRAS EDIçõES >

Censura na Internet

Por lgarcia em 05/08/1999 na edição 72

Edição de Marinilda Carvalho

Amigos, se não fosse sério este Caderno do Leitor pareceria o Fantástico, de tão variados os assuntos das mensagens.

Temos censura na Internet, greves, interessantes paralelos éticos com o caso Paulo Henrique Amorim (incrível, o homem não sai da pauta), mídia & iatrogenia, o abuso de palavras fortes contra o MST, overdose de JFK Jr.

E chegou mais uma queixa contra a Folha, que não deu o devido crédito ao organizador (Olavo de Carvalho) do livro que tira Otto Maria Carpeaux do ostracismo. É engraçado… descobrimos que estamos velhos quando alguém “ressuscita” um autor mais que reconhecido e aplaudido na nossa geração.

Lembro que há cartas de leitores na Ofjor Ciência, no Qualidade na TV e no Diretório Acadêmico ? aliás, no D.A. pega fogo o debate entre jornalistas e comunicólogos. Todos estão convidados a dar opinião!

Por fim informo que o diretor de programação da TVE gaúcha não respondeu ao e-mail em que perguntei (em nome de leitores/espectadores, claro) por que foi tirado do ar, lá nos Pampas, o programa Observatório na TV. O site deles está em reforma e não há endereço de e-mail disponível. Enviei portanto a mensagem por intermédio do webmaster ? que não se dignou sequer a confirmar o recebimento. Continuo devendo este esclarecimento, ok?

xxx

Clique sobre o trecho sublinhado para ler a íntegra da notícia

xxx

Meu prezado Sr. Alberto Dines, com todo o respeito que lhe tenho, e com toda a admiração e gratidão que o senhor merece de todo o povo brasileiro, infelizmente tenho que fazer uma retificação a sua resposta na edição de 20 de julho. Foi proposta, sim, a censura previa à Internet; claramente pelo juiz de menores que participou, que declarou textualmente ser necessária “alguma forma de controle de conteúdo”, e veladamente por todos os demais participantes, inclusive o senhor. Ninguém trouxe a publico as tecnologias de filtragem existentes; ninguém discutiu os processos de “scrimmage” que todos os provedores usam, até por interesse próprio; ninguém ao menos mencionou programas de interdição de acesso de menores, presentes no mundo inteiro em sites de assuntos relativos a sexo, crimes, desrespeito a direitos humanos e outros temas sensíveis ou polêmicos, ou näo-aconselháveis a menores. Um abraço.

Luiz Augusto Cruz

Alberto Dines responde: Os entrevistados do programa não falam em nome do programa. Aliás, ninguém fala em nome do programa porque ele funciona como um fórum. Mesmo os meus editoriais são discutidos. Queremos estabelecer a controvérsia. Eu pessoalmente disse várias vezes nesse programa (e num anterior em que também tratamos de Internet) que a responsabilidade cabe aos provedores (de assunto) e, na falta destes, aos provedores de acesso. É a mesma lógica que aplicamos na mídia de massas – impressa ou eletrônica: a responsabilidade final cabe aos veículos ou veiculadores. Este tem sido o entendimento dos juízes. Saudações. A.D.

Nota do O.I.: Não foi possível cumprir promessa feita ao leitor Carlos Esteves. A colunista Teresa Cruvinel, que ele criticou por propor censura à Internet e defender cobrança de taxa a usuários da rede, não respondeu à nossa mensagem.

A propósito das pesquisas do InformEstado e do DataFolha: 67% é um número suspeitíssimo. Corresponde exatamente a 2/3. Se você ouvir três pessoas e duas tiverem a mesma opinião, o resultado da pesquisa será 66,666… ou 67%. Há muitos desenhos meus com essa cifra na beirada. Acontece que eu desenhava um original 50% maior do que o espaço no jornal, e pedia à gráfica que o reduzissem para dois terços, ou 67%. Pois bem, esse número mágico está em todas. Acabo de ver um cartaz no metrô de São Paulo, que diz que das vítimas de acidentes 67% são mulheres.

Deve ser um número mágico, a Dezena Sagrada da Seita dos Estatísticos Cabalísticos. Guardem esse número. É macaco na cabeça!!!

Spacca

Segue cópia de mensagem enviada à Folha de S.Paulo, em referência ao aumento do preço dos anúncios.

Antonio Carlos C. Prado

“Gostaria de parabenizá-los pelo ?pequeno? aumento de preço nos classificados do Roteiro Big Coisa Tudo. Hoje fui anunciar dois produtos e fiquei surpreso com o aumento, de R$ 6 para R$ 10. Belo exemplo está dando o jornal Folha de S.Paulo. Com que critério poderá este jornal criticar o governo em suas abusivas e absurdas tarifas? Pelo que posso sentir, todos fazem parte do mesmo tempero da ?pizza? que é a vergonha de nosso país. Apenas posso afirmar que um cliente a Folha já perdeu. Pago mais caro, mas daqui por diante só anuncio no Estado de S. Paulo. Realmente, o aumento é uma vergonha. Antonio.”

O comentarista do programa matinal da Band foi pobre de idéias sobre a greve dos caminhoneiros. Esbravejou uma opinião nervosa, desesperada, típica dos inconseqüentes. Só faltou pedir pena de morte para os grevistas. Não sou fã da Globo não, mas o comentário sobre o mesmo tema no Bom Dia Brasil deles questionava o modelo de transporte no Brasil, a incipiente malha ferroviária e a incompetência do governo. Gosto da Band dos bons tempos “do canal do esporte”.

Wagner M. do Nascimento

No que diz respeito específico ao O Estado de S. Paulo, quando se trata de mobilização social, de movimentos reivindicatórios, greves etc. a orientação da pauta é mais do que sabida. Nenhuma voz aos reclamantes. Roseli Fígaro

Chamou minha atenção o texto de Alberto Dines Usos e abusos das palavras fortes“. Em 1997, o principal jornal de Goiânia, O Popular, colocou em sua primeira página, como manchete: “MST ameaça invadir bancos”. As duas palavras fortes, “ameaça” e “invadir”, eram apenas para chamar atenção, já que o texto, original da Agência Estado, não mencionou uma vez sequer a intenção dos sem-terra de agir tão violentamente.

O MST de Pontal do Paranapanema, segundo o texto, queria a liberação de verbas já prometidas. Se o Banco do Brasil não o fizesse, eles se organizariam e bloqueariam a entrada da agência na cidade. Indagado na época, o editor-geral do jornal não soube dar o motivo da troca de palavras. Bloquear não é sinônimo de invadir.

Carolina Chuahy

Ironicamente, nesta semana as páginas de Mundo, Internacional etc. voltaram a crescer, mas por um motivo dos mais fúteis, o desaparecimento de JFK Jr.. Não vi o noticiário de TV, mas os jornais se esbaldaram. A Folha deu cinco páginas, e a maior parte da primeira. Um assunto muito mais importante para o Brasil, o fato de que só uma das 34 teles cumpriu as metas da Anatel, ficou relegado a um cantinho da Primeira (com o selinho Brasil desconectado, mas saindo no caderno São Paulo). O Jornal da Tarde, um veículo marcadamente local, deu a morte de John-John na manchete, deixando mais abaixo o fato de que a prefeitura de São Paulo pode sofrer intervenção. Não será demais? Tudo bem que a mídia do mundo todo esbaldou-se no assunto, como não fazia desde a morte daquela ilustre ociosa, Diana. A CNN não falou de outra coisa. Mas será preciso macaquear tão descaradamente a mídia americana? Para os americanos, é um assunto muito mais dramático e sentimental, mas será que John-John Kennedy era assim tão importante para o Brasil, para merecer tamanho destaque na mídia local?

Andreas Adriano

Nota do O.I.: Pedido atendido. Alberto Dines, Argemiro Ferreira e Henrique Vidal escrevem a respeito no Imprensa em Questão. O Entre Aspas reproduz várias matérias sobre o tema [ver remissão abaixo].

xxx

Caro Dines, o programa da TVE/Cultura mostra que há pessoas que pretendem colocar vida inteligente na TV brasileira. O Observatório é um deles. E por que “pretende”? Porque quando o assunto começa a ganhar profundidade a mediadora e você mudam de bloco e as idéias não se concluem. Dou um exemplo: no debate sobre a atuação da mídia na morte de Kennedy Jr., o primeiro bloco abordou o assunto mas nada concluiu, apesar das pessoas inteligentes que participaram. A Leila Reis, por exemplo, é muito lúcida, e eu o sei porque leio a Ssintonia Fina dela no Estadão, e seus pontos de vista são bem equilibrados.

Neste dia eu quis ligar para vocês sobre uma nota que saiu no New York Times. Afirma a nota que “a sociedade americana pranteou a morte de Jr. na frente da TV e enviou votos de pesar por e-mail, mas poucos compareceram para solidarizar-se com a família Kennedy. A sociedade se manifesta por estes meios, mas não tem saco para se deslocar e dividir pessoalmente as dores do próximo.” E conclui: “O americano faz o que a mídia quer e sugestiona.”

Achava que era importante vocês falarem sobre esta nota porque me parece que a sociedade moderna padece desse mal do distanciamento, mas o programa discute tudo muito superficialmente, e não dá tempo de tirar conclusões mais apropriadas. Será que todos nós temos que nos submeter ao mito da pressa que a televisão tanto nos impinge, a ponto de nada ficar concluído?

Sinceramente, eu ouvi um comentário rápido do lúcido Heródoto Barbeiro na CBN que, apesar de sucinto, despertou a atenção do ouvinte, mas não foi suficiente. Homens inteligentes e cultos como você, Dines, têm que se dar mais nos debates. Há sede de vida inteligente no telespectador da TV Cultura. De qualquer forma, o programa é bom e promete. Proximamente, escreverei mais. Abraços,

Waldomiro W. Peixoto

Alberto Dines responde: Waldomiro, o programa tem 50 minutos. O bloco sobre o Kennedy teve 20. Não poderíamos estendê-lo porque prejudicaria os dois blocos seguintes, sobre a telenovela inspirada na imprensa, assunto que considero mais próximo do nosso público. Não podemos ter a pretensão de esgotar os assuntos. Queremos tão somente – e já é muito – suscitar as controvérsias que os telespectadores desenvolverão em suas reflexões e conversas. Na versão on line podemos nos estender mais. Compareça, ajude, participe. E cobre menos. Abraços, A. D.

Muito bom o Circo da Notícia de 20 de julho. A propósito do que nos aponta o Dines, merece ser lido e relido o artigo de José Arbex Jr. na Caros Amigos número 28, de julho. A análise que o jornalista faz do poder que a mídia tem e sempre teve de silenciar sobre fatos importantes da vida das nações mereceria, na opinião deste leitor, ser levada ao conhecimento dos leitores do O.I. que não tiveram a oportunidade de ler a matéria.

José Rosa Filho

Adoro o programa. Estou sempre “antenada”… Para os recém-formados como eu, ouvir profissionais tão competentes é uma verdadeira lição. Um grande abraço.

Ana Carolina Richard

xxx

É a primeira vez que leio esse jornal na Internet, e fiquei admirado com as questões abordadas. Acho que essas chamadas “falhas” deveriam ser mais divulgadas, porque a meu ver a mídia tem um papel importantíssimo como formador de opinião e tendências, mas muitas vezes faz mau uso desses valores. Estão de parabéns.

Júlio

Mais uma vez a Vera Silva deu uma aula de bem escrever e bem pensar no seu Ergonomia da leitura. Parabéns. José Rosa Filho

Tenho acompanhado o trabalho do O.I. e gostaria de saber quais são os órgãos jornalísticos no Brasil que ainda têm aquele mínimo de integridade e isenção. A Internet não seria uma alternativa para a divulgação de matérias censuradas nos jornais de maior circulação?

Carlos Augusto Baratti

Nota do O.I.: Caro Carlos, o objetivo do O.I. é fazer crítica da mídia, não recomendar veículos. Quanto à Internet, sempre publicamos artigos sobre o poder da rede. Nesta edição, a bola está com Ana Amélia Oliveira, no Jornal de Debates, e Nahum Sirotsky, no Monitor.

Eu e outras pessoas ainda presas aos canais abertos de TV somos agraciados todos os dias com telejornais cada vez com mais receitas culinárias e menos dados, mais imagens importadas e menos investigação, cada vez mais bonitos e menos coerentes. Este é, para mim, um sinal dos tempos. Luiz Wagner Bhering de Aquino

Salvo engano de minha parte, o Sr. Millôr se enganou ao afirmar que o presidente Fernando Henrique Cardoso substituiu o ministro Ricupero no Ministério da Fazenda após a “gafe técnica” da Rede Globo. André Luiz Harger

Acho válido o debate sobre ética jornalística motivado pela participação de Paulo Henrique Amorim no anúncio publicitário que marcou a criação da Ambev. Porém, creio que a discussão não deveria ficar limitada apenas à questão se o jornalista deve ou não fazer comerciais. Proponho outras questões aos leitores sobre o tema ética, mas ampliando as áreas de atuação:

** Jornalistas esportivos devem ser empresários de jogadores de futebol e acumular as duas funções?

** Professores de Comunicação Social devem adotar em sala de aula livros que eles próprios escreveram?

** Críticos musicais que militam na imprensa cultural devem trabalhar na produção de CDs de bandas de rock, só para citar um exemplo?

Rodney Brocanelli

Muito pertinente, esclarecedor e necessário o artigo do Dr. Isak. Como leigo, estou grato pelas valiosas informações. Mas, em termos de saúde, não é só isto que acontece na mídia. E as pseudo-medicinas que pululam principalmente na TV?. Entre elas: florais de Bach, cromoterapia, iridologia etc. etc. Pobres dos crédulos e desesperados!!! Fica como sugestão para um próximo artigo.

Jamil Orlandelli

Nos anos 60 o artigo “Reaja ou se demita” [ver remissão abaixo] estaria fazendo furor no Bom Fim. A “tiurma” da “Sbornia” já teria mimeografado e distribuído de porta em porta na João Teles, na Henrique Dias, na Fernandes Vieira, na Felipe Camarão e por toda a Osvaldo Arranha. Os barbudinhos que freqüentavam as quatro sinagogas do Bom Fim durante as orações da manhã e do entardecer não parariam de comentar o fato. O movimento juvenil Dror panfletaria contra o patronato espoliador; o movimento juvenil Betar estaria promovendo o “resistir à prepotência”. Isak Bejzman

Caro Dines, encaminho a você observações feitas a meu pedido pelo colega Irineu Franco Perpétuo, crítico da Folha de S. Paulo, a respeito de sua nota “Desapareceu a crítica de música erudita”, no Observatório [ver remissão abaixo]. Como o Irineu me autorizou a enviá-las aos editores do Observatório, sinta-se à vontade para levá-las ao ar. Abraço,

Sérgio Rizzo

Nota do O.I.: As observações de Irineu Perpétuo estão em Imprensa em Questão.

Gostaria que o OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA comentasse o fato de o jornalista e escritor Olavo de Carvalho, que foi o organizador de Obras Reunidas do Otto Maria Carpeaux, ter sido praticamente ignorado em todos os órgãos de imprensa que comentaram seu lançamento.

Eu só tive acesso à obra de Carpeaux pelo site de Olavo de Carvalho, antes nunca tinha ouvido falar dele. De repente, a imprensa mostra Carpeaux como uma maravilha, um esplendor. Como um escritor tão importante nunca foi citado na mídia? Não é estranho? Acho que isto deve ser lembrado, pois sem Olavo de Carvalho nós, pobres mortais, nunca teríamos acesso a esta grande obra. Um abraço,

José Roberto

Nota do O.I.: Caro amigo, na edição de 20/7 este assunto mereceu carta extensa de um leitor aqui no Caderno.

Sob o assunto “Diplomas!!!”, chegou à caixa postal do O.I. em 26 de julho ? sem assinatura, é claro, mas com dois endereços de e-mail, <do338@aol.com> e <ooyh6@aol.com> ?, a seguinte mensagem:

“UNIVERSITY DIPLOMAS

Obtain a prosperous future, money earning power, and the admiration of all. Diplomas from prestigious non-accredited universities based on your present knowledge and life experience. No required tests, classes, books, or interviews. Bachelors, masters, MBA, and doctorate (PhD) diplomas available in the field of your choice. No one is turned down. Confidentiality assured.

CALL NOW to receive your diploma within days!!! 1-212-465-3248. Call 24 hours a day, 7 days a week, including Sundays and holidays.”

É impressionante o nível de picaretagem a que chegamos, não? No Entre Aspas desta edição, o leitor encontrará matéria sobre outros “novos picaretas”: ex-jornalistas que trabalham como detetives para… milionários. M.C.

Um telespectador do O.I. na TV perguntou se havia alguma semelhança entre Cidadão Kane e Roberto Marinho. O filme Muito além do Cidadão Kane conta a história da Rede Globo e faz tal comparação.

Thy

Uma notícia que antigamente causava medo e constrangimento vejo hoje com alegria: o Correio da Paraíba informa que alguns grupos militares, da esquerda à direita, a maioria de pijama, se movimentam e demonstram muita irritação com o presidente FHC. Há militares da mais alta hierarquia das três Forças, homens que estiveram no subterrâneo do poder há alguns anos, querendo a renúncia da FHC. Pode ser tão somente conversa de “reformados”, mas é bom que o FHC fique atento.

Milton G Guimaraes

Nota do O.I.: Ai, ui, epa, opa, toc toc toc, vade retro, satanás, pé de pato mangalô três vezes!!!!!!!!!!!

Sugiro que vocês debatam o jornalismo brasileiro atual. André Fiori

Nota do O.I.: Caro André, há três anos e 72 edições procuramos fazer exatamente o que você sugere
. M.C.

 

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“Reaja ou se demita”

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John Kennedy Jr.: 1


Continuação do Caderno do Leitor

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