Terça-feira, 21 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

PRIMEIRAS EDIçõES > SALON

Censura no G-8

Por lgarcia em 15/08/2001 na edição 134

ITÁLIA

Desde maio, quando assumiu o cargo de primeiro-ministro da Itália, o barão da mídia Silvio Berlusconi tem sido alvo de acusações que vão de corrupção a conflito de interesses. Não que não esteja acostumado: há muitos anos é o Roberto Marinho da mídia italiana.

O império do conservador Berlusconi não abrange apenas emissoras de TV e publicações, mas também bancos. Além de não ter se desligado de muitas de suas holdings quando foi eleito, Berlusconi agora está sendo arrastado a uma nova polêmica: seu governo estaria censurando imagens de vídeo dos manifestantes nas ruas durante a reunião do G-8, no mês passado. A RAI, emissora de rádio e TV estatal, levou ao ar o documentário Especial Fórum Social, de uma hora, com cenas de policiais surrando manifestantes. O diretor Carlo Freccero disse ter sido aconselhado a adiar a transmissão, prevista 26 de julho.

Kate Carlisle [Business Week, 1/8/01] informa que o governo Berlusconi foi acusado de censura à imprensa, e jornais italianos têm, desde então, entupido suas páginas com artigos sobre o conflito.

A RAI alega que as cenas foram consideradas inconvenientes, e que a decisão de suspender o programa visou "dar oportunidade igual a todos os lados para apresentar suas histórias". Depois de anunciar que não poderia transmitir o programa, Freccero, disse à imprensa italiana que "o futuro da informação na RAI está em jogo".

SALON

A revista online Salon.com anunciou no dia 9 que recebeu US$ 2,5 milhões de um novo financiamento. As condições do acordo, porém, são duras: 14 funcionários, que representam 20% da força de trabalho, terão que ser demitidos, e a revista se comprometeu a manter sua situação estável ? sem perder ou ganhar dinheiro ? sem ajuda de investimentos adicionais.

Como muitas outras companhias midiáticas, a Salon se esforçava para sobreviver à queda do faturamento publicitário. Para o presidente do Salon Media Group, Michael O?Donnel, a empresa foi a que mais sofreu as conseqüências do baque. "Espero que a ajuda financeira transmita a certeza de que estaremos por perto", disse ele, segundo Ronna Abramson em matéria para Industry Standard (9/8/01).

Onze diferentes investidores participaram do financiamento, conduzido por William Hambrecht, presidente do banco W.R. Hambrecht & Co., que já tinha ações da Salon e deve agora juntar-se à diretoria do grupo. Além dos cortes na equipe, a Salon planeja cobrar pelo acesso ao fórum de debates do sítio, Table Talk. A decisão faz parte do projeto de se tornar uma revista mais independente de anunciantes. Em abril, a Salon começou a cobrar pelo acesso a certos artigos e seções, como a Salon Sex. A revista já registrou 12 mil assinantes do serviço, e pretende alcançar a marca de 50 mil no primeiro ano.

 

    
    
                     

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