Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

PRIMEIRAS EDIçõES > TELETIPO

Censura pesada no Irã

Por lgarcia em 24/07/2002 na edição 182

TELETIPO

O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã censurou amplamente os jornais do país proibindo que publicassem matérias sobre críticas que o aiatolá Jalaledin Taheri fez à elite clerical. Ele renunciou ao cargo de líder religioso da cidade de Isfahan lamentando o que chama de “promessas quebradas da revolução islâmica de 1979” e acusando a cúpula religiosa conservadora de corrupção e repressão. O conselho alegou que o veto era necessário para “manter a calma, a unidade e a segurança nacionais”. O Noruz foi o único jornal que publicou, na íntegra, carta de renúncia de Taheri e deixou em branco várias seções, mencionando a medida de censura. O diário é porta-voz não-oficial da Frente de Participação, partido reformista do presidente Mohammad Khatami. Jornalistas do Noruz acreditam que os conservadores do governo logo irão fechá-lo, como já foi feito com várias outras publicações. As informações são da Reuters [11/7/02].


O editor Rich Lowry, da National Review, protestou contra a maneira como um repórter da revista foi tratado pelo Departamento de Estado dos EUA. Numa coletiva de imprensa, Joel Mowbray questionou a facilidade com que sauditas tinham conseguido entrar no país, e afirmou ter em mãos telegrama confidencial de Robert Jordan, embaixador americano na Arábia Saudita, confessando-se “perturbado” com a percepção de que falhara na concessão de vistos. Depois da reunião, o jornalista foi detido por seguranças que o interrogaram. O governo diz que os guardas soltaram Mowbray ao verem que o documento não estava com ele. Lowry pediu garantias de que o repórter continue na função. Informações do New York Times [14/7/02].


O governo indiano anunciou que pediu ao canal árabe al-Jazira que troque seu correspondente em Nova Déli, Nasir Shadid, sem detalhar os motivos. Segundo a porta-voz Nirupama Rao, não há relação com seu trabalho jornalístico. No Catar, o editor-chefe da emissora, Ibrahim Helal, disse que não houve pedido do governo. “Decidimos tirá-lo. Achamos alguém com mais experiência.” Este é mais um caso de uma série em que jornalistas são questionados pelas autoridades indianas. Em junho, Iftikhar Ali Geelani, que trabalha para o jornais The Nation, do Paquistão, e Kashmir Times, da Índia, foi preso sob a acusação de violar lei de segredo de Estado. A polícia encontrou dados públicos do Departamento de Estado dos EUA em seu notebook, relata a AP [8/7/02].

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