Domingo, 17 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

PRIMEIRAS EDIçõES > GRUPO ESTADO

Charles Arthur

Por lgarcia em 10/07/2002 na edição 180

SALON. COM EM CRISE

"Salon.com corre risco de fechar", copyright Jornal do Brasil, 6/7/02

"Salon.com, que se anuncia como ?a melhor publicação da internet?, está ameaçada de fechar, caso não consiga atrair novos investidores. Os proprietários do site foram forçados a admitir que suas posições políticas polêmicas podem estar afastando tanto usuários como potenciais anunciantes.

David Talbot, o fundador da Salon.com, formalizou as dificuldades financeiras do site num relatório formal, apresentado anualmente às autoridades econômicas dos EUA. O site, que mantém posições de esquerda para os padrões americanos, recentemente anunciou ter descoberto a identidade de Deep Throat, a fonte secreta do caso Watergate.

Lançado em 1995, o site continua sendo um dos mais duradouros empreendimentos da era áurea dos projetos ligados à internet. A pretensão da Salon – lida por 3,6 milhões de pessoas – era competir e até superar publicações convencionais impressas. Entre seus muitos colunistas está a ensaísta Camille Paglia.

Mas as dívidas, que já chegam a US$ 76 milhões, e a queda constante da publicidade, levaram o site a um corte de 78% nos seus custos no ano passado. As medidas, no entanto, assim como a demissão de parte de seus funcionários, não resolveram o problema.

Segundo Talbot, o faturamento do site caiu de US$ 7,2 milhões para US$ 3,6 milhões. E ele adverte que o prejuízo deve se manter este ano. A menos que consiga novos investidores nos próximos quatro meses, Salon.com pode encerrar as atividades.

Porém, mesmo com seu fim à vista, Talbot permanece orgulhoso da postura polêmica mantida pelo site. ?Em muitos dos nossos sites continua a haver conteúdos política e culturalmente controvertidos. Em conseqüência disso, os atuais e possíveis anunciantes podem preferir não fazer negócios conosco?."

 

PUBLICIDADE

"Anúncio que usa Hitler gera protestos", copyright Folha de S. Paulo, 4/7/02

"Uma propaganda britânica contra a adoção do euro [moeda comum da União Européia? usando a imagem do ditador nazista Adolf Hitler causou protestos da comunidade judaica e de defensores da moeda . Na peça de 90 segundos, que deve ser exibida semana que vem nos cinemas do país, o comediante Rik Mayall parodia Hitler dizendo: ?Um povo! Um país! Um euro!?, uma referência ao lema nazista ?um povo, um país, um líder?. Entidades judaicas afirmaram que o vídeo é ofensivo e de mau gosto. A embaixada alemã em Londres disse ser absurdo comparar o euro a Hitler. O anúncio deverá ser veiculado por três meses."

 

GRUPO ESTADO

"Grupo Estado recompra 40% das ações da Estado de S.Paulo Mídia", copyright Cidade Biz, 5/7/02

"O Grupo Estado anunciou nesta sexta que assumiu integralmente o controle acionário da ESTADO DE S.PAULO Mídia. A família Mesquista adquiriu 40% das cotas que pertenciam à americana BellSouth Advertising & Publishing Corporation (Bapco), subsidiária da BellSouth Corporation. A companhia, segundo comunicado, exerceu seu direito de recompra. Os termos financeiros não foram revelados.

A ESTADO DE S.PAULO Mídia foi constituída no início de 1999 por meio da associação entre a ESTADO DE S.PAULO Gráfica e a Bapco, para produção, comercialização e distribuição de listas telefônicas, guias setoriais e de serviços. A empresa teve receita bruta de R$ 106 milhões no ano passado, com cerca de 23.400 anunciantes.

?O Grupo Estado, ao assumir o controle integral da ESTADO DE S.PAULO Mídia Ltda, pensa em reintegrar a empresa ao grupo, o que certamente permitirá uma maior sinergia com as áreas de negócios de internet e informação dirigida?, disse em comunicado o presidente da ESTADO DE S.PAULO Mídia, Fernando Mesquita.

No mês passado, a BellSouth anunciou que iria limitar seus investimentos na América Latina até que as incertezas sobre a economia da região desaparecessem. Além da participação que tinha na ESTADO DE S.PAULO Mídia no Brasil, a BellSouth controla – junto com a Verbier, empresa constituída pelos mesmos sócios do Banco Safra – a operadora de telefonia móvel BCP.

A BCP passa por um processo de reestruturação financeira desde março, quando a companhia entrou em ?default? por não pagar uma parcela de US$ 375 milhões de sua dívida. Desde então a operadora vem negociando com sócios e credores as melhores alternativas para chegar a uma solução para o débito."

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