Sexta-feira, 17 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

PRIMEIRAS EDIçõES > AOL TIME WARNER

Chega de revistas

Por lgarcia em 07/02/2001 na edição 107

MONITOR DA IMPRENSA

NY TIMES CO.

A New York Times Co. está negociando a venda de sua unidade de revistas para a Advance Publications. A Advance é de Condé Nast, publisher das revistas Vogue, Vanity Fair e Glamour. As revistas envolvidas na negociação são Golf Digest, cuja circulação mensal atinge 1,5 milhão de exemplares, e três outras revistas sobre golfe, Golf World, Golf Digest Woman e Golf Shop Operations.

Em 1999, segundo Alex Kuczynski [The New York Times, 30/1/01], a unidade obteve lucro operacional de 18,1 milhões de dólares, valor baixo se comparado aos 22,1 milhões em 1998 e aos 28,3 milhões em 1997. A venda dará fim ao envolvimento da Times Co. no mercado de revistas, fora a New York Times Magazine, suplemento da edição de domingo do jornal.

AOL TIME WARNER

Em sua primeira audiência pública como companhia, a AOL Time Warner reportou perda de 1,09 bilhão de dólares no dia 31 de janeiro devido aos custos ligados à fusão. A perda, de acordo com Geraldine Fabrikant [The New York Times, 1/2/01], traduziu-se em 25 centavos de dólar por ação, comparados aos 5 centavos de dólar a ação na mesma época no ano passado.

A companhia atribuiu grande parte do baque aos 535 milhões de dólares descontados de investimentos da AOL em outras empresas. Além disso, inclui carga de reestruturação do Roadrunner, serviço de internet da Time Warner, e outros investimentos da empresa. Gastos com a fusão totalizaram 16 milhões de dólares no trimestre. O rendimento no período cresceu 8%.

O salto, de acordo com a companhia, deve-se à performance da AOL, cujo rendimento cresceu 27%, comparados aos 4% da Time Warner. As ações da AOL estavam valendo 40,03 dólares em 8 de janeiro e apresentaram forte recuperação.

A AOL Time Warner enfrentou audiência incomum, que durou o dia inteiro, e agora terá de viver com cobranças de analistas de cabo e de internet, que precisam se familiarizar com a complexa companhia. Diversos deles, no entanto, disseram que a nova empresa não foi suficientemente específica em alguns dados financeiros fundamentais.

O comunicado à mídia também não mencionou que a Time Warner Cable completou acordo para fornecer versão de alta velocidade da América Online por seu sistema de cabos. A questão é significativa, porque pode ser alvo de exame da Federal Trade Comission.

Fusões emperradas

À medida que os rumores de possível fusão entre a Bertelsmann AG e a EMI Group PLC adquiriram tom azedo, a gigante alemã contratou Joel Klein, advogado especialista em casos antitruste. Segundo Sue Zeidler [Reuters, 31/1/01], críticos afirmam que a medida objetiva o fortalecimento da Bertelsmann. A Bertelsmann notou que a especialidade de Klein transcende qualquer indústria particular de comunicação, e que ele pode ajudar as diferentes propriedades midiáticas da companhia a trabalhar juntas.

A AOL Time Warner, antes pretendente da EMI, disse que não despenderá mais esforços para se unir à EMI devido ao excesso de regulamentação do setor. À época da possível negociação com a nova companhia, as ações da EMI caíram da mesma forma que a esperança de acordo rápido entre a empresa e a Bertelsmann. O grupo alemão afirmou que as chances de negociação ainda estavam nos 50%. Klein ingressou no novo emprego no dia 1o de fevereiro, como presidente do conselho e chefe executivo da Bertelsmann.


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