Sábado, 18 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

PRIMEIRAS EDIçõES >   MEMÓRIA / ALDÍRIO SIMÕES

Christiane Balbys

Por lgarcia em 27/01/2004 na edição 261

IMPRENSA REGIONAL

“Florianópolis ganha novo título semanal”, copyright Meio e Mensagem, 26/01/04

“Sócios da Editora Cinco apostam que a Grande Florianópolis tem espaço para comportar uma revista semanal, como a Mirante, com 10 mil exemplares por edição

A revista Mirante circulou sua edição número um neste final de semana em Florianópolis com a proposta de informar, entreter e prestar serviço. A edição zero, apresentada em novembro ao mercado publicitário, estampa na capa o novo lazer dos vips na Ilha. A reportagem desvenda os luxos que fazem da capital catarinense o refúgio dos endinheirados, muitos foragidos das grandes metrópoles e de turistas encantados. Roteiro da Ilha é uma das apostas da revista pelo serviço que oferece sobre cinemas, bares, restaurantes, albergues, hotéis, campings, teatros, e tantos outros fornecidos pelo Guia Floripa. O colunista Ricardinho Machado (do jornal A Notícia/AN Capital) assina Gente da Ilha, um espaço dividido entre celebridades locais e globais, até mesmo no sentido literal.

?Foripa está no centro das atenções?, atesta Dalton Flemming, diretor da Editora Cinco, que lança o título. Com preço de capa de R$ 3,90, a revista Mirante tem 36 páginas, incluindo publicidade e serviços. A Editora Cinco divulga tiragem de 10 mil exemplares por semana, a partir da primeira edição. A revista circula já na sexta-feira à tarde, mas a editora estima que o forte de vendas deverá ser no sábado, quando as pessoas vão ao comércio, supermercado, bancas, cafés e livrarias.

A Editora Cinco foi criada no segundo semestre do ano passado pelo ex-editor de arte da revista Chiques & Famosos e da Showbizz (Editora Símbolo), Dalton Flemming, e os sócios Michel Soares, Guilherme Ferreira e Andréa Teixeira. Os três respondem pelo comercial e administrativo da editora, enquanto Dalton cuida da área editorial. ?Vimos uma oportunidade no mercado de revistas local pelo momento que a cidade vive?, conta Flemming, que deixou a editora paulista na metade de 2003 para viver em Florianópolis com a esposa e com filho. O sonho de ter uma ?vida mais tranqüila? casou com a idéia que teve há dois anos, enquanto passava as férias em Santa Catarina. Agora que a revista vai para as ruas, o desafio, segundo ele, é entregar um produto editorial de qualidade para o leitor da Grande Florianópolis, com assuntos que façam parte da sua vida na cidade e a tornem mais dinâmica ainda. ?A revista foi muito bem aceita pelo mercado. Sentimos que os mídias gostaram de ter uma alternativa como a Mirante para ser um canal de comunicação das marcas com seu público em Floripa?, diz. O diretor comercial, Guilherme Ferreira, assinala que é preciso acabar com o estigma de que as revistas regionais só sobrevivem se forem bimestrais e mensais. ?Há espaço, assunto e anunciantes para sustentar revistas semanais em Florianópolis, principalmente as de assuntos gerais como a Mirante?, declara. Para estimular e cativar este mercado potencial, a editora, segundo Ferreira, preparou alguns projetos especiais de publicidade, com diferentes formatos e idéias de inserção. ?Devemos começar a apresentar estas propostas para as próximas edições?, anuncia ele.”

 

MEMÓRIA / ALDÍRIO SIMÕES

“Aldírio Simões morre aos 62 anos”, copyright A Notícia, 23/01/04

“O jornalista Aldírio Simões foi encontrado morto com um tiro na cabeça, na manhã de ontem, em sua casa de veraneio na Praia do Sonho, em Palhoça, Grande Florianópolis. Ele vinha passando por problemas pessoais, segundo amigos. Aldírio era considerado o ?manezinho maior? de Florianópolis e mantinha uma coluna sobre as tradições ilhoas no NA Capital, suplemento de A Notícia que ajudou a criar. Também foi o idealizador do Troféu Manezinho da Ilha.

O jornalista tinha 62 anos, completados no dia cinco deste mês. Era casado e deixou quatro filhos. O corpo de Aldírio Simões está sendo velado na Câmara de Vereadores da Capital, de onde parte hoje, às 14 horas, em cortejo para o enterro.

O Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) recebeu um chamado, ontem, às 11h30, depois que vizinhos da casa de praia de Aldírio Simões ouviram um disparo. Os policiais chegaram ao local pouco depois e encontraram o jornalista caído dentro da casa de praia com um ferimento à bala na cabeça e dois revólveres calibre 22.

Um helicóptero da PM foi mobilizado e às 11h50 o jornalista foi levado, ainda com vida, ao Hospital Regional de São José, onde acabou morrendo. A família autorizou a doação das córneas.

Para a prefeita de Florianópolis, Angela Amin, ?Aldírio, além de ter uma identidade muito forte com a cidade, era um legítimo representante e defensor da cultura açoriana e um dos primeiros a promover o intercâmbio de Florianópolis com os Açores?.

Funcionário aposentado da Prefeitura, Aldírio foi durante muito tempo comandante do Carnaval oficial da cidade. ?É, sem dúvida, uma grande perda?, disse a prefeita. ?Ele morreu no dia em que fazemos a primeira grande reunião com todas as entidades carnavalescas da Capital. Aldírio era a memória viva da cultura açoriana?, disse Angela.

O jornalista Apolinário Ternes, diretor corporativo de AN, lamentou a perda do colega. ?Considerava o Aldírio um dos maiores conhecedores da alma de Florianópolis, com certeza, o mais legítimo manezinho da Ilha e um dos grandes nomes da crônica do jornalismo de Santa Catarina. É uma perda irreparável para Florianópolis e, em particular, para o AN.?”

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