Quarta-feira, 24 de Julho de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1047
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Circulação em baixa

Por lgarcia em 20/11/2002 na edição 199

AMÉRICA LATINA

Por diversas razões, que vão de um serviço não-confiável de entrega a domicílio até à influência dos sindicatos, a venda em banca é responsável por quase toda a circulação da maioria dos jornais latino-americanos, revela Mark Fitzgerald [Editor & Publisher, 5/11/02]. "Na Argentina, não se consegue vender jornais a não ser em banca", confirma Guillermo Méndez Córdoba, chefe de marketing do diário Clarín. "Mesmo quando vendemos para a American Airlines, que os entrega nos aviões, temos que passar pelas bancas dos aeroportos. É muito estranho."

Mas com a recessão que atingiu o país, o jornal foi obrigado a aumentar o preço de capa três vezes para cobrir os custos de produção, calculados em dólar, afastando-se ainda mais dos leitores; atualmente, o exemplar é vendido a 2,80 pesos (quase US$ 0,80). A quantia é suficiente para fazer uma refeição, observa Córdoba. "Um jornal tão caro quanto um sanduíche do McDonald?s ? isso não é bom mesmo." Como resultado, a circulação do Clarín caiu 30% nos últimos quatro anos.

A solução encontrada pelo jornal foi fazer uma mistura de promoções e brindes. O Clarín lançou uma competição de oito semanas, encerrada agora, que incluía prêmios como cupons de lanchonetes e automóveis, tática que rendeu um aumento de quase 60 mil exemplares aos domingos.

Já na Cidade do México, a estratégia adotada foi oferecer uma série de enciclopédias e livros didáticos com desconto, mas à maneira local. Há alguns meses, La Prensa promoveu uma coleção de 13 cds com histórias religiosas usando como garoto-propaganda o primeiro bispo de Ecatepec, lugar da aparição de Nossa Senhora do Guadalupe.

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