Terça-feira, 25 de Setembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1006
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PRIMEIRAS EDIçõES > RECONSTRUÇÃO

Clóvis Rossi

Por lgarcia em 20/02/2000 na edição 84

“Timor pede maior presença do Brasil”, copyright Folha de S.Paulo, 12/2/00

“As autoridades de Timor Leste estão cobrando do governo brasileiro um maior envolvimento com o território, na forma, principalmente, do envio de maior número de soldados e, também, de professores de português. A cobrança foi feita ontem por José Ramos-Horta, uma espécie de ministro informal das Relações Exteriores de Timor, território colonizado por Portugal, mas ocupado pela Indonésia em 1975 e que no ano passado optou pela independência em plebiscito.

Após a votação, milícias antiindependência, que teriam o apoio do Exército da Indonésia, promoveram ataques contra civis timorenses.

Ramos-Horta, ganhador do Prêmio Nobel da Paz, está em Bancoc para participar da Unctad-10, a décima reunião quadrienal da Conferência das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento, que se inicia hoje na capital tailandesa. O Brasil tem 51 soldados como parte das forças de paz enviadas pelas Nações Unidas para Timor Leste. Os seguranças pessoais de Ramos-Horta e do principal líder de Timor, José Alexandre Xanana Gusmão, são brasileiros, diz o próprio Ramos-Horta.

O que ele gostaria é de ver reforçada a presença militar brasileira, mas também a civil. Além de professores de português, pede também médicos e paramédicos. Afirma que Portugal, apesar de ser um país bem menor que o Brasil, enviou mais gente e participa com mais recursos dos esforços de reconstrução do futuro país.

Ramos-Horta acena também com oportunidades de negócios para empresas brasileiras. ‘Timor está destruído, mas, por isso mesmo, tudo está por se fazer’, afirma ele. O interesse do governo brasileiro por Timor Leste está, de todo modo, aumentando. Esta semana, o embaixador do Brasil em Jacarta, capital da Indonésia, Jadiel Ferreira de Oliveira, esteve na ilha, levando carta do presidente Fernando Henrique Cardoso para Xanana Gusmão. É uma carta protocolar, em resposta à correspondência enviada pelo líder timorense.

O embaixador foi também tratar dos detalhes para a visita de uma delegação do Itamaraty, que vai cuidar exatamente da instalação de uma missão brasileira em Timor. A delegação é precursora de uma visita que próprio chanceler brasileiro, Luiz Felipe Lampreia, deve fazer a Timor Leste ainda no primeiro semestre deste ano.”

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