Quarta-feira, 22 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

PRIMEIRAS EDIçõES > FRANÇA

CNN "à francesa"

Por lgarcia em 20/05/2003 na edição 225

FRANÇA

O governo francês aprovou moção para criar um canal de notícias internacional batizado de CF1-24 (Canal France International). Segundo David Minto [Europe Media, 16/5/03], três quartos do orçamento de 100 milhões de euros previsto para construir a emissora ? que tem sido chamada de "CNN francesa" ? virão dos cofres públicos; o resto partirá de companhias privadas como TF1 e Canal Plus.

O sucesso da TV al-Jazira provou que entrar no mercado internacional de notícias 24 horas e conquistar parte da audiência não era impossível, apesar do domínio da CNN, transmitida em 180 milhões de casas fora dos EUA. Jamey Keaten [AP, 12/5] lembra que a França tem o canal internacional TV5, mas este exibe principalmente filmes e programas de entretenimento. A idéia de criar um veículo noticioso com perspectiva francesa foi apoiada pelo presidente Jacques Chirac e pelos sindicatos trabalhistas, em especial quando o país liderou a oposição contra a guerra no Iraque.

"A televisão e o noticiário são controlados pelos EUA, que estão engajados numa campanha de desinformação extraordinária", declarou Charles Kmiotek, secretário-geral do sindicato de rádio e emissoras SNRT-CGT. Apesar de saudar a alternativa aos "gigantes anglo-saxônicos ligados a grupos industriais", os sindicalistas alertaram para que a emissora não se torne porta-voz do governo.

Monitor de mídia americana

Os diplomatas franceses foram instruídos a monitorar a mídia americana, atentos a sinais de uma campanha destinada a desacreditar o país, informa a Reuters [15/5]. A porta-voz do ministério de Relações Exteriores Marie Masdupuy declarou que os funcionários vão registrar "as acusações falsas que apareceram na imprensa dos EUA e chocaram profundamente os franceses."

Um exemplo é a matéria do Washington Times afirmando que a França emitiu passaportes para oficiais iraquianos procurados. Outros artigos desmentidos, que acusavam o governo da posse de tipos proibidos do vírus da catapora e companhias francesas de ter vendido partes de aviões ao Iraque, citaram fontes do serviço de inteligência americana.

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