Segunda-feira, 19 de Fevereiro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº974

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CNN rejeita anúncio judeu

Por lgarcia em 02/10/2002 na edição 192

TELETIPO

A CNN se recusou a exibir anúncios de dois grupos judeus ? American Jewish Committee e Israel 21 ? citando a política de proibir advocacy ads (comerciais de apoio) sobre países em conflito. Os comitês alegam que as mensagens falam sobre valores e mostram como os dois países são parecidos. "A América é a única real aliada de Israel no Oriente Médio. Israel é uma democracia que respeita os direitos dos indivíduos e dá aos cidadãos o direito de votar", fala parte do anúncio da AJC. "É a mesma política que adotamos ao recusar anúncios sobre o Egito, Catar e Arábia Saudita", declarou a CNN. Informações de Jennifer Harper [Washington Times, 20/9/02].

O presidente da CNN International criticou os concorrentes que fazem cobertura internacional sem sucursais e correspondentes em campo. "Lançar de pára-quedas um coringa num país estrangeiro com um punhado de clippings de jornais não substitui a reportagem de testemunha. Pessoas que vivem lá. Falam a língua. Entendem o contexto", disse Chris Cramer em conferência em Amsterdã. "O jornalismo pára-quedista de alguns da mídia americana é uma das razões por que o público estava tão mal preparado para os eventos de 11 de setembro." Segundo Cramer, a tecnologia barateou o custo de cobrir o mundo, mas a competição para ser o primeiro pode às vezes "obscurecer a necessidade de ser preciso". Informações do Atlanta Journal-Constitution [18/9/02].

O Comitê de Proteção aos Jornalistas declarou que a China é o país que mais tem jornalistas na prisão: 36, quase um terço dos 118 detidos em todo o mundo no ano de 2001. Tan Ee Lyn [Reuters, 19/9/02] conta que em conferência em Hong Kong, o CPJ disse que nove repórteres eram acusados de subversão ou crimes relacionados à publicação e distribuição de informação pela internet. A maioria está presa por "vazamento de segredos de Estado", definição ampla que cobre qualquer reportagem política não-sancionada pelo governo, criticou o comitê.

Quer conferir se um sítio de internet está banido da China? Graças ao professor de direito da Universidade de Harvard Jonathan Zittrain e seu estudante Ben Edelman, isto agora é possível. Os dois desenvolveram um sistema que determina quais páginas são proibidas no país e deixaram a pesquisa à disposição dos internautas. Conta a Media Life [17/9/02] que é possível descobrir que os sítios da Casa Branca e do Departamento de Estado têm acesso liberado, mas não o do Voice of America nem o da corte federal americana.

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