Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

PRIMEIRAS EDIçõES > TELETIPO

CNN tenta se livrar de sindicato

Por lgarcia em 23/12/2003 na edição 256

TELETIPO

A rede de notícias CNN encerrou contrato com a Team Video Services, empresa que fornece mão-de-obra para as filiais de Washington e Nova York da emissora. Ao que tudo indica, a medida é uma artimanha para se livrar dos benefícios que o sindicato que representa os mais de 220 trabalhadores, a National Association of Broadcast Employees and Technicians (NABET), garante. Para alguns desses funcionários terceirizados – basicamente cameramen e técnicos – compensações como as por trabalho noturno podem significar até US$ 12 mil ao ano. Todos eles foram convidados a trabalhar diretamente para a CNN, mas sem sindicalização. Historicamente, a rede evita negociar com organizações trabalhistas, segundo The Wall Street Journal [16/12/03]. O secretário e diretor de organização do braço da NABET que representa seus funcionários em Nova York, Gene Garnes, disse que está pronto a agir caso se confirme que os benefícios serão cortados.

O presidente do canal de notícias americano Fox News, Roger Ailes, renovou seu contrato de trabalho por, segundo rumores, mais três anos. Segundo Phyllis Furman, do New York Daily News [16/12/03], deve ter recebido um bom aumento sobre os US$ 8,6 milhões que faturou no ano passado. "Ele fez algo tão notável ao construir uma rede jornalística a partir do nada que me surpreende que Rupert Murdoch (dono da Fox) não o tenha adotado como filho", brinca Porter Bibb, diretor administrativo da Mediatech Capital Partners, companhia especializada em investimento em mídia. Sob o comando de Ailes, a emissora virou líder de audiência em seu segmento, deixando a CNN para trás. O analista de imprensa Andrew Tyndall aponta seu mérito: "Ele percebeu que não havia uma TV feita para a audiência que gosta de ouvir programas falados em seus carros, no rádio". Ex-consultor político republicano, o presidente nega que esteja fazendo sucesso com uma programação conservadora. Recentemente, ao ser perguntado sobre isso, respondeu: "Não fazemos programas para conservadores. Apenas não eliminamos seu ponto de vista".

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