Sexta-feira, 22 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº958

PRIMEIRAS EDIçõES > TELETIPO

Colunista caçador preso

Por lgarcia em 04/12/2002 na edição 201

TELETIPO

A polícia britânica prendeu o colunista Robin Page para averiguar se ele teria feito discurso racista numa feira rural. Segundo o Daily Telegraph, jornal para o qual trabalha, durante manifestação a favor da caça de raposas ? tradição britânica prestes a ser proibida ? , ele teria perguntado ao público por que a população do campo não teria o direito de fazer o que gosta se em Londres negros e homossexuais podem realizar paradas e eventos em prol de suas causas. Page, que já foi liberado, garante que não disse nada que pudesse ser interpretado como racismo e que apenas pediu direitos iguais para a minoria rural. Neste ano, segundo a AP [20/11/02], o príncipe Charles, entusiasta da caça à raposa, teria concordado com um fazendeiro que reclamava que a comunidade do campo teria menos proteção que negros e gays.

Michael Copps, um dos cinco integrantes da Comissão Federal de Comunicações (FCC, sigla em inglês), que regula o setor nos EUA, defendeu que fosse revista a lei que proíbe obscenidade na televisão, após receber centenas de reclamações sobre um desfile de roupas íntimas transmitido pela CBS. Ele acha que a expansão da proibição para programação obscena, violenta e profana deve ser considerada. As regras atuais impedem a exibição de conteúdo indecente ou que contenha referências "sexuais ou excretoras" claramente ofensivas. A marca Victoria Secret?s gastou cerca de US$ 7 milhões para produzir o show de lingerie que passou às 21h de uma quinta-feira, conquistando grande audiência.

Subitamente a revista americana de poesia Poetry se tornou uma das mais ricas do mundo, graças à doação de US$ 100 milhões de Ruth Lilly, 87 anos, herdeira da fortuna da indústria farmacêutica Eli Lilly (que no Brasil vende o Merthiolate, entre outros). Curiosamente, a milionária tentou diversas vezes publicar textos na Poetry, que existe desde 1912, mas seus poemas nunca foram aceitos. Com o dinheiro, segundo o editor Joseph Parisi, devem ser criados programas para estimular a leitura de poesia. Ruth já fez doações a diferentes instituições, mas nunca buscou publicidade com isso. Muitos dos beneficiados por sua filantropia sequer sabem que ela foi a doadora, segundo The New York Times [19/11/02].

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