Sexta-feira, 26 de Abril de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1034
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Competição pelo leitor

Por lgarcia em 20/11/2002 na edição 199

CHINA

As reformas econômicas transformaram o cenário da mídia chinesa. Atualmente, são quase sete mil jornais e três mil estações de TV no país. Algo, no entanto, permanece o mesmo: do jornal oficial do partido aos tablóides mais coloridos, a imprensa ainda é firmemente controlada pelo governo.

A diferença é que os veículos parecem ter deixado de se preocupar com a censura e passaram a competir pelo público e pelos anunciantes. Os donos da mídia não querem mais desafiar os limites impostos, alegando que os leitores não estão interessados em reportagem política independente. Os editores, por sua vez, procuram ficar longe de assuntos polêmicos temendo a censura. Dessa forma, apesar da verdadeira explosão no número de veículos, o conservadorismo prevalece na cobertura.

"Os jornais chineses estão numa posição especial. Temos tanto o controle governamental quanto as demandas do mercado", diz Cui Enqing, editor do Star Daily, um dos 11 diários de Pequim, que vende 400 mil exemplares por dia. "Quem tiver os melhores anúncios, notícias, serviços ao consumidor ? isso determinará sucesso ou fracasso."

Todo mundo recebe as mesmas notícias da agência oficial, raciocina Guo Tan, vice-editor do Beijing Youth Daily. Por isso, "temos que dar ao leitor algo especial", afirma, explicando porque preferiu relegar o lançamento de uma espaçonave chinesa às páginas internas e deu a capa à atriz americana Halle Berry quando esta ganhou o Oscar. A estratégia parece estar funcionando, revela a AP [7/11/02]: quando foi lançado, na década de 80, o jornal de Guo tinha 63 empregados; hoje, tem mais de 500.

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