Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº969

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Comunicação via Internet

Por lgarcia em 20/07/1998 na edição 49

Heródoto Barbeiro

 

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á algum tempo, faltar de comunicação no ano 2000 era algo muito distante. Hoje, o ano 2000 é mais um marco simbólico, uma vez que as mudanças dos meios de comunicação estão ocorrendo sem esperar pela virada do século ou do milênio, que só ocorre em 2001. Ninguém vai esperar pela mudança do calendário para entender, por exemplo, que a economia está globalizada.

O diretor do Laboratório de Mídia do M.I.T., Andrew Lippman, disse recentemente no programa Roda Viva, da TV Cultura, que as comunicações estão passando por um processo de digitalização que vai trazer mais transformações. Hoje as comunicações ainda são processadas por ondas eletromagnéticas, mas passam por um rápido processo de digitalização. Até recentemente a idéia era que cada vez mais a comunicação se faria através de ondas. Hoje tudo está sendo digitalizado e enviado através do cabo, que tem mão dupla de direção. Sons, cores, imagens e dados vão e voltam pelo cabo. Ele está se tornando tão popular que faz parte dos anúncios imobiliários como um equipamento importante, que valoriza o imóvel.

O rádio, a tevê e os jornais impressos eletronicamente já chegam através do cabo. E é possível interagir com eles ou mesmo se comunicar diretamente com uma outra pessoa em qualquer parte do planeta através do diálogo e da imagem. O computador, graças à digitalização, se torna uma máquina que reúne informação, entretenimento, comunicação e é ao mesmo tempo um instrumento de trabalho.

O grande canal para a comunicação digital é a Internet. Ela é responsável por mudanças quantitativas e qualitativas na comunicação. Quantitativa porque podemos acessar rádios, televisões, jornais do mundo inteiro. Qualitativa porque com o acesso direto às fontes de informação, passamos a ser o editor e consumidor do nosso próprio jornal. Vamos buscar e selecionar notícias onde quer que estejam e formatá-las de acordo com o nosso desejo. Somos editor e publisher do nosso próprio jornal, e podemos divulgá-lo com as notícias que acharmos importante que os outros saibam. Vamos contar para uma parte da sociedade o que outra parte está fazendo. Há uma independência editorial proporcionada pelo avanço tecnológico.

Vai ficar cada vez mais difícil estabelecer a censura na comunicação. Pelo menos no seu modelo clássico, que é a censura exercida pelo Estado. Novos avanços já potencializam essa comunicação via a cabo. O sistema de telefonia mundial via satélite permite uma comunicação de qualquer ponto da Terra e que pode ser diretamente colocada no cabo, via Internet, e difundida em todo o mundo. É possível que essas mudanças tecnológicas contribuam para manter um canal aberto à pluralidade, ao contraditório, ao direito à informação como nunca se teve antes. E isto é, indiscutivelmente, uma significativa contribuição para a construção de uma sociedade livre e consciente de suas grandezas e limites.

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