Quarta-feira, 19 de Setembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1005
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PRIMEIRAS EDIçõES > GM & JB, QUASE JUNTOS

Comunique-se

Por lgarcia em 03/10/2001 na edição 141

GM & JB, QUASE JUNTOS

"Acordo Gazeta Mercantil-JB: quase quase", copyright Comunique-se (www.comuniquese.com.br), 28/09/01

"Pouca coisa separa os empresários Luis Fernando Levy e Nelson Tanure de um acordo. Uma fonte confiável revelou a Comunique-se que o lance inicial da parceria será um aporte de R$ 20 milhões. Tanure repetiria mais ou menos o que fez no Jornal do Brasil: após esse aporte, ele teria 90 dias de prazo para tomar uma decisão definitiva. No caso da Gazeta Mercantil ele avaliaria principalmente se a rede de jornais regionais se encaixaria nos projetos para a Agência JB.

O expediente da edição de sexta-feira (28/9) da Gazeta Mercantil mostra um início de terremoto na diretoria, aparentemente revelando uma operação em curso para separar o jornal das outras atividades da empresa. Até um filho de Luís Fernando Levy foi ?rebaixado?: era Vice-Presidente Internacional e, agora, é diretor-geral da Divisão Gazeta Digital. Também transparece das mudanças um fortalecimento de Roberto Muller Filho.

O Sindicato dos Jornalistas de São Paulo estará na redação da Gazeta Mercantil em São Paulo, às 14h de segunda-feira, para avaliar a situação. Um fato interessante a considerar é que a Gazeta Mercantil tem um comportamento liberal em suas relações sindicais, permitindo – o que não é muito comum – que dirigentes entrem livremente na redação e conversem com os jornalistas.

Os jornalistas que ganham até R$ 5 mil por mês receberam os salários. Os marajás ainda não. Mas o ambiente ficou pesado com os funcionários de outros setores que ainda nada receberam. Se a caixa for irrigada com os R$ 20 milhões de Tanure, nossas fontes calculam que metade desse dinheiro será imediatamente usada para pagamento de salários atrasados. E a outra metade serviria para pagar indenizações de demissões já feitas.

Augusto Nunes, novo vice-presidente do Jornal do Brasil cancelou todos os compromissos que tinha no Rio na sexta-feira (28/9) e foi para São Paulo. Mas Comunique-se não conseguiu apurar se a viagem tem algo a ver com esta transação ou se Nunes foi apenas tratar da reestruturação da sucursal paulista do JB."

 

"Aos Leitores", copyright Jornal do Brasil, 1/10/01

"Como vice-presidente do Conselho Editorial, Augusto Nunes está de volta, a partir de hoje, ao Jornal do Brasil. De 1986 a 1988, depois de quatro anos como redator-chefe da revista Veja, Nunes foi diretor-regional do JB em São Paulo. Em seguida, comandou as redações dos jornais O Estado de S. Paulo e Zero Hora e da revista Época. Agora, ele vai exercer também a função de diretor de Redação, cargo ocupado por Mário Sergio Conti entre 10 de abril último e o começo do mês passado, quando deixou a empresa.

Caberá a Augusto Nunes dar prosseguimento às mudanças que vêm sendo introduzidas no Jornal do Brasil."

 

"JB quer alugar edifício-sede da Avenida Brasil", copyright O Globo, 28/09/01

"Em um esforço para cortar seus custos e fazer frente a uma situação de queda na receita com publicidade, o ?Jornal do Brasil? está alugando seu prédio-sede, na Avenida Brasil 500. Segundo Wellington Pinho, diretor da Docas Investimentos, empresa de Nelson Tanure que controla o jornal através da Companhia Brasileira de Multimídia, a intenção da companhia é evitar os gastos com manutenção do prédio de nove andares, que chegam a R$ 500 mil por mês.

– Já estamos conversando com algumas empresas. O aluguel pode ser do prédio inteiro ou de apenas alguns andares – diz Pinho.

O JB usa apenas três andares do prédio, que abrigam a redação, as rádios e a equipe que administra as empresas. Este pessoal será deslocado para o edifício Conde Pereira Carneiro, na Avenida Rio Branco, no Centro do Rio, onde o jornal tem três andares. Outros dois andares serão alugados.

O edifício do JB ainda pertence à família Nascimento Brito, mas o acordo fechado com Tanure prevê o uso de parte do dinheiro do aluguel para bancar as despesas no novo endereço."

 

"A lipoaspiração do Jornal do Brasil", copyright Comunique-se (www.comunique-se.com .br), 26/09/01

"Pouco vai sobrar do curto período Mario Sergio Conti no Jornal do Brasil para contar a história. O projeto editorial e profissional que para lá levou fez água com a nova opção dos acionistas de cortar custos e não mais operar no vermelho. Ou seja, não há lugar, no atual contexto, para altos salários, o que pega, de imediato, quase todos os profissionais para lá levados por Conti. Parte saiu junto com ele e alguns outros poderão também tombar pelo caminho.

Por enquanto o corte maior foi feito na chamada periferia geográfica, atingindo, de chofre, as sucursais de São Paulo, Porto Alegre e Belo Horizonte. Da capital paulista, foram dispensados quatro dos oito colegas, além do diretor da sucursal, Dirceu Brisola. Também entrou na dança um dos decanos do JB, o correspondente em Porto Alegre, José Mitchel, que contabilizava 30 anos de jornal. Também saiu a correspondente em Belo Horizonte, Roselene Nicolau, após dez anos de empresa. O emagrecimento é reflexo da nova postura adotada pelos acionistas e que será implementada por Augusto Nunes, vice-presidente editorial, que tomará posse no cargo formalmente em 1? de outubro.

A interlocutores próximos, Nunes tem dito, sem meias palavras, que o JB precisa acabar com essa postura de ser pobre e orgulhoso. Se não tem recursos para manter a mesma estrutura de 10, 20 anos atrás, tem de se adaptar aos novos tempos. E os novos tempos não admitem gordura de qualquer espécie. Ao contrário, pede muitas vezes para se cortar a carne. E é o que está se passando por lá, a partir da convicção do staff da empresa de que se não for assim será o fim.

Não deixa de ser um quadro polêmico, sobretudo porque, quando chegou, Tanure não falou em economizar e tampouco sinalizou que queria resolver o problema JB em seis meses. E quem estava de fora sabia claramente que aquela não era uma empreitada para ser resolvida em tão pouco tempo. A pergunta que fica no ar, obviamente, é: se era para secar tão rapidamente, porque então Tanure entrou no negócio com torneiras tão abertas, há apenas seis meses? Mario Sergio montou uma equipe cara e ao seu feitio, mas o fez com a concordância do novo acionista, e sabia que os resultados só poderiam ser cobrados a médio e longo prazo. Não chegou nem no médio. Algum arrependimento houve no caminho, além da tradicional dor que ataca os investidores e empresários de forma incontrolável: a dor do bolso. E contra essa o remédio é sempre amargo e imediato: cortes e economia. É o que está acontecendo no jornal nesse momento e o cenário ao menos para os próximos três, quatro meses.

Como pior do que entregar os anéis, é perder os dedos, o JB vai trabalhar com estrutura própria enxuta e compra de conteúdos de terceiros (agências, jornais regionais e veículos virtuais, caso do NO.), dentro da ótica – cada vez mais corrente -, de que informação é commoditie.

No novo projeto, apenas Brasília, em termos de sucursal, terá posição de destaque, por ser estratégica dentro dos objetivos institucionais e comerciais do JB. SP deverá continuar marcando presença, mas com pequena força-tarefa – as demais realmente acabam.

Todo esse caminho preparatório tem por objetivo maior levar ao mercado, em janeiro, um novo JB, coincidindo com seu retorno à Av. Rio Branco. As principais mudanças estarão reservadas para esse etapa. A conferir!"

    
    
                     
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