Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

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Conselho de leitores

Por lgarcia em 20/09/2000 na edição 98

Edição de Marinilda Carvalho

Bonito ver o despertar de uma vocação. No caso, a de leitora!

A psicóloga Vera Silva, de Brasília, que teve sua primeira carta publicada no Observatório da Imprensa na edição n? 55, em 20/10/98 ? comentando a cobertura das eleições daquele ano?, tomou posse como integrante do Conselho de Leitores do Correio Braziliense. Na origem do convite, suas colaborações ao O. I. Entre cartas e artigos, Vera teve, salvo engano, 34 participações no Observatório. E a grande maioria teve ótima repercussão entre os leitores.

Para festejar, eis primeira carta da Vera:

"A dificuldade maior que se tem para criticar o comportamento da imprensa em geral nas eleições está na forma como as matérias são escritas e diagramadas: alguns candidatos são apresentados de olhos baixos e de cara ?amarrada?; candidatos ?preferidos? são sistematicamente apresentados no alto da pagina e à direita; o texto usa verbos de ação para o candidato ?preferido? e de aceitação para o ?não-preferido?; costuma-se editar na TV as propostas do candidato ?preferido?, e apenas as considerações gerais dos ?não-preferidos?; dá-se mais espaço a um programa no estado/prefeitura governado pelo ?preferido?, enquanto se ignoram os mesmos programas em estados/prefeituras não-governados por ?preferidos?.

Etc. etc. etc. São algumas das sutilezas que somente olhos acostumados vêem e ouvidos treinados escutam. Influenciar pessoas é possível, mas o pior é usar de artifícios para fingir uma neutralidade inexistente. Nessas situações, o leitor-eleitor não tem defesa, porque não foi alertado pela preferência do órgão da imprensa."

Excelente, não? Sucesso à nossa leitora-conselheira!

José Rosa Filho, outro observador honorário ou "profissão-leitor", também de Brasília, reclama do tamanho do Observatório. E pede que nossas edições sejam menos freqüentes. O que fazer, Jotarosa? Como pedir aos leitores que observem e escrevam menos? :-)))

Abraço a todos, boa leitura!

***

Clique no trecho sublinhado para ler a íntegra da mensagem

***

OBSERVADORES

Fui indicada para fazer parte do Conselho de Leitores do Correio Braziliense na área de educação, ciência e tecnologia, com posse marcada para 19/9. Um dos motivos do convite foi eu ser uma "observadora da imprensa". Para mim, que sempre quis compartilhar o que aprendi com meu trabalho, foi uma alegria. Agradeço ao Observatório da Imprensa por ter me convidado a colaborar e o estímulo contínuo às minhas "observações".

Vera Silva

Saudações. Estou achando o O. I. muito grande, levo alguns dias para percorrê-lo de ponta a ponta. Não dá para sair de 10 em 10 dias?

José Rosa Filho

Que vocês iam cair fora do UOL era notório. Mas levei um baita susto, depois de algum tempo sem poder ler o O. I. , quando não achei o jornal no diretório do tal UOL e, pior, quando o webmaster deles me respondeu que de fato o O. I. não estava mais hospedado lá e nem eles sabiam onde tinha ido parar (no que eu não acredito meeeeeeesmo!) Enfim, que bom que ainda andam por aí, esclarecendo algumas coisas, ajudando a confundir outras, conforme o caso. Ah, se mudarem de novo, avisem!

Attila Louzada

Gostaria de parabenizar o Observatório da Imprensa, pois é um dos poucos programas da televisão brasileira que permitem que diversas correntes de pensamento possam expressar suas opiniões a respeito da imprensa e da televisão brasileira, despertando o senso crítico dos telespectadores.

Sidinei da Silva Sacramento

CASO PIMENTA NEVES

Os políticos do jornalismo, os homens do poder na imprensa não são, em maioria, muito diferentes do Pimenta. Cláudia Rodrigues

Já estou de saco cheio de ouvir falar de Pimenta, Estadão, Sandra Gomide. Como pode a imprensa ter tanto assunto a desenvolver acerca de um único tema? Já estão querendo até buscar o histórico profissional, amoroso e ético da vida do assassino. Neide Bajo Gonçalves

Já faz tempo percebo que os jornalistas se tornaram uma "raça superior" neste país. Estão acima da lei. Não podem ser barrados ou limitados, porque seria cometer o sacrilégio da censura. Estamos em plena ditadura da imprensa. Vi que o caso do jornalista que matou a namorada abalou a corporação. Foi uma tragédia humana; parece que por ter sido entre jornalistas é mais grave. Liz Abad Maximiano

ISTOÉ

Em todo confronto de FHC versus Itamar, a IstoÉ arranja uma entrevista com o segundo, a fim de lhe oferecer espaço para atacar o presidente. Na ocasião da moratória mineira, botou na capa uma frase de Itamar para explicitar sua própria opinião. Agora, avaliza-o com uma entrevista tendenciosa.

A revista tem todo o direito de fazer oposição a um governo. No entanto, que tenha sensatez de fazê-la por meio de alguém com QI mais elevado. O leitor precisa ser preservado das asneiras desse "monoglota botocudo". Se os editores de IstoÉ capricharem mais um pouquinho, passarão a desonrosa impressão de que têm o mesmo nível cultural de Itamar Franco.

Danylo Rocha, Sorocaba, SP

LAÇOS DE FAMÍLIA

Elogios ao texto muito lúcido do estudante de Jornalismo Fabio Prikladnicki, sobre as "pseudo-cabecices" que assolam a novela Laços de família. Fábio Galão

ENIGMA

Vejam um exemplo da hipnose subliminar provocada por uma palavra estrategicamente colocada! Descubra qual é ela. Se descobrir, você já aprendeu a ler as notícias que os donos da mídia querem que saibamos.

José Renato M. de Almeida, Salvador

Eu, Tu e Ele…. fomos comer no restaurante e no final a conta deu R$ 30.

Fizemos o seguinte: cada um deu 10 mangos… Eu: R$ 10; Tu: R$ 10; Ele: R$ 10.

O garçom levou o dinheiro e o dono do restaurante disse o seguinte: "Esses três já são clientes antigos do restaurante, então vou devolver R$ 5 a eles…"

O garçom, muito esperto, fez o seguinte: pegou R$ 2 para ele e deu R$ 1 a cada um de nós…

No final ficou assim:

Eu: R$ 10 (? R$ 1 que foi devolvido) = Eu gastei R$ 9.

Tu: R$ 10 (? R$ 1 que foi devolvido) = Tu gastaste R$ 9.

Ele: R$ 10 (? R$ 1 que foi devolvido) = Ele gastou R$ 9.

Logo, se cada um de nós gastou R$ 9, o que nós três gastamos juntos foi R$ 27.

E se o garçom pegou R$ 2 para ele, temos: Nós: R$ 27; Garçom: R$ 2.

TOTAL: R$ 29.

Onde foi parar a porcaria do outro R$ 1????

Leia também

Trajetória de um crime ? Carlos Augusto Cambraia

Imprensa infeliz na intimidade ? Cláudia Rodrigues

Em busca do público culto ? Fabio Prikladnicki

O atraso vem a cabo ? Orlando Lemos

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Caderno do Leitor ? próximo texto

 



Continuação do Caderno do Leitor

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