Sábado, 18 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

PRIMEIRAS EDIçõES > IMPRENSA & GEORGE W. BUSH

Craig Gordon

Por lgarcia em 07/02/2001 na edição 107

IMPRENSA & GEORGE W. BUSH

"quot;Porta-voz traz senso de humor ao cargo", copyright O Estado de S. Paulo / Newsday, 31/01/01

"O homem que hoje fala em nome do presidente George W. Bush saiu de trás de uma estante da Casa Branca na semana passada e olhou a sala de entrevistas com todo mundo de pé. ‘Quanta gente!’, disse Ari Fleischer. ‘Deve estar rolando alguma coisa. Espero que alguém me diga o que é.’ E, com aquele gesto oblíquo que marcou seu início histórico, Fleischer, natural de Nova York, partiu para seu primeiro encontro pleno com a imprensa na Casa Branca, enfrentando repórteres que faziam perguntas sobre aborto, crise energética na Califórnia, reforma do sistema de financiamento de campanha eleitoral e muito mais.

Os que conhecem Fleischer dizem que ele está em seu elemento, num dos palcos mais poderosos do mundo. Pelo menos um de seus antecessores lhe dá nota alta até agora. ‘Acho que ele está se saindo bem’, disse Marlin Fitzwater, que ocupou o cargo nos governos de Ronald Reagan e do pai de Bush e falou a Fleischer sobre o emprego. ‘Ele parece ter bom domínio dos problemas, conhece o presidente e tem sensibilidade para explicar coisas em público.’

Embora com apenas 40 anos, Fleischer chegou ao cargo trazendo o currículo de um bom conhecedor de Washington. Mais de cinco anos com o senador republicano Pete Domenici, do Estado de Novo México. Cinco anos como porta-voz dos republicanos na influente Comissão de Verbas da Câmara dos Deputados. Diretor de comunicações da fracassada campanha de Elizabeth Dole para a presidência. Principal porta-voz da campanha presidencial de Bush.

Fleischer ficou conhecido por ser bem versado em grandes temas, por fazer declarações fáceis de citar durante a campanha para a presidência e por ter levado senso de humor ao cargo. Torcedor entusiástico do time de futebol americano Miami Dolphins, Fleischer às vezes iniciava telefonemas de entrevista a repórteres fornecendo a escalação da equipe e o escore atualizado.

Em seu papel central na equipe da campanha de Bush, Fleischer já havia enfrentado perguntas de repórteres sobre o grau de acesso que ele ia ter ao funcionamento interno da Casa Branca e ao próprio presidente. Bush contribuiu para essa especulação numa entrevista concedida no começo deste mês, quando disse ter avisado Fleischer de que às vezes ia ocultar informações dele, para que seu porta-voz pudesse agir com sinceridade quando declarasse a repórteres que não sabia de algo.

Fitzwater disse que a declaração de Bush – embora talvez enunciasse uma prática que muitos presidentes adotaram – foi um ‘erro’. No entender de Fitzwater, ‘a imprensa interpreta isso como significando que ele não vai ter acesso, não pode obter informação, não pode conseguir uma resposta para eles e não sabe o que está ocorrendo. Não acho que vai ser esse o caso, mas foi um comentário que teria sido melhor não fazer.’

Fleischer disse estar convencido de que conseguirá todas as informações de que precisar, destacando na terça-feira que havia passado metade do dia na companhia de Bush, em várias reuniões e sessões informativas."

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