Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº969

PRIMEIRAS EDIçõES > HOMEM-OBJETO

Cristina Padiglione

Por lgarcia em 26/08/2003 na edição 239

VANGUARDA TV

"É Ele Quem Manda", copyright O Estado de S. Paulo, 24/08/03

"É certo que nunca uma figura de bastidores tenha sido tão popular entre a massa. Da dona de casa que comentava o capítulo da novela da véspera, ao publicitário interessado em impressionar seus interlocutores, mencionar o nome de Boni sempre valeu para causar a impressão de ser bem informado. Afastado em 1997 do poder executivo da maior rede de TV do País, criada sob sua chefia, o paulista de Osasco José Bonifácio de Oliveira Sobrinho saiu de cena e não saiu: dia sim dia não, nesses seis anos, lá estava o nome do homem em jornais e revistas, sempre dando como certa sua volta ao poder na Globo, ou sua ida para a concorrência.

Agora, sim, Boni voltou a freqüentar seu parque de diversões. Aos 67 anos, circula eufórico pelas instalações das duas geradoras da Vanguarda TV, em São José dos Campos e Taubaté, que englobam uma rede com transmissores em 46 municípios do interior de São Paulo. A rede retransmite a programação da Globo, mas, da geradora de Taubaté, sairão 8 horas diárias de programação local – as afiliadas da Globo, em geral, têm direito a apenas 2 horas diárias.

É prato cheio para quem vem salivando por novas idéias na TV. Boni quer usar esse espaço local para testar suas próprias apostas e coloca sua Vanguarda (sua e da família Marinho, sócia em 10% no negócio) à disposição da direção da Globo para testar pilotos de programas candidatos a uma vaga na grade nacional do plim-plim.

No papel, aliás, 90% do atual brinquedo de Boni pertence aos seus quatro filhos, o que não livra o executivo das constantes especulações sobre seu destino: em tese, Boni pode até vir a trabalhar ao lado de Silvio Santos – atenção, é só um exemplo hipotético desta que aqui escreve -, já que a Vanguarda não está em seu nome. ?Disse aos meus filhos que não quero função na rede, sou só palpiteiro, desde que a decisão final seja minha e eles não interfiram em nada?, ri.

E como o caçula, Bruno, é menor (17 anos), Boni, além de ?palpiteiro sem crachá?, tem ainda poder oficial como representante do garoto. Em entrevista exclusiva ao Estado, o executivo se deixou acompanhar pela reportagem na visita às sedes de suas duas geradoras de TV. Na conversa, explicou por que repudia o Big Brother e os programas policialescos. E rebate na necessidade de a TV se inovar.

Estado – Você chegou a enviar uma carta aos amigos, no ano passado, dizendo que o padrão Globo de qualidade que vocês criaram estaria em ?franca decadência?.

Boni – Vamos interpretar isso de uma maneira clara: o modelo está esgotado. Acho que é preciso um modelo novo, e Taubaté e São José permitem que o pessoal de criação da Globo crie alguma coisa e teste aqui, sem correr o risco de testar em rede nacional. É muito difícil pegar uma empresa com a liderança que tem a TV Globo, daquele tamanho, e se arriscar. Acho uma obrigação do líder inovar. É o líder que comanda o processo de modificação do mercado. E a gente tem condições de oferecer aqui um instrumento de teste.

Estado – Mas aquela grade ?novela-jornal-novela?, por exemplo, é uma fórmula em que nunca se ousou mexer.

Boni – Mas pode-se mexer no conteúdo de novela. Acho legítimo quando se faz um remake da Grande Família, do Carga Pesada, que são programas bons, mas não se pode ficar só nisso. Não se pode ter um programa novo, como Os Normais, que já vai acabar.

Estado – Mas a Globo tem tentado testar novas idéias com temporadas curtas de determinados programas. No seu tempo, você descartava um programa só pelo seu diagnóstico, nem testava no ar.

Boni – É preciso produzir pilotos. Se você é um profissional e, com a sua sensibilidade, imagina que aquilo pode não funcionar, não tem que botar no ar.

Estado – Mas não falta hoje um profissional capaz de fazer esse diagnóstico?

Boni – Isso eu não sei. Tem que fazer assim. Para você ter uma idéia de como isso funciona nos Estados Unidos, por exemplo, foi publicado agora um livro com 6 mil pilotos de televisão que foram produzidos e não foram vendidos para ninguém. Ninguém se interessou em comprar. Isso faz parte da renovação. O que acho difícil é testar no ar. Pode-se testar com audiência restrita: pegar emissoras isoladas, que possam representar o mercado, como São José e Taubaté, que têm um perfil de audiência muito semelhante ao do mercado brasileiro.

Estado – Você disse que o que mais gosta na TV é de jornalismo. Sempre achei que seu foco predileto fosse o entretenimento…

Boni – O que sempre gostei de fazer em televisão é jornalismo. Meu grande esforço na TV Globo foi montar o jornalismo. Tanto que o que eu fiz pessoalmente no jornalismo foi um trabalho de bastidores, de montar as sucursais, investir em equipamentos, brigar por unidades móveis. O primeiro dinheiro em toda a história de investimento da TV Globo que saiu em grande escala para o entretenimento foi o Projac. Antes disso, a prioridade sempre foi jornalismo.

Estado – Isso não era área de Roberto Marinho?

Boni – A parte de conteúdo era com o doutor Roberto, junto com os diretores de jornalismo; a parte de infra-estrutura fui eu que criei. Eu, pessoalmente, com uma marreta, quebrei o laboratório de filmes da TV Globo de São Paulo: eu havia trazido as câmeras eletrônicas e os repórteres e editores não queriam usá-las porque eles não tinham confiança na gravação; eles queriam filmar e revelar. Chegou um dia que eu perdi a paciência e quebrei aquilo com uma marreta. Disse: ?Pronto, agora não tem mais laboratório, tem que usar a câmera eletrônica?.

Estado – Esse seu temperamento melhorou durante a quarentena, ou tudo volta a ser como antes conforme você coloca a mão na massa?

Boni – A ansiedade para fazer bem-feito e fazer rápido continua. Agora, os métodos são diferentes porque uma coisa é ter algo pequeno, outra, é estar pressionado pela responsabilidade de um negócio do tamanho da TV Globo. Eu não invejo os companheiros que ficaram lá porque é uma tarefa árdua, é difícil.

Estado – Para você, o que há de pior hoje na TV?

Boni – São esses programas no estilo O Povo na TV, que voltaram, que tratam a violência e a desgraça alheia como matéria-prima de entretenimento, fazem pseudojornalismo. Quando se denuncia o que está acontecendo, tudo é válido, mas fazer disso um espetáculo diário é muito chato.

Estado – Você já foi procurado para intermediar negócios de TV por empresários estrangeiros interessados nessa abertura de 30% ao capital estrangeiro na mídia nacional?

Boni – Não. E acho que, com 30% de possibilidade de capital, nenhum estrangeiro vai se interessar em entrar com capital na televisão brasileira. No meu entender, essa lei é inócua. Porque com 30%, o cara não manda nada. Ele poderia ficar com 30% da emissora exibidora e ficar com 100% da produtora e da empresa que vai comercializar, mas é um artifício que, quando se lida com investidores dessa natureza, que põem dinheiro em Bolsa e tal, se essas coisas não forem muito transparentes, não há interesse.

Estado – Você disse à revista ?Veja? que arrumou um grupo de sócios nacionais interessados em comprar 51% do SBT. Pode-se saber quem são eles?

Boni – Não, não pode, é segredo de Estado. Tem capital nacional interessado em televisão, em comunicação, mas é preciso que haja alguém interessado em vender. Eu não conheço ninguém interessado em vender.

Estado – Você tem alguma frustração por ter ficado seis anos longe do trabalho na TV?

Boni – Estive pensando eventualmente em outras coisas. Tem uma certa frustração porque gosto de mexer nisso, mas agora já estou mexendo de novo e está tudo bem.

Estado – Você tinha um projeto de formatar programas, ser tipo uma Endemol (dona do formato do ?Big Brother?, entre outros)…

Boni – Eu não seria nunca uma Endemol porque eu faria programas melhores.

Estado – É engraçado você falar mal do ?Big Brother?, sendo que as edições aqui foram todas dirigidas pelo Boninho, seu filho.

Boni – Boninho é o diretor, não tem nada a ver comigo. E ele faz direitinho, é o trabalho dele.

Estado – Mas o que você vê de pior num programa desses?

Boni – O texto, na televisão, é muito importante. Se você tem um ator – porque eles são atores – representando seus próprios papéis, ou imitando o papel de alguém que já fez aquilo num programa anterior, ele está criando um personagem e fazendo seu próprio texto. E, diante disso, eu prefiro o texto do Gilberto Braga, do Manoel Carlos, do Benedito Ruy Barbosa… Eles (do Big Brother) são previsíveis e o texto deles é primário.

Estado – Então é um ?fake show??

Boni – É um fake show, reality show não tem. Porque ninguém, quando você abre uma câmera e o cara, sabendo que aquilo está escondido, vai colocar a sua alma ali e fazer um texto. Como ele vai fazer um texto se ele não sabe nem falar?

Estado – Mas é um gênero que não pára de se multiplicar pelo mundo todo e das formas mais bizarras…

Boni – Não discuto o sucesso. O sucesso é indiscutível e vai continuar existindo. Discuto a qualidade. Eu não gosto. Acho o formato ruim e fico constrangido de assistir àquela exibição de pobreza intelectual.

Estado – Você chegou a conversar com a TV Gazeta para atuar na emissora?

Boni – Estávamos estudando alguma coisa com a TV Gazeta, que eu imagino, de novo, que o caminho da TV para melhorar esteja na TV regional. A TV Gazeta é uma TV muito bem-sucedida, do ponto de vista comercial, não estou falando como televisão. Ela teria de abrir mão da sua situação financeira para fazer um investimento no mercado. Isso eu acredito que ela não fará. O lucro da Gazeta, localmente, é o maior depois da Globo em São Paulo. É o segundo melhor lucro da praça. Mas, é evidente que eu prefiro o Silvio Santos dando prejuízo, com todo o risco que ele faz, porque pelo menos ele põe lá mão-de-obra e artistas brasileiros."

***

"TV Vanguarda procura novo Jô Soares", copyright O Estado de S. Paulo, 25/08/03

"Procura-se um novo Jô Soares, dirá a campanha a ser lançada pela Vanguarda de Taubaté (com retransmissores em 28 municípios). O concurso para encontrar um apresentador, ?ou apresentadora?, ressalta José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, patrocinador da Vanguarda, anunciará ainda que ?não precisa ser gordo, mas é preciso ter talento de peso?.

Seja lá quem for o eleito para o posto, os dois primeiros entrevistados do programa já estão definidos: ?Serão a Hebe e o Cid Moreira?, completa Boni, bingo, ambos nascidos em Taubaté. A idéia de criar uma identidade maior com a região terá chances de se concretizar em atrações que vão além dos telejornais locais, como acontece nas demais afiliadas das grandes redes nacionais. Isso porque a geradora da Vanguarda em Taubaté, uma nova concessão, já nasce com edital que permite esse espaço regional. Ou seja, caso seja aprovada no Senado a lei que determina a produção mínima de 20% de programação regional em todas as emissoras do País – a idéia já passou na Câmara -, a geradora da Vanguarda em Taubaté já estará dentro dos parâmetros legais.

A geradora de São José dos Campos, com retransmissores em 18 municípios, tem apenas duas horas diárias de programação local porque a concessão é antiga.

A emissora era da família Marinho, que vendeu 90% de sua participação a Boni e agora tem 10% da rede – em Taubaté, foi Boni quem ofereceu aos Marinhos sociedade em 10% da estação para fechar a rede Vanguarda com a abrangência que queria.

Agora, só lhe falta conquistar em São José as mesmas oito horas diárias de que dispõe na geradora de Taubaté para escapar da grade nacional da Globo.

?Como a Globo entendeu que São José e Taubaté são emissoras que têm de estar ligadas, a gente está trabalhando com o conceito de que essa área é instrumental e estamos pedindo que a Globo libere a programação também em São José, mesmo que a lei não passe?, argumenta o executivo.

A aposta não é pequena. ?O lucro não é palavra proibida, mas, no caso da comunicação, é uma coisa que, no meu entender, vem como conseqüência, não é o objetivo principal.? Além do pagamento da concessão de Taubaté, Boni lista alguns itens de sua recente lista de compras. Só de novos transmissores, são dez. ?Estamos fazendo dois carros de externa e trocamos 26 viaturas?, fala.

O tamanho da conta? ?Nem eu sei ainda, acabei de pedir uma reunião para saber como estamos andando. Estou mais ansioso que você para saber disso?, despista.

Mercado promissor – A área coberta pela Vanguarda vai englobar o Vale do Paraíba, a região Bragantina, Serra da Mantiqueira e Litoral Norte. Encontram-se aí cidades como Bragança Paulista, Jacareí, Paraibuna, Campos do Jordão, Pindamonhangaba, Aparecida, Caraguatatuba, São Sebastião, Ilhabela, Ubatuba, Cunha, Queluz e Bananal, entre outras. No mapa do consumo nacional, o interior paulista, de modo geral, é o segundo maior mercado do País.

Isso explica tanto entusiasmo de Boni, um homem que sonhou e fez a primeira rede de TV nacional, em voltar suas baterias agora para uma rede de âmbito regional.

Nos bastidores, os velhos amigos – E ainda bem que a Vanguarda retransmite a Globo, porque nenhum outro logotipo combinaria com a identidade visual que Boni vem imprimindo na tela de sua nova rede. As semelhanças com o plim-plim não são coincidência. Toda a turma que servia Boni na Globo aceitou convite dele para botar a Vanguarda em ação. A responsável pela criação gráfica é Ruth Reis, que trabalhou por 18 anos com Hans Donner, o designer que inventou toda a linguagem visual da Rede Globo.

?Todos os programas têm uma letra da palavra Vanguarda e, na formação da vinheta, o título do programa ?arranca? uma letra do nome Vanguarda?, explica Boni.

A parte técnica está nas mãos de Adilson Pontes Malta, ex-diretor da Central Globo de Engenharia. Os transmissores estão sob o comando de Antônio Oliveira, que cuidou de todos os transmissores da Globo, incluindo aí a antena que serve como ponto de referência de Sampa, no alto do prédio da TV Gazeta, na Av. Paulista. Os estúdios, com projeto e montagem, são obra de Baltazar Rebouças Feijó, que assinou boa parte dos estúdios montados na Globo. ?Tá todo mundo aí, os velhinhos estão todos aí?, comemora Boni.

A lealdade dos companheiros da Globo não se restringe ao pessoal de bastidores. Sessenta atores do primeiríssimo time – tipo Antônio Fagundes, Regina Duarte, Tony Ramos, Jô Soares e Malu Mader – gravaram vinhetas associando o nome de cada cidade coberta pela rede Vanguarda à marca Globo.

Exemplo: ?A TV Globo em Aparecida também é Vanguarda?. A idéia é marcar o nome Vanguarda, sem permitir que o público veja aquele canal como mero retransmissor da Globo.

A nova rede Vanguarda está no ar desde a última quinta-feira, ?para cumprir prazos legais?, argumenta Boni. Mas a estréia oficial, aí já tendo completado toda a troca e instalação de transmissores em toda a sua área de cobertura, está marcada para 20 de setembro.

Um dos caminhos já abertos pelo executivo para atrair criações inéditas para sua TV está nas universidades da região, a Unitau (Taubaté) e a Univap (Universidade do Vale do Paraíba). Boni conta com o fôlego dos estudantes para colecionar novas propostas de programas.

Em Taubaté, a primeira produção local nasceu do personagem mais famoso da região, Mazaroppi. O ator e cineasta é o foco de um documentário produzido pela própria equipe de jornalismo da emissora. ?Está muito bem feito, dentro do chamado padrão Globo de qualidade?, assegura. E, se não estivesse, diria a turma que bem conhece o homem, ele nem colocaria no ar."

 

NGT

"Novo canal tem camarim banhado a ouro", copyright Folha de S. Paulo, 24/08/03

"O canal ainda não contratou nenhum artista, mas já tem oito camarins à espera de estrelas. Com previsão de entrar no ar em outubro, a NGT (Nova Geração de Televisão) já esbanja sofisticação em suas instalações, no Butantã (São Paulo).

Seus camarins são temáticos. Tem um dedicado a Rita Lee, outro a Sargentelli e um terceiro à jovem guarda. O que mais chama a atenção é o camarim ?Grandes Estrelas?: seus equipamentos são banhados a ouro e cravejados de cristais Swarovski. A NGT, que promete ocupar o canal 48 (aberto) de SP com uma programação qualificada, diz que fez permuta com arquitetos, que terão um programa."

 

HOMEM-OBJETO

"Globo corre para ocupar vaga de ?Os Normais?", copyright Folha de S. Paulo, 24/08/03

"O programa que substituirá o seriado ?Os Normais? nas noites de sexta-feira da Globo, a partir de outubro, tem tudo para ser tachado de machista. Será sobre o universo masculino e só terá atores homens (que farão os eventuais papéis femininos). Mas seu criador, o autor e diretor João Falcão, 44, não está nem aí para as feministas de plantão. ?Já existem muitos programas femininos na televisão?, provoca.

A temática e o elenco masculinos, aliás, são praticamente os únicos elementos já confirmados no programa, um produto ?meio sitcom, meio show e meio documentário?, na definição de Falcão. ?Estamos correndo a mil e não temos nada definido. Ainda estamos tentando fechar o formato, enquanto escrevemos vários episódios ao mesmo tempo?, diz.

A correria se explica: faz apenas três semanas que Mário Lúcio Vaz, diretor da área artística da Globo, bateu o martelo sobre o substituto de ?Os Normais?. Faltam pouco mais de 45 dias para a estréia, a equipe de produção não foi montada e o elenco, até quinta-feira, ainda não estava totalmente escalado. Mas dá tempo.

O projeto de Falcão, que a Globo chama de uma ?evolução? do quadro ?Homem-Objeto?, exibido em abril no ?Fantástico?, já havia sido descartado pela emissora. Acabou ressuscitado por uma questão de política interna: ?Os Normais? é um programa do núcleo do festejado diretor Guel Arraes; seu substituto, então, tem de ter a grife de Arraes, responsável por ?Homem-Objeto?.

?Homem-Objeto? ainda é nome provisório, mas que pode ser definitivo. A Globo cogitou rebatizá-lo de ?Sexta sem Lei? e ?Tudo de Bom?, mas essas marcas já têm donos (a segunda é da MTV). Falcão, diretor de peças como ?Cambaio? e ?A Máquina?, admite o rótulo de ?versão masculina de ?Sex and the City?, mas diz que a paternidade do novo programa da Globo é mesmo de ?A Comédia da Vida Privada?, exibido entre 95 e 97, no qual colaborou.

Inspirado em texto de Luis Fernando Verissimo, assim como ?Comédia?, ?Homem-Objeto? nasceu no teatro. Em abril, foi transposto para a televisão em quatro episódios de dez minutos. No Ibope, não empolgou nem decepcionou. Na Globo, muita gente torceu o nariz para o ?embrião? da nova sitcom da emissora.

O programa irá entrar no ar em um horário que já deu muita dor de cabeça para a Globo. Antes de ?Os Normais?, a emissora tentou e não conseguiu manter a liderança no Ibope com ?Muvuca? e ?Meninas de Programa?.

?Os Normais?, que sai do ar com dois anos e meio de vida, porque seus autores, diretores e elenco alegam que o programa esgotou todas as possibilidades cômicas, registrou médias de 18 a 23 pontos neste ano."

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