Sexta-feira, 18 de Agosto de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº954

PRIMEIRAS EDIçõES >   FUTEBOL NA TV

Cristina Padiglione

Por lgarcia em 23/12/2003 na edição 256

DIRECTV / BRASIL

“DirecTV passa a ter todos os canais HBO”, copyright O Estado de S. Paulo, 18/12/03

“Os canais HBO Plus e HBO Family enfim chegam ao alcance dos telespectadores brasileiros a partir de hoje. A oferta, no entanto, vale apenas para assinantes da DirecTV, única operadora a distribuir os dez canais da HBO Brasil – na verdade, são cinco originais, cada um com direito a um canal clone, que exibe a mesma programação com três horas de atraso (ou delay, como se diz no jargão televisivo).

As novidades são os canais HBO Family e HBO Plus, que já chegam com seus pares, e canais de horário alternativo para o Cinemax e Max Prime, que já constavam do line up da operadora. Fechando o time, estão os patriarcas, HBO e HBO E (todos os canais-clone são identificados pela letra E, que aí significa ?Estrela?.

Os cardápios – O HBO Family, como bem diz o nome, é voltado para a família. Foi feito para ser mantido ao alcance das crianças. Não à toa, a programação é totalmente dublada em português…

Ah, sim, e a principal promessa: conteúdo sem violência. A programação para janeiro, por exemplo, prevê filmes como O Homem Bicentenário, Final Fantasy, Tobias e Seu Leão, e séries como Mafalda e As Aventuras de Babar.

No HBO Plus, a proposta é promover uma overdose de HBO – há maratonas das séries prediletas, tipo Família Soprano, Os Assumidos, Oz – A Vida é Uma Prisão ou A Sete Palmos, e maratonas com os principais destaques do mês.

Mas, como tudo isso já chegava aos assinantes via HBO (matriz), a grande chance de o HBO Plus atrair novos assinantes está na transmissão de boxe, com campeonatos ao vivo e o especial Oscar de La Hoya Apresenta: Boxe de Ouro. E mais filmes, que cinema nunca é demais. Para janeiro, o Plus anuncia títulos como Homem Aranha, O Conde de Monte Cristo, e Kate e Leopold.

Entre os estúdios que têm contrato com a HBO, estão Columbia Pictures/Tristar, Warner Bros e Buena Vista, sem falar nas produções da própria HBO, da Disney Pictures, Hollywood Pictures, Touchstone e Miramax.

A nova aposta da DirecTV não é um mero desfile de siglas. A marca HBO permanece como o grande diferencial entre quem tem Sky ou Net e quem tem TVA ou DirecTV. A chegada da HBO às operadoras do grupo Globo não mostra qualquer sinal de acontecer em médio ou curto prazo, por conflitos de interesse em relação à Rede Telecine, que só é distribuída pela Sky e pela Net. E a TVA não poderá arcar com os novos canais, até segunda ordem, por pura questão tecnológica. ?Não é que a gente tenha assinado um acordo de exclusividade; é que exitem pré-qualificações que nos permitem ter exclusividade na distribuição de todos os canais, como o fato de termos plataforma digital?, explica o Gerente-geral da DirecTV no Brasil, Luiz Eduardo Baptista.

Pesquisa instantânea – Segundo ele, a pretensão da operadora é dobrar o número de assinantes nos próximos cinco anos – o último balanço, divulgado em setembro, atribuía 402 mil assinantes à base da DirecTV. Para tanto, a operadora dispõe de uma ferramenta muito útil: o cartão usado pelo assinante para sintonizar a operadora, em aparelho anexo ao televisor, pode ser ?lido? por uma central de dados da DirecTV, que agora fica sabendo exatamente quais são os canais mais vistos por seu público e em que horários. ?Mas a gente não faz essa leitura sem a autorização do assinante: ele sempre é consultado previamente?, garante a Diretora de Marketing Fanny Friedmann.

O sistema permite à DirecTV observar, detalhadamente, os hábitos de mais de 1.200 assinantes, segundo Fanny. É mais que o dobro da mostra de pesquisas de audiência do Ibope. Ela se recusa a informar quais são os canais mais vistos, mas Baptista dá uma dica: pelo menos um canal de cada segmento do novo pacote básico da DirecTV foi escolhido com base nas informações coletadas dos cartões dos assinantes. Todas as estratégias pensadas para os novos pacotes da operadora foram planejadas com base nessa coleta de dados feita diretamente dos cartões dos assinantes.

Agora, o detalhe: certos de que os canais HBO são a grande atração, a operadora só oferece a marca em pacotes à la carte. O mais barato une os canais Cinemax e Max Prime, por R$ 14,00. Depois vem o pacote HBO digital, por R$ 26,00, com HBO, HBO E (a mesma programação, com três horas de delay…) e HBO Plus. A aquisição dos 10 canais da grife custa R$ 35,00, mas qualquer um desses pacotes à la carte só pode ser comprado após a adesão à assinatura do pacote básico, pomposamente batizado como ?Prata Plus?.”

 

TV BANDEIRANTES

“Band vai dublar novelas portuguesas”, copyright Folha de S. Paulo, 17/12/03

“A Band e a NBP, maior produtora de novelas de Portugal, assinaram anteontem em São Paulo um memorando de entendimentos que dá à emissora brasileira acesso ao acervo da portuguesa e que prevê a criação, no Brasil, de uma empresa unindo os dois grupos.

A nova empresa, pelo documento, terá de ser montada em um ano. Se vingar, irá produzir novelas no Brasil para a Band e mercados internacionais. ?Tudo vai depender de como andará a economia brasileira e da aceitação do público às novelas da NBP que exibiremos em 2004?, diz Marcelo Parada, vice-presidente da Band.

Os estudos orçamentários para desenvolver a nova produtora serão feitos ao longo de 2004, segundo Parada.

Já no final de janeiro, afirma o executivo, a Band irá começar a exibir o acervo da NBP. Em Portugal, as novelas da NBP, com títulos como ?Saber Amar?, são apresentadas pela rede TVI, que ultrapassou nos últimos três anos a audiência das da Globo, mostradas pela SIC (como ?Mulheres Apaixonadas? e ?Celebridade?).

Curiosamente, as novelas portuguesas serão dubladas no Brasil, apesar de ambos os países falarem a mesma língua, mas com sotaques muitos distintos. ?O brasileiro não entende o português de Portugal?, justifica Parada.

Um horário de novelas deverá ser aberto à tarde. Nesta semana, a Band decide se o vespertino ?Hora da Verdade? será extinto.

OUTRO CANAL

Flop 1

Foi um fiasco o primeiro fim de semana nos cinemas de ?Acquaria?, filme de Sandy e Junior, que, em renegociação com a Globo, vêm sendo boicotados pelos programas da emissora. Segundo a pesquisa Filme B, ?Acquaria? ficou em segundo lugar no ranking dos mais vistos no Brasil entre sexta e domingo, com 148,8 mil espectadores, atrás do estreante ?Irmão Urso? (162 mil).

Flop 2

O problema é que o longa de Sandy e Junior estreou em 320 salas, o que dá uma média baixa (155 pessoas por sala/dia) para uma produção com tanto barulho. Em 257 salas, ?Os Normais? teve 418 mil espectadores na estréia. Até o filme dos cassetas, que não vai muito bem, foi melhor: 211 mil pessoas em 250 salas.

Deserto

Quase vazio depois das cerca de 600 demissões neste ano e cancelamento de programas, o SBT resolveu economizar nos banheiros usados pelos funcionários. Lacrou vários deles em áreas de pouca circulação ou que possuem mais de um.

Generoso

O governo federal, que no primeiro semestre deste ano não distribuiu nenhum canal retransmissor de TV, começa a ceder aos apelos das emissoras. Só no ?Diário Oficial? de ontem, abriu consulta pública para a criação de 31 novas retransmissoras de TV, a maior parte em Minas e Maranhão.”

 

GALERA

“?Galera? é ?Malhação? com menos glamour”, copyright Folha de S. Paulo, 17/12/03

“A vida na escola é o assunto do seriado que a TV Cultura estreou neste início de férias (!?). O visual de ?Galera? é moderno. O projeto é cheio de boas intenções. Mas a trama é fraca em personagens e enredo.

O primeiro episódio mostrou o grupo em sala de aula, no recreio, com o diretor. O papo das cocotas que cuidam da dieta para não engordar. A convencional falta de interesse pela matemática que o professor insiste em ensinar. A vocação skate dos garotos. O desejo insaciável de todos pelo beijo de língua.

?Galera? é uma versão mirim e ?light? de ?A Turma do Gueto? (Record). A composição multicultural dos personagens admite negros, brancos, nisseis -e essa é a sua única característica marcante. Mais nova, essa galera não lida diretamente com o tráfico, mas a ele se refere.

Ainda distantes da violência que assola o cotidiano dos estudantes do curso noturno de ?A Turma do Gueto?, os adolescentes de ?Galera? vivem em crise existencial. O seriado pode ser visto como uma versão menos glamourosa e mais estilizada de ?Malhação?.

?Galera? é mais uma manifestação de um gênero que prolifera em diversos canais em horários parecidos. A sala de aula com suas carteiras enfileiradas, os corredores do colégio povoados de bedéis, além de professores compreensivos, lembram enlatados de sucessos como ?Carrossel?.

A preocupação pedagógica-liberal que predomina nesses seriados acentua um misto de novela açucarada e auto-ajuda adolescente, que não amplia repertórios. Há uma espécie de complacência nessas produções que não aponta caminhos ou incentiva pesquisas que ultrapassem o consumo entediante de libido, que assola o cotidiano televisivo de adultos e crianças.

Poderia a TV Cultura ousar vôos diferentes. Mais do que navegar em formatos e horários consolidados, deveria romper as convenções e desafiar a imaginação.

A indefinida textura da sequência de abertura, a montagem que confronta imaginação subjetiva do personagem com a sua banal realidade, por mais bem realizadas que sejam, não compensam a fragilidade do roteiro. Apesar do empenho da turma da Escola Estadual Professor Ascendino Reis. (Esther Hamburger é antropóloga e professora da ECA-USP)”

 

FUTEBOL NA TV

“Brasileiro sem final cai só 5% na Globo”, copyright Folha de S. Paulo, 16/12/03

“Encerrado anteontem com o campeão definido três rodadas antes, o primeiro Campeonato Brasileiro de pontos corridos não foi tão ruim assim no Ibope, apesar das reclamações da Globo de que a falta de mata-matas e finais para disputar o título derruba a média de audiência do torneio.

De fato a média caiu, mas não foi tão drasticamente. Na Globo, o Brasileiro de 2003 fechou com média de 24 pontos na Grande São Paulo (do primeiro, em março, ao último jogo), uma queda de 4,8% em relação ao campeonato de 2002, que teve média total de 25,2 pontos na emissora.

Na Record, que também exibiu o torneio, o Brasileiro registrou neste ano média de 4,7 pontos na Grande SP, contra 5,2 pontos em 2002 (queda de 9,6%). O total de televisores ligados durante os jogos foi de 54% em 2003, contra 56% em 2002. Cada ponto no Ibope na Grande São Paulo equivale a cerca de 48,5 mil domicílios.

Mais longo que o torneio do ano passado (agosto/dezembro), o Brasileiro-03 (março/dezembro) teve audiências mais consistentes entre abril e julho e em setembro. Caiu muito em dezembro, quando sua média foi de apenas 21,6 pontos no Globo.

No ano passado, com as finais entre Corinthians e Santos, o Brasileiro teve seu pico em dezembro, com média de 36,9 pontos na Globo. Mas a audiência foi menor (entre 21,6 e 23,1) nos seus primeiros meses (agosto a outubro).

OUTRO CANAL

Alerta 1

Baixou um pânico no departamento jurídico da Globo, dois meses atrás, quando ?Um Só Coração? já estava em gravação e sua exibição era irreversível. Os advogados temiam ações judiciais de descendentes de famílias tradicionais e/ou ricas, como os Chateaubriand, cujos antepassados são personagens da minissérie.

Alerta 2

O jurídico saiu a campo colhendo autorizações das famílias. Não só não encontrou resistência como foi estimulado a tratar personagens de forma crítica, sem bajulação. E Matarazzos e Penteados, por exemplo, continuam até hoje colaborando com os autores de ?Um Só Coração?, ambientada na primeira metade do século 20 em São Paulo.

Marca

Vai se chamar ?Pé na Bunda? a versão brasileira de ?Dismissed?, que a MTV começa a gravar em janeiro em Maresias, litoral de São Paulo. No ?reality show? original americano, duas pessoas fazem juntas uma ?balada picante? com um pretendente do sexo oposto. No final, uma delas é dispensada.

Reprise

O SBT vai ?criar? sua versão do ?Vale a Pena Ver de Novo?, da Globo. A partir de janeiro, dentro da ?nova? faixa de novelas que exibirá à tarde, no lugar do ?Falando Francamente?, irá reapresentar suas produções nacionais. A primeira deverá ser ?Fascinação? (1998), de Walcyr Carrasco, com Regiane Alves.”

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