Quinta-feira, 23 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

PRIMEIRAS EDIçõES > TV GLOBO

Daniel Castro

Por lgarcia em 26/02/2003 na edição 213

TV CULTURA

“Cultura demite 18% e extingue programas”, copyright Folha de S. Paulo, 22/02/03

“A Fundação Padre Anchieta, que mantém a TV Cultura, anunciou ontem a demissão de 209 de seus 1.301 funcionários e a rescisão de contrato de 47 de seus 116 profissionais que trabalham como pessoas jurídicas.

O corte atinge 256 pessoas, 18% do total de funcionários e prestadores de serviços (1.417) da fundação. Custarão R$ 6 milhões em indenizações e gerarão uma economia mensal de R$ 1,152 milhão.

Em sua pior crise desde os anos 90 (a emissora não fazia cortes em massa desde 1998), a Cultura também irá extinguir programas e reformular os mantidos. Na próxima segunda, já não será mais exibido o matinal ?Matéria Pública?, que será substituído por infantis. Em janeiro, já haviam sido extintos o ?Alô, Alô? e o ?Musikaos?.

Os cortes são resultado de um estudo feito por uma comissão de ?planejamento estratégico? criada no ano passado. Em carta enviada aos membros do conselho curador da fundação na noite de quinta, o presidente, Jorge da Cunha Lima, afirma que ?os objetivos dessa reestruturação são alcançar o equilíbrio financeiro da instituição e instituir um novo modelo de produção-exibição?.

Deficitária, a Cultura depende de verbas do governo do Estado de São Paulo que, no ano passado, cortou R$ 18 milhões dos R$ 87 milhões previstos em orçamento. Para 2003, o Estado prevê repassar R$ 90 milhões, mas esse valor está sujeito a cortes.”

“Começam as demissões na Cultura”, copyright Comunique-se (www.comunique-se.com.br), 21/02/03

“A alta direção da TV Cultura de São Paulo iniciou nesta sexta-feira (21/2) o processo de demissão na emissora. As informações obtidas por Comunique-se, junto a colegas da redação, dão conta de que o corte atingirá 250 pessoas, nesse total incluídos 30 colegas contratados como pessoas jurídicas, o que foi confirmado pela assessoria de imprensa através de comunicado. As demissões ainda estão em curso e vão ser efetivadas ao longo de todo o dia. Uma das decisões já comunicadas é o fim do programa Matéria Pública, apresentado diariamente pela manhã por Éderson Granetto e Laila Dawa. Ambos continuarão na emissora em novas funções: Laila voltará para a reportagem e Éderson terá sua situação definida tão logo regresse de férias. Três dos editores do programa foram dispensados, entre eles Ricardo Porto e Adriana Mabília, e também a editora de Internacional que os amigos chamam carinhosamente de Coca. Outros dois editores do programa serão transferidos para o Jornal da Cultura, e um dos produtores vai para o Diário Paulista.

O Sindicato dos Radialistas foi convocado e está mobilizando os funcionários para uma paralisação. E o faz sobretudo por entender que a direção da emissora desrespeitou o acordo com o Conselho Curador de antes de efetivar os cortes apresentar todos os detalhes e números da casa. Isso quer dizer, em outras palavras, que o presidente Jorge da Cunha Lima ?decidiu peitar o Conselho Curador?, nas palavras de um dos colegas da Cultura, que falou a Comunique-se.

O representante dos funcionários, chamado por Cunha Lima, questionou o procedimento da Fundação e ouviu dele a afirmação de que o Conselho não pode interferir no dia-a-dia da emissora, embora tenha o poder de anular decisões que venham a se mostrar ilegal ou sem consistência jurídica. O que não seria o caso, segundo Cunha Lima.

A informação, ainda extra-oficial, é de que serão 41 demissões no jornalismo. No pacote de demitidos estão os que haviam pedido para sair, os aposentados e colegas de todas as áreas da emissora (administrativa, técnica, transportes etc.). Entre os colegas de maior experiência que já foram comunicados da demissão está Reinaldo Gomes, sub-chefe de Reportagem.

Comunique-se voltará com novas informações ao longo do dia sobre as demissões na TV Cultura.

Leia o comunicado da Fundação Padre Anchieta sobre a reestruturação da emissora:

?A Fundação Padre Anchieta conclui hoje (21/02/03) um processo de reestruturação desencadeado por recomendação da Comissão de Finanças do Conselho Curador e resultado de um estudo feito pelo grupo de planejamento estratégico instituído pela presidência. Os objetivos principais dessa reestruturação são: alcançar o equilíbrio financeiro da instituição e instituir um novo modelo de produção- exibição para a TV Cultura, mais adequado à sua missão pública e aos seus recursos e coerente com novos paradigmas tecnológicos.

Ambos objetivos requerem o dispensa de 209 funcionários e a rescisão de contratos com pessoas jurídicas, decisões criteriosamente balizadas pelos objetivos pretendidos. A empresa vai garantir aos demitidos a continuidade, por ainda três meses, do benefício de assistência médica, além dos direitos assegurados em lei?.”

“TV Cultura demite 209 e dá por encerrada reestruturação”, copyright Cidade Biz (www.cidadebiz.com.br), 19/02/03

“A TV Cultura demitiu 209 funcionários. A medida, de acordo com o porta-voz, dá fim ao processo de reestruturação da emissora, iniciado há um mês, com a extinção do programa Alô, Alô, da humorista Fafy Siqueira, e outras alterações na grade. A Fundação Padre Anchieta, da TV Cultura, busca um equilíbrio financeiro e um modelo de produção-exibição para mais adequado aos seus recursos, segundo o comunicado distribuído à imprensa nesta sexta. Os cortes atingiram principalmente as áreas de programação, técnica e jornalismo do canal.

?A Fundação Padre Anchieta conclui um processo de reestruturação desencadeado por recomendação da Comissão de Finanças do Conselho Curador e resultado de um estudo de planejamento estratégico instituído pela presidência?, diz a nota.

Em seguida, o texto fala das metas da emissora: ?Os objetivos principais dessa reestruturação são: alcançar o equilíbrio financeiro da instituição e instituir um novo modelo de produção-exibição para a TV Cultura, mais adequado à sua missão pública e aos seus recursos e coerente com novos paradigmas tecnológicos?.

O comunicado chega, então, aos cortes. ?Ambos objetivos requerem a dispensa de 209 funcionários e a rescisão de contratos com pessoas jurídicas, decisões criteriosamente balizadas pelos objetivos pretendidos?, afirma a nota. ?A empresa vai garantir aos demitidos a continuidade, por ainda três meses, do benefício de assistência médica, além dos direitos assegurados em lei.?

Alô, Alô saiu da grade da TV Cultura ao perder apoio cultural e publicidade institucional, o que a tornou cara para os padrões da Fundação Padre Anchieta. Também foram anunciadas mudanças no Vitrine, que ficou apenas com o apresentador Marcelos Tas, do time que possuía, e a suspensão das gravações de Musikaos, porque o ex-VJ Gastão Moreira, que comandava o programa, mudou-se para Florianópolis.”

 

TV GLOBO

“Globo define grade e reavalia minissérie”, copyright Folha de S. Paulo, 21/02/03

“A Globo elegeu as noites de terças-feiras para testar novos programas neste ano. Nos demais dias, não haverá mudanças na grade do horário nobre. As novidades, às terças, serão ?Carga Pesada? e ?Arquivo de um Crime?, a partir de abril, quando a emissora lança sua ?nova? programação.

Nesta semana, a Globo definiu a data de estréia de ?Carga Pesada?, que começa a ser gravado na semana que vem. Será dia 29 de abril, após ?Casseta & Planeta?. O seriado terá quatro episódios. Será substituído pelo ?reality show? ?Arquivo de um Crime?. Ambos podem voltar no segundo semestre, se forem bem no Ibope.

Antes de 29 de abril, a Globo irá tapar o buraco deixado por ?Big Brother Brasil? com três edições de ?Terça Nobre?. Serão episódios já gravados para a série ?Brava Gente?. A quarta edição de ?BBB? deverá ficar para o início de 2004, apesar da pressão do departamento comercial.

Patrocinado pela Volkswagen, ?Carga Pesada? terá no elenco fixo, além de Stênio Garcia (Bino) e Antonio Fagundes? (Pedro), Patrícia Pillar (uma caminhoneira) e Wagner Moura, de ?Deus É Brasileiro?, como filho de Bino.

A direção artística da Globo está estudando a relação custo-benefício de exibir, em julho, a minissérie ?Aquele que Deve Morrer?, escrita às pressas por Agnaldo Silva. Com apenas 16 capítulos, a minissérie corre, hoje, o risco de ser adiada, por ser muito cara.”

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