Terça-feira, 22 de Maio de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº987
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PRIMEIRAS EDIçõES > NEVES vs. DATENA

Daniel Castro

Por lgarcia em 01/07/2003 na edição 231


NEVES vs. DATENA

“Guerra do ibope vai parar na delegacia”, copyright Folha de S. Paulo, 25/06/03

“A guerra pela audiência entre os policiais ?Cidade Alerta? (Record) e ?Brasil Urgente? (Band) ultrapassou a disputa, às vezes com empurrões, entre repórteres pelas mesmas notícias e chegou anteontem à delegacia de polícia.

Milton Neves, apresentador do ?Cidade Alerta?, registrou boletim de ocorrência no 36? Distrito Policial (Vila Mariana, zona sul de São Paulo) dizendo ter sido ameaçado de morte por José Luiz Datena, âncora do ?Brasil Urgente?.

Eles discutiram durante a entrega do Prêmio Super Cap de Ouro, em uma cerimônia com mais de 800 pessoas no Círculo Militar.

Segundo a versão de Neves, ele e Datena estavam no palco com outros 15 premiados, quando o rival lhe teria dito: ?Se você me chamar de novo de cachorro louco no ar, eu acabo com você, te arrebento, te destruo, te quebro?.

Arrolados como testemunhas de Neves, Mauro Naves (repórter da Globo), Oscar Schmidt (ex-jogador de basquete) e Carlos Silveira Rodrigues (comandante-geral da Polícia Militar) teriam impedido uma briga. ?Ele [Datena] só não é agressor físico por causa do Mauro [Naves] e do Oscar [Schmidt]?, disse Neves à Folha.

Datena também diz que foi vítima: ?Ele [Neves] me agrediu verbalmente, chegou a me segurar pelo terno. Tentei evitá-lo e ele veio atrás de mim?, disse por meio de sua assessoria. Ontem à tarde, ele registraria queixa contra Neves no 34? DP (Vila Sônia).”

“Apresentadores de tevê levam atritos para o Judiciário”, copyright Revista Consultor Jurídico (www.conjur.com.br), 30/06/03

“Os apresentadores José Luiz Datena (TV Bandeirantes) e Milton Neves (TV Record) decidiram não tocar em frente a altercação que os levou à delegacia, dias atrás. Os registros policiais não devem ser levados à via judicial.

A popularidade e o tipo de matéria prima com que trabalham esses astros da mídia tem feito deles personagens do Judiciário. E como quase todos os litígios é entre eles próprios ou com suas emissoras, a perspectiva é a de que os derrotados sejam eles próprios: os jornalistas e seus empregadores.

Ao menos no caso de Datena, a decisão de evitar mais um contencioso é prudente. Ele acumula diversos processos como réu e autor em diferentes foros judiciais. Nessa direção, o animador pode até mesmo se inviabilizar profissionalmente. Isso já ocorreu com outra estrela do jornalismo popular. Celso Russomanno chegou a acumular tantos processos contra ele que o SBT, assustado com o montante das indenizações que se anunciava (cerca de R$ 21 milhões), afastou o hoje deputado. A conclusão foi a de que o atrativo de sua popularidade passou a ser menos vantajoso que os riscos oferecidos pelo seu estilo.

Na área criminal, Datena é processado por pelo menos um telespectador. Ele alegou que se sentiu ofendido com expressão usada pelo apresentador na narração de uma notícia. Em primeira instância, Datena foi absolvido. O caso está agora no Tribunal de Alçada Criminal de São Paulo.

Datena não tem boas relações com seus ex-empregadores. Ele é réu em processos movidos pela TV Record e pela TV Ômega (Rede TV). A Record entrou com ação por quebra de contrato contra o jornalista e sua empresa – a JLD Mídia e Informática. A emissora de Edir Macedo quer receber R$ 9,6 milhões por quebra de contrato. Também entrou com uma ação de consignação de pagamento contra a empresa do jornalista. Segundo o advogado da TV Record, Renato Herani, a JLD Mídia se negou a emitir nota fiscal para o pagamento da última remuneração da empresa. Por isso, a emissora entrou com a ação para depositar o valor em juízo.

A Record entrou, ainda, com protesto contra alienação de bens. A Justiça atendeu este pedido da Record e foram publicadas nos jornais Folha de S. Paulo e Gazeta Mercantil informações sobre as ações que a emissora move contra ele e contra sua empresa. De acordo com o advogado, as informações servem de alerta para que as pessoas saibam que os bens de Datena e de sua empresa podem ser usados para garantir possíveis condenações. As ações tramitam na 21? Vara Central de São Paulo.

Herani informou à revista Consultor Jurídico que Datena move ação trabalhista contra a emissora para pedir reconhecimento de vínculo empregatício, direitos trabalhistas, dano moral e multa de R$ 9,6 milhões. ?O estranho é que ao mesmo tempo ele e a empresa fizeram reconvenção, na área cível, alegando quebra de contrato de prestação de serviços. Ou seja, há uma contradição: ele pleiteia direitos ora como empregado, ora como prestador de serviços. Trata-se de uma estratégia processual. Porém, é evidente que a relação da Record com a empresa de Datena sempre foi de prestação de serviços?.

A TV Omega — Rede TV — também move ação de consignação contra Datena. A emissora depositou, em Juízo, cerca de R$ 500 mil. A Rede TV também reivindica multa por rescisão contratual de R$ 5 milhões. Neste caso, a emissora conseguiu tutela antecipada para bloquear o numerário na ação de consignação. A Justiça concedeu tutela antecipada para bloquear os R$ 500 mil depositados em Juízo.

A Rede TV, então, pediu a penhora do faturamento da empresa no valor restante da multa. Ainda não há julgamento. Todas as ações estão na 1? Vara Cível de Barueri.

A emissora também fez um protesto contra alienação de bens do jornalista e da empresa, publicado no Diário Oficial e no Jornal da Tarde.

Datena acionou a Rede TV para ter reconhecido seu vínculo empregatício. O pedido foi julgado improcedente em primeira instância. Datena recorreu ao TRT paulista.

Da parte de Milton Neves, o advogado Fernando Castelo Branco, informa que não se tem conhecimento de qualquer ação criminal em que o apresentador seja réu. O jornalista move duas ações na área criminal — uma contra Jorge Kajuru e outra contra José Trajano. As queixas-crime foram recebidas pela Justiça de primeira instância. Não há decisão de mérito.

Antonio Carlos Sandoval Catta-Preta, outro advogado de Milton Neves, informa que, atualmente, Neves move outras duas queixas-crime contra Kajuru e uma contra o jornalista Silvio Luiz, além de indenização por danos morais contra José Trajano. Nenhum dos casos tem decisão definitiva.

A queixa-crime movida contra Silvio Luiz foi rejeitada. O Ministério Público e Neves apelaram. O caso está no Tribunal de Alçada Criminal de São Paulo. As duas queixas-crime contra Kajuru, em que Catta-Preta representa Neves, foram aceitas. Mas ainda há recurso. Segundo o advogado, Milton Neves não é réu em nenhum processo.

Ao informar que desistiria da pendenga contra Datena, Milton Neves afirmou que o atrito entre os dois só interessa às pessoas que não gostam deles. Ou que os invejam. Afinal, só o salário de Datena está em torno de R$ 150 mil ao mês.”

“Datena e Neves: briga chega ao fim”, copyright Comunique-se (www.comunique-se.com.br), 27/06/03

“A briga entre Milton Neves, apresentador do programa Cidade Alerta (TV Record), e José Luiz Datena, âncora do Brasil Urgente (TV Bandeirantes), deve chegar ao fim. Milton Neves diz que não vai dar andamento ao processo, iniciado por ele ao registrar boletim de ocorrência no 36? Distrito Policial (Vila Mariana, Zona Sul de São Paulo) contra o concorrente. Datena também procurou a polícia. Ele foi ao 34? Distrito Federal no dia 24/06.

A história começou quando os dois âncoras se encontraram na entrega do prêmio Super Cap de Ouro. Milton Neves diz que foi vítima de um agressor verbal. Ele conta que, depois de Datena ter cumprimentado todas as pessoas presentes no palco, o concorrente lhe disse: ?Se voltar a me chamar de novo de carrocho louco no ar, eu acabo com você, te arrebento, te destruo, te quebro?.

Milton Neves afirma que tentou contornar a situação, elogiando Datena: ?Pára com isso, você é um cara competente?.

No boletim de ocorrência feito por Datena consta que ?de forma áspera e agressiva, ele (Neves) disse que não precisava ser tratado daquela maneira pois nada havia me feito a não ser o fato de não ter me cumprimentado naquela noite?. Ainda de acordo com o documento, Neves teria pego Datena pelo braço e puxado seu paletó.

Através da assessoria de imprensa da Record, Milton Neves disse que vai usar o bom senso, decidindo não dar andamento ao processo. ?Essa briga não vai levar a nada?, afirmou.

?Fico muito feliz. É uma atitude de extremo bom senso. O que houve não justifica todo esse barulho?, declarou Datena.”

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