Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

PRIMEIRAS EDIçõES > ***

Daniel Castro

Por lgarcia em 19/08/2003 na edição 238

ENTREVISTA / GILBERTO BRAGA

"Pescador De Ilusões", copyright Folha de S. Paulo, 17/08/03

"O escritor Gilberto Braga, 57, está finalmente saindo da outrora espaçosa geladeira da Globo. Em outubro, nove anos depois de sua última novela das oito, ?Pátria Minha?, o autor, um dos mais respeitados do país, volta ao horário nobre, com ?Celebridade?.

Depois de 1994, o criador de ?Dancin? Days? (1978) e ?Vale Tudo? (1988) escreveu uma minissérie, ?Labirinto? (1998), e uma novela das seis, ?Força de um Desejo? (1999). Nesses nove anos, Manoel Carlos, Aguinaldo Silva e Benedito Ruy Barbosa emplacaram, cada um, três novelas das oito.

Gilberto Braga, que teria caído em ?desgraça? após o relativo fracasso de ?Força de um Desejo?, não entra em divididas. Prefere admitir que sempre teve dificuldade em lidar com um público tão heterogêneo como o que assiste a telenovelas. ?A gente quer agradar a todos. Isso sempre me pareceu a maior dificuldade na realização de novelas?, diz.

?Celebridade? será sobre o universo da fama -tema já visitado no cinema por Woody Allen em ?Celebridades? (98). Será protagonizada por Malu Mader, que viverá uma promotora de shows rodeada de candidatos à fama e de jornalistas, nem sempre éticos. A personagem de Malu, Maria Clara, terá como antagonista a vilã Laura (Cláudia Abreu).

A novela entraria no ar em junho do ano passado. Foi adiada duas vezes, e cedeu lugar para ?Esperança? e ?Mulheres Apaixonadas?. Na primeira ocasião em que foi adiada, o problema teria sido a existência em sua trama de personagens que obtiveram fama instantânea em ?reality shows?. Depois, a Globo pediu a Braga que mudasse a profissão da protagonista, inicialmente uma estrela do telejornalismo, o que incomodou o departamento de jornalismo da emissora, que temia confusão entre a ficção e a realidade.

?Celebridade?, segundo Gilberto Braga, não tem a pretensão de ser um retrato do Brasil como foi ?Vale Tudo?. É apenas mais uma novela centrada nos conflitos entre duas mulheres. Mas tem todos os elementos de suas novelas.

Na entrevista a seguir, por e-mail, o ex-jornalista Gilberto Braga fala de sua novela e das elites, que, segundo ele, estão mais éticas do que na época de ?Vale Tudo?.

Folha – Suas novelas são famosas por retratar conflitos entre classes sociais e temas (pelo menos outrora) polêmicos, como corrupção. O que teremos em ?Celebridade??

Gilberto Braga – Acho que você está falando mais de ?Vale Tudo? e ?Pátria Minha?, porque em ?Dancin? Days?, ?Água Viva?, ?Corpo a Corpo? ou ?O Dono do Mundo? não havia nada disso. Não tenho por objetivo repetir o universo de ?Vale Tudo?, apesar de ser minha novela preferida.

Folha – A imprensa foi coadjuvante em várias de suas novelas. Agora, aparentemente, ela será central. ?Celebridade? terá uma abordagem crítica da imprensa? Até certo ponto, não seria uma autocrítica da própria Globo? Você não teme reações de veículos que eventualmente se sintam atingidos?

Braga – A imprensa não me parece central e, sim, coadjuvante. Às vezes, com uma dose de crítica aos jornalistas que não respeitam privacidade. Felizmente, não se trata da maioria. A história deixa muito claro que a maior parte dos jornalistas é do bem, checa suas fontes etc. Já alguns são capazes de atitudes pouco éticas para ter matérias de impacto.

Apesar de o vilão (Renato, vivido por Fábio Assunção) ser editor de uma revista que lida com celebridades (e ele não é vilão só como jornalista, seu mau-caratismo abrange áreas distantes de sua vida profissional), e haver um repórter (Joel, André Barros) e um paparazzo (Ivan, Marcelo Laham) sem grandes escrúpulos, além de um segundo repórter agressivo, de participação secundária (Guilherme, Marcelo Valle), temos o dono da cadeia de revistas (Lineu, Hugo Carvana) totalmente ético no que toca à privacidade, o editor de uma outra revista, um semanário de nome ?Palavra?, um exemplo de ética (Queiroz, Otávio Muller), o jornalista admirável que, no início da história, passa por uma fase de decadência (Cristiano, Alexandre Borges), um fotógrafo glamouroso super do bem (Bruno, Sérgio Menezes) e uma repórter da revista ?Fama? muitíssimo simpática, gente boa mesmo, que vibra com seu trabalho (Vitória, Débora Lamm).

Enfim, me parece haver um bom equilíbrio entre jornalistas éticos e não-éticos.

Folha – Uma das locações será um centro empresarial que representa a fictícia Editora Vasconcelos, dirigida pelo personagem de Hugo Carvana, que terá revistas e canais de TV. Não seria uma referência às Organizações Globo?

Braga – Não, a Editora Vasconcelos não me parece ter nada a ver com a Globo.

Folha – ?Celebridade?, então com o título de ?Fama?, estava prevista para entrar no ar em junho do ano passado. Na época, ventilou-se na Globo que houve veto da cúpula da emissora a personagens de celebridades instantâneas, criadas por ?reality shows?. A Globo não aceitou essa autocrítica?

Braga – A sinopse foi feita no primeiro semestre de 2001. Eu também li em alguns jornais que a direção da emissora não queria a temática [?reality shows?], mas acho que são cogitações. Isso nunca me foi dito e não haveria motivo para que não dissessem.

A história deveria ir ao ar depois de ?O Clone?. Não foi porque houve uma pré-venda de ?Esperança? para a Itália. Ficou acertado que iria em seguida. Na época de começar a escrever, pediram que eu mudasse o meio em que a história se passava. Porque a protagonista era uma estrela do jornalismo televisivo, não baseada em ninguém da vida real em especial. Mas a gente ia precisar de muitas cenas com essa jornalista no ar, isso criava uma certa confusão para o departamento jornalístico, e me foi pedido que modificasse a atividade da protagonista.

Isso implicava várias mudanças de trama. Para eu ter tempo de fazer essas mudanças, a solução foi realizarem ?Mulheres Apaixonadas? antes. Optamos pela profissão de empresária musical para a protagonista.

Não senti qualquer problema de que a Globo não aceitasse alguma autocrítica, até porque não havia qualquer crítica à protagonista. Foi considerado que poderia ficar confuso ter uma jornalista de televisão protagonizando uma novela, e eu concordo totalmente.

Folha – Sua última novela das oito foi ao ar há nove anos. Por que ficou tanto tempo fora do horário nobre? A Globo o colocou na geladeira depois de ?Força de um Desejo?, que não foi um sucesso?

Braga – De ?Vale Tudo? (1988) em diante, meus contratos prevêem uma novela a cada três anos. Fiz ?O Dono do Mundo? (1991), a minissérie ?Anos Rebeldes? (1992), ?Pátria Minha? (1994/95) e a minissérie ?Labirinto? (1998). Eu fiz ?Força de um Desejo? (1999) às 18h porque a direção da emissora queria um remake de ?Dancin? Days? para as 18h, e eu só estava interessado em escrever o remake para as 21h.

Me ofereci para fazer uma novela das seis porque o contrário me pareceria antipático. Assim, a Globo fez outro remake de um grande sucesso de ?novela das oito? às 18h, ?Pecado Capital?, e eu escrevi ?Força de um Desejo?. Que a meu ver foi bem-sucedida, eu gosto bastante da novela.

?Força? estreou com uma média de 26 pontos e nunca passou dos 28, o que é baixo para o horário. E teve bem pouca repercussão. Ninguém na emissora jamais me pediu para mudar o que quer que fosse, os ?group discussions? [pesquisas com telespectadores] eram bons. Por que não chegávamos a 30 pontos antes das semanas finais eu não sei.

Folha – Detecta alguma dificuldade em lidar com o grande público?

Braga – Eu sempre tive dificuldade em lidar, não digo com o grande público, mas com o público tão heterogêneo que assiste a uma novela. A gente quer agradar a todos. Isso sempre me pareceu a maior dificuldade na realização de novelas.

Folha – Como você vê as lésbicas de ?Mulheres Apaixonadas?, que não tiveram rejeição? Ficou mais fácil abordar temas polêmicos?

Braga – Acho uma história muito interessante. Mas as lésbicas de ?Vale Tudo? também não tiveram rejeição, assim como o casal gay de ?A Próxima Vítima? [Sílvio de Abreu, 1995]. Em ?Torre de Babel? [Sílvio de Abreu, 1998], acho que o problema foi que tínhamos duas estrelas nos papéis. Por enquanto, é mais fácil que se aceite homossexualismo com atores menos conhecidos.

Folha – A atual novela das oito é um dos maiores sucessos de audiência dos últimos tempos. A responsabilidade de manter essa audiência (ou pelo menos não perder muito) não lhe tira o sono?

Braga – Espero que a minha novela agrade. E prefiro entrar depois de um grande sucesso. Levantar horário é mais penoso.

Folha – Você teme a rejeição de determinados personagens, como já ocorreu em outras novelas suas? Está tomando cuidados?

Braga – Eu só me lembro de ter tido problema de rejeição na personagem de Malu Mader de ?O Dono do Mundo?. Muita gente considerou que o vilão (Antonio Fagundes) estava certo em seduzir a noiva virgem porque ?era o seu papel de homem? e ela foi ?leviana? por ter cedido.

Nós conseguimos logo conquistar alguns espectadores que chegamos a perder por umas três semanas para a novela mexicana ?Carrossel? [SBT].

Folha – O Brasil ainda merece uma banana, como fez o personagem de Reginaldo Farias no final de ?Vale Tudo?? O Brasil está mais ético?

Braga – Nunca pensei nesses termos. O Brasil da era anterior a Fernando Collor [de Mello] não merecia aquela banana. O gesto foi característico de uma elite que só pensa em si. Essa elite infelizmente ainda existe, mas está com as barbas bem mais de molho.

Felizmente estamos vivendo dias em que a ética parece uma preocupação geral. Há quem considere que a discussão de ética proposta em ?Vale Tudo? até contribuiu para isso.

Folha – Desde que você começou a fazer novela, quais são as principais mudanças sociais que ocorreram no país?

Braga – Acho que a elite ficou levemente mais ética, ao menos os mais reacionários já têm na maioria das vezes consciência de que devem disfarçar um pouco. É um avanço, embora a elite ainda esteja bem longe de entender mesmo os direitos de cada cidadão.

Folha – Três elementos da realidade brasileira que não podem faltar em uma novela das oito.

Braga – Desemprego, violência e desrespeito a direitos humanos."

 


"?Celebridade? Por Gilberto Braga", copyright Folha de S. Paulo, 17/08/03

"?Esta é a terceira novela, pelo menos, em que minha espinha dorsal é a oposição de duas mulheres. Em ?Dancin? Days? eram duas irmãs; em ?Vale Tudo? eram mãe e filha. Aqui é a história de uma vilã sem escrúpulos, Laura (Cláudia Abreu), obcecada por uma celebridade, Maria Clara (Malu Mader), uma empresária do mundo musical que se tornou conhecida como modelo.

Fica logo evidente que Laura tem por objetivo dar um golpe em Maria Clara. Que golpe é esse e se há razões especiais para a escolha da vítima são segredos da trama. Todos os personagens de nossa história são celebridades ou cercam celebridades, convivem com elas.

Como em toda novela, temos um bom número de histórias paralelas. Aqui, uma das minhas preferidas é a cômica, que opõe duas manicures, Darlene (Deborah Secco) e Jaqueline (Juliana Paes), dispostas a tudo para se tornarem famosas, sem que tenham qualquer talento especial. Há um soldado do Corpo de Bombeiros, Vladimir (Marcelo Farias), que sem fazer esforço algum para isso, muito pelo contrário, vai-se tornando famoso.

Maria Clara é explorada pela família: a irmã invejosa, Ana Paula (Ana Beatriz Nogueira), o cunhado medíocre, Nelito (Taumaturgo Ferreira), e sua mãe, Corina (Nívea Maria), que protege a irmã sanguessuga.

Nos primeiros capítulos Maria Clara vai ser apaixonada por Otávio (Thiago Lacerda), um executivo que não suporta o peso de ser conhecido como ?o namorado da celebridade?.

Logo em seguida, Maria Clara vai se envolver com um homem casado, Fernando (Marcos Palmeira), produtor de cinema, cujo sogro, Lineu (Hugo Carvana), dono de uma poderosa empresa de comunicações, não se dá com ele, por achar que Fernando se casou por interesse com sua filha, Beatriz (Deborah Evelyn). O casal tem dois filhos: Inácio (Bruno Gagliasso) e Fábio (Bruno Ferrari).

Laura vai ter envolvimento com o vilão da novela, Renato (Fábio Assunção), sobrinho de Lineu, editor da revista ?Fama?, que explora o universo das celebridades, e seu amante, Marcos (Márcio Garcia, amante da Laura, não do Renato), parceiro no golpe que pretendem dar.

Temos ainda a história de um jornalista brilhante que passa por um período difícil devido a uma crise pessoal, Cristiano (Alexandre Borges), viúvo, pai do adorável menino Zeca (Brunno Abrahão), mas vai dar a volta por cima graças à secretária de Maria Clara, Noêmia (Júlia Lemmertz), uma mulher admirável que tem gravíssimo problema de falta de auto-estima.

Temos ainda uma trama de amor jovem, envolvendo, principalmente, Inácio (Bruno Gagliasso), Sandra (Juliana Knust), sobrinha de Maria Clara, e Paulo César (Paulo Vilhena), filho de Noêmia.?"

 

O PIOR DA TV

"… e o Santa Clara vai para…", copyright Folha de S. Paulo, 17/08/03

"A sétima edição do Troféu Santa Clara, que premia o pior da televisão aberta brasileira, contou com 861.334 votos. O prêmio simbólico criado pela Folha tem o objetivo de fazer uma crítica bem-humorada à programação da TV.

Pela terceira vez, os vencedores foram eleitos pelos leitores -que votaram pela Folha Online-, além de um corpo de jurados.

Neste ano, o grande vencedor do Santa Clara foi João Kléber, que recebeu a maior votação dentre as 17 categorias do prêmio. Foi eleito o pior apresentador da TV com 28.966 votos, ganhando com folga de Fausto Silva, que ficou em segundo com 7.905, e de Sérgio Mallandro, em terceiro, com 6.326.

João Kléber tornou-se bicampeão e conseguiu superar sua própria marca, já que em 2002 venceu a mesma categoria com 21.638. E, neste ano, leva para casa dois troféus: o ?Canal Aberto?, que apresenta na Rede TV!, ganhou o grande prêmio de pior programa da TV brasileira.

Outro bicampeão é Otávio Mesquita, apresentador do ?A Noite É uma Criança?, na Bandeirantes. Ele foi escolhido novamente como o pior entrevistador. E desta vez quase dobrou a votação de 2002: saltou de 9.320 para 17.811.

Já a pior apresentadora desta temporada foi Márcia Goldschmidt, do ?Hora da Verdade?, da Bandeirantes. Eleita por 14.692 votos, ultrapassou Luciana Gimenez, do ?Superpop? (Rede TV!). A campeã de 2002 ficou em segundo neste ano, com 11.018 votos.

Xuxa Meneghel levou o bronze, com 8.534 votos. Mas os leitores não a deixaram a ver navios: seu programa, ?Xuxa no Mundo da Imaginação?, venceu na categoria de pior infantil. Com 21.861 votos, teve quase quatro vezes a votação do segundo colocado, ?Bom Dia & Cia? (5.806), apresentado por Jackeline Petkovic, no SBT.

O sempre polêmico Galvão Bueno é a grande unanimidade do Santa Clara. Venceu todas as edições anteriores como o pior locutor e, neste ano, não foi diferente. O global levou 20.533 votos, contra 10.593 do segundo colocado, Osmar de Oliveira, da Record.

A disputa entre Milton Neves e José Luiz Datena na TV não foi tão acirrada no Santa Clara. O ?Cidade Alerta? (Record), do qual Neves deixou o comando na última segunda, foi eleito o pior jornalístico. Já o ?Brasil Urgente (Band), de Datena, ficou apenas com o quarto lugar.

?Kubanacan?, de Carlos Lombardi, foi a pior novela, na opinião dos leitores.

Votação

Neste ano, a participação dos leitores cresceu significativamente. Cada uma das 17 categorias recebeu uma média de 50.666 votos, contra 32.800 de 2002.

A votação foi aberta na Folha Online no último final de semana e ficou na ar até quarta-feira.

A enquete do Santa Clara não tem valor de amostragem científica e se refere apenas a um grupo de usuários da Folha Online. O resultado completo e o voto de cada um dos jurados podem ser conferidos na Ilustrada online (www.folha.com.br/ilustrada).

Padroeira

Declarada ?padroeira da TV?, em 1958, pelo papa Pio 12, santa Clara, cujo nome era Clara Favarone, nasceu em Assis, na Itália, em 1193. Em 1252, ela teria tido, no Natal, a visão da Missa do Galo, à qual não pudera comparecer por estar doente. Três anos depois, em 1255, ela foi canonizada.

Como se tivesse uma TV em casa, ela viu e ouviu o sermão com detalhes, relatando depois a freiras que haviam acompanhado a missa e endossaram a versão. Daí ter sido eleita a padroeira da TV."


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"Para João Kléber, prêmio ?dá sorte?", copyright Folha de S. Paulo, 17/08/03

"Grande campeão do 7? Troféu Santa Clara, João Kléber, ao saber do resultado, disse que o prêmio ?só tem trazido sorte? à sua vida.

Apresentador do ?Canal Aberto? e do ?Eu Vi na TV? (Rede TV!), o bicampeão da votação afirmou ainda que daria os troféus que recebeu aos ?hipócritas?.

Leia abaixo a pequena entrevista que ele concedeu à Folha.

Folha – O que acha de ter sido escolhido pelos leitores como o pior apresentador da TV brasileira e de o ?Canal Aberto?, que apresenta, ter sido eleito o pior programa?

João Kléber – Sou eleito há dois anos o pior, e esse prêmio só tem trazido sorte à minha vida, pois os dois programas que faço na Rede TV! (?Canal Aberto? e ?Eu Vi na TV?) são as maiores audiências da emissora. Tomara que ano que vem eu seja tricampeão.

Folha – Para quem você daria esses dois troféus?

João Kléber – Daria para os hipócritas, para aqueles que querem manipular o gosto popular.

Em sua opinião, o que deveria melhorar na televisão brasileira?

João Kléber – Eu não sou crítico de televisão, eu faço televisão, portanto não dou palpite sobre aquilo que não domino."


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"Galvão Bueno é heptacampeão", copyright Folha de S. Paulo, 17/08/03

"Galvão Bueno é heptacampeão do Santa Clara -venceu como o pior locutor da televisão em todas as sete edições do troféu.

Bem, amigos, neste ano, o locutor da Globo foi eleito com 20.533 votos de internautas, quase o dobro do obtido pelo segundo lugar, Osmar de Oliveira, da Record. Mas, apesar de líder absoluto, Galvão já teve dias melhores como o pior locutor. No ano passado, ele conquistou 58% dos votos na categoria. Neste ano, ficou com 40%. Na votação dos membros do júri da Folha, o folclórico locutor obteve quatro dos nove votos. Uma votação dramática.

Ator

Na categoria de pior ator, um estreante. Lançado como o novo Reynaldo Gianecchini no início do ano, pelo menos no Troféu Santa Clara o modelo/ator Rafael Calomeni conseguiu fazer jus ao título. O Expedito, da novela ?Mulheres Apaixonadas?, foi eleito com 15.129 votos como o pior ator desta temporada. Gianecchini conseguiu o feito duas vezes, em 2000 e 2001."

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"Otávio Mesquita buscará o troféu", copyright Folha de S. Paulo, 17/08/03

"Otávio Mesquita recebeu com bom humor a notícia de que havia sido escolhido o pior entrevistador da TV brasileira.

O apresentador do ?A Noite É Uma Criança? (Band) afirmou que colocará uma banda na porta da redação da Folha, nesta semana, com uma faixa: ?Troféu Santa Clara, Mesquita é bicampeão? (ele venceu também em 2002). Disse que buscará o troféu (que, na verdade, é simbólico) e irá mostrar a brincadeira em seu programa. ?Acho legal. Estou no ar há 20 anos e isso mostra que as pessoas se lembram de mim.?

Folha – O que você acha de ter sido escolhido pelos leitores como o pior entrevistador da TV brasileira?

Otávio Mesquita – Melhor impossível, afinal não sou entrevistador, me considero um apresentador com senso de humor acima do normal. Acessei o site em Paris e votei em mim! Estarei me preparando para receber o troféu de vocês na redação da Folha.

Folha – Para quem daria o troféu?

Mesquita – Daria para mim mesmo, afinal, troféu é sempre troféu.

Folha – Em sua opinião, o que deveria melhorar na TV brasileira?

Mesquita – Ter menos violência, menos baixaria e mais humor."

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