Segunda-feira, 19 de Fevereiro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº974

PRIMEIRAS EDIçõES >   GLOBO EM CRISE

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Por lgarcia em 23/10/2002 na edição 195

LOBATO VETADO

“Globo veta peça grátis de Monteiro Lobato”, copyright Folha de S. Paulo, 17/10/02

“Os direitos sobre a obra de Monteiro Lobato, detidos pela TV Globo, geraram um impasse entre a emissora e a Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo que pode acabar na Justiça.

O estopim do conflito foi uma apresentação da peça ?Alice no Sítio do Picapau Amarelo?, no Centro Cultural São Paulo, no último dia 9, com entrada franca para cerca de 35 crianças. No dia seguinte, o órgão da prefeitura recebeu uma notificação do escritório de advocacia Roberto Chamas, contratado pela Globo, determinando o fim da apresentação do espetáculo. A peça tinha uma única exibição agendada.

A peça, uma adaptação livre, foi encenada pelo Timol (Teatro Infanto-Juvenil Monteiro Lobato), que existe há 40 anos e reúne adolescentes. O grupo é amador e se hospeda na biblioteca municipal Monteiro Lobato, no Centro. Suas apresentações são gratuitas.

Todo o repertório do Timol se baseia em Lobato. ?Estamos chocados com essa postura?, diz Roselaine Braz, diretora do grupo.

A Globo afirma que tomou a decisão porque é detentora dos direitos da obra de Monteiro Lobato e defensora dos interesses dos herdeiros do escritor. Diz que o uso da obra de Lobato depende de autorização prévia dos herdeiros, o que não teria havido no caso.

A Secretaria Municipal de Cultura está negociando com a Globo. Se não houver acordo, estuda questionar o veto na Justiça.”

 

PUBLICIDADE / JORNAL

“Agilidade para anunciar em jornais atrai publicitários”, copyright O Estado de S. Paulo, 22/10/02

“Os jornais ainda são os preferidos do mercado publicitário para quem necessita de agilidade. A afirmação foi feita ontem por representantes de empresas de telecomunicações e de imovéis no 6.? Banho de Jornal, evento promovido pela Associação Nacional de Jornais (ANJ), no Hotel Meliá, em São Paulo.

O presidente da ANJ, Francisco Mesquita Neto, ressaltou a importância do evento – realizado semestralmente -, ao discutir questões estruturais e aperfeiçoar a relação entre mercado e mídia impressa. Em 2001, os jornais receberam 21,5% da receita publicitária (em 1995 eram 28%). ?Nossa fatia nesse bolo poderia ser maior?, afirmou o presidente da ANJ.

O diretor de Marketing da Nextel, Milton Longobardi, destacou que quem anuncia em jornal busca credibilidade e conta com a agilidade, ?um fator fundamental?. ?Se você depender de uma revista, mesmo as semanais, para divulgação de uma determinada ação, corre o risco de dar uma informação atrasada.? Longobardi sugeriu a criação de uma tabela de preços com descontos progressivos. ?Fiquei muito feliz em ouvir anunciantes de peso que entendem de jornal. Temos de levar essa experiência a outros anunciantes para aperfeiçoar a relação entre jornais e anunciantes?, disse Mesquita Neto.

O evento teve a participação do diretor-executivo da International Newspaper Marketing Association (INMA), Earl J. Wilkinson. Autor de artigos e de palestras em diversos países sobre o tema, Wilkinson falou sobre as tendências globais que vão transformar os jornais.

O evento da ANJ foi encerrado com um debate de jornalistas sobre os novos caminhos para 2003, que contou com a participação do editor-chefe do Estado, Eleno Mendonça, e dos colunistas da Folha de S. Paulo Clóvis Rossi e do Diário de São Paulo Gilberto Nascimento.

Produto – Para os debatedores, o jornal, como produto que leva a informação, terá papel estratégico em 2003, primeiro ano de governo do novo presidente da República. Segundo Mendonça, o jornal vai ?mostrar às pessoas o que muda na vida delas? e quais são as dificuldades do novo governo, já que o presidente terá de fazer reformas ?importantes?, como a trabalhista, a tributária e a política.

Rossi manifestou uma preocupação ao afirmar que espera que os jornais brasileiros não façam como a mídia na Venezuela, ?que trocou a informação pela conspiração contra o presidente?. Ele fez essa declaração, levando em conta uma eventual vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no domingo.

Nascimento disse que o jornal e a imprensa em geral terão o papel de acompanhar e fiscalizar as promessas de campanha. ?A imprensa será vigilante, esse é o seu papel.?”

 

GLOBO EM CRISE

“Globo esclarece”, copyright O Estado de S. Paulo, 18/10/02

“Em relação às notas publicadas na coluna Persona de ontem intituladas Globo vende e Mantendo o padrão, esclareço que jamais houve qualquer discordância com Philippe Reichstul, membro do Conselho de Administração das Organizações Globo, sobre corte de custos na Rede Globo. Em primeiro lugar, porque não temos na grade da emissora nenhum programa que esteja dando prejuízo. Em segundo lugar, porque contenção de custos faz parte do cotidiano da Rede Globo, sempre preocupada com a produtividade e eficiência nas suas operações. Esclareço ainda que não foi a Rede Globo que vendeu participação acionária em algumas emissoras. A venda foi feita pela família Marinho e o valor obtido com essas vendas foi usado para capitalizar a Globopar. Também não é verdadeira a informação de que a TV Globo de Brasília e a de Belo Horizonte estejam à venda. Roberto Irineu Marinho, CEO das Organizações Globo e da Rede Globo, Rio de Janeiro

“Globo vende”, copyright O Estado de S. Paulo, 17/10/02

“A Rede Globo está mesmo disposta a colocar à venda tudo o que não tiver relação direta com produção, a exemplo do que está fazendo com os 15% que detém na emissora SIC, de Portugal.

Já foram vendidas todas as retransmissoras do Paraná; e em São Paulo só sobrou a de São José dos Campos, que está em negociações adiantadas.

Comenta-se que as de Minas e de Brasília serão as próximas.

Mas essa dinheirama já tem endereço certo. Vai liqUidar as pendências da Globo Cabo (leia-se Net), cuja receita está muito aquém dos investimentos realizados, e que contaminou as finanças do grupo.

Mantendo o padrão

Na mesma linha, o que se ouve é que Roberto Irineu Marinho e Otávio Florisbal, que estão cuidando da Rede Globo enquanto Marluce Dias da Silva está de licença médica, apesar das recomendações de Felipe Reichstul, quando à frente da Globopar, para cortar produtos caros que não dão lucro, estão fazendo de tudo para demitir e desmontar o mínimo possível. A preocupação é não afetar o padrão de qualidade da TV Globo, a galinha dos ovos de ouro das organizações.

E, por falar Marluce, ela tem vindo fazer tratamentos em São Paulo, mas volta correndo para o Rio para curtir a netinha Julia, filha de Renata, que nasceu no começo do mês.”

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