Domingo, 19 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

PRIMEIRAS EDIçõES > DOSSIÊ PERFÍDIA

Decepção total

Por lgarcia em 21/02/2001 na edição 109

CARTAS

DOSSIÊ PERFÍDIA

Fiquei muito decepcionada com os jornalistas do programa Observatório da Imprensa, ao qual assisto semanalmente, e especialmente com Alberto Dines, quando soube que ele cancelou entrevista com o jornalista baiano João Carlos Teixeira Gomes. Dizer que não havia outros jornalistas para a entrevista não é desculpa, fizesse sozinho como já aconteceu muitas vezes. Até vocês se rendem às pressões de ACM? Aproveito para sugerir como tema para o programa o medo ou a rapidez com que a imprensa de rende a algumas pressões, lembrando que o Roda-Viva com o fantástico jornalista Mino Carta quase foi suspenso por falta de pessoas para entrevistá-lo (se é que é verdade). Com uma imprensa frouxa assim, é claro que os poderoso tripudiam.

Luciana Carvalho

O comentário do Correio da Bahia só demonstra o porquê do descrédito que este folhetim tem dos baianos.

Cazivaldo Teixeira Barbosa

É uma vergonha o que a imprensa está fazendo com o caso ACM. Isso mostra como todos os meios de comunicação se portam diante de um fato que pode mudar a história do Brasil. É impossível existir algum veículo de comunicação independente neste país, pois todos estão vinculados a algum político, que por sua vez manipula a população. Quanto pior para nós melhor para eles.

Frederico Ileck estudante de Jornalismo da UniSantos

Primeiramente gostaria de parabenizá-los pelo ótimo serviço de informações fornecidas pelo site e pelo programa de TV e principalmente pela coragem de se expor e lutar por uma imprensa transparente e confiável. Mas, também me sentindo indignado e exercendo minha atividade profissional com muita lealdade e honestidade, não consigo imaginar meios de mudar tal situação.

A denúncia é fundamental para se chegar a qualquer lugar, mas como combater o cartel da mídia? Qual é o papel dos meios de comunicação ditos isentos, tal como Estadão, IstoÉ, Diário Popular e outros mencionados nas matérias de Alberto Dines? Será realmente que são livres e independentes? Quais são seus verdadeiros interesses? Será que não lutam apenas para entrar no "esquema"? Acredito que estas perguntas sejam importantes, pois devem surgir novas vias como o Observatório.

Como mudar o rumo da imprensa? Desculpe o número excessivo de questões, mas em quem podemos confiar? São uma loucura todos esses desencontros e desinformações prestada pela imprensa, de forma pensada, que é muito pior.

Marcio Moretti

Acabo de "mergulhar" no site do Observatório da Imprensa a fim de tentar entender toda a confusão com relação ao livro Memórias das Trevas. Esse assunto muito me interessa pois, como baiano, sei das coisas que são de conhecimento público em Salvador, mas desconhecidas do resto do país.

Depois de ler tudo que saiu, foi dito ou publicado, resta-me uma triste conclusão: não se pode confiar na imprensa deste país. Os mesmos jornais que não deram a notícia sobre o livro denunciam a tal "censura". Qual a coerência nisso?

Por outro lado, o jornalista Alberto Dines revela, entre as razões de não exibir o programa, o fato de não querer constranger o novo diretor, o que pede uma pergunta: não poderiam os jornais que não noticiaram o livro estar evitando constranger o senador ACM?

Compreendo a posição do jornalista Alberto Dines neste aspecto, mas acho que essa decisão o deixa vulnerável para criticar a posição de outros colegas da imprensa em outros casos. No mais, espero o retorno breve do programa na TV.

Djaman Santos Barbosa

Leia também

O caso do Observatório na TV / Dossiê perfídia – Alberto Dines e outros

Correio da Bahia

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