Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº969

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Democratizamos a informação econômica

Por lgarcia em 05/05/2000 na edição 89

As massas cumprem a missão de encher a Esplanada no aniversário da TV Globo. Brasília é pura escusa. Um tal de Roberto ilumina o circo compartilhado. Poder Público gera amores com o Poder Capital. Shows de canções fracas, bilhetes gritando a decadência da cultura, herança de dor portátil nas cabeças sem sonhos. 500 anos de sossego perplexo, máquina da escravidão. Alagados sejamos então da fúria do fracasso histórico.

O Marinho, baiando no barco dos milhões endividados do mar Americano, presenteia música e futebol. Cultura cega, com a morte do senso comum. Esplanada morrendo com o desempenho dos Grandes. Finos Ministros gritando ao povo, eu não faço parte dessa festa. Álcool para lubrificar a massa maldita e sofrida. Transportes de sobra para o espetáculo, mas fugindo ao dia-a-dia, afinal trabalho não tem.

Procuremos afiar nossas vidas e discriminemos as drogas da Globo, que estão nos aprisionando, para jogar o futebol dos milhões. Ou então, encerremos a farsa com o Hino Nacional. Chamemos os cantores para sorrir a ironia da bobeira associada. Cortemos a transmissão logo para que o álcool não tome conta das brigas da loucura instalada.

Brasília 40. Quantos beijos do Poder conseguiste? Esquecimento ignorante. Presente ao nível da gente. Ano de escusas para o festejo da TV Poder, na capital dos reais disfarçados de dólares déspotas. Dançamos sua dança, assassinados e sem asas.

Javier Martinez, estudante de Comunicação Social

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