Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

PRIMEIRAS EDIçõES > MÍDIA & GUERRA

Desconstruindo o New York Times

Por lgarcia em 30/12/2003 na edição 257

MÍDIA & GUERRA

A edição de 7/4/03 do New York Observer analisa os esforços dos conservadores em desmoralizar o New York Times. O jornalão sofreu ataque frontal do New York Post, tablóide pró-guerra de Rupert Murdoch, duas semanas após o começo da invasão do Iraque. Com a intenção de provar que o NY Times também é "ideológico", o Post publicou, em 29/3, a primeira página, comentada, do Times do dia anterior. O jornal intitulou a página de "Notícias por Saddam". "É o tipo de análise textual que poderia ser feita pelo Pravda em plena Guerra Fria, compara Sridhar Pappu, autor da matéria do Observer.

Para o Post, a manchete "Lutas isoladas no deserto se estendem por 350 milhas" diz aos leitores que "o Times quer que você pense: o Iraque está queimando em combate". Já a manchete "Guerra deve continuar até que regime caia, dizem Bush e Blair" sugere que "a guerra pode nunca terminar ? de fato, pode ser impossível de vencer. Ecos do Vietnã?". "Por favor", ironiza o Post.

"Muitas pessoas esqueceram o que foi conquistado", disse a Pappu o editor administrativo do Post, Colin Myer. "Enfatizam a linguagem e o uso de imagens que podem dar ao leitor uma impressão errada do que acreditamos ser a situação. Há muito pessimismo, e achamos que isso não é justo ou razoável." Howell Raines, editor-executivo do Times, reduz: "Entendo que haja os que lidam com a tarefa [de cobrir a guerra] com diferentes tipos de motivação. E vivemos num tempo em que há muito jornalismo ideológico. Considero isso interessante, mas sem relação com o que fazemos, que é o jornalismo mais objetivo, vigoroso e competitivo que pudermos fazer."

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