Sexta-feira, 19 de Outubro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1009
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Desistência de Haia

Por lgarcia em 16/10/2002 na edição 194

TELETIPO

O tribunal de crimes de guerra em Haia não vai mais forçar um ex-jornalista do Washington Post a depor. Jonathan Randal foi convocado a testemunhar por ter entrevistado o político sérvio Radoslav Brdjanin, que está sendo julgado por genocídio no conflito na Bósnia. A intimação provocou protestos das empresas jornalísticas, que alegam que a obrigação de testemunhar pode fazer com que os correspondentes de guerra sejam vistos como espiões da ONU, colocando sua vida em risco. Segundo Ciar Byrne [The Guardian, 4/10/02], o tribunal dispensou Randal porque o advogado de defesa não pretende interrogá-lo.

Os jornalistas do Financial Times enviaram carta à executiva-chefe da Pearson, Marjorie Scardino, pedindo que se retrate da declaração ao jornal Evening Standard. Comentando a falta de cobertura das práticas contábeis de grandes empresas, ela disse que a imprensa, incluindo o FT, não se esforçou: “Se os jornalistas fossem bons em leitura de balancetes, algumas coisas seriam descobertas antes. Mas repórteres de negócios freqüentemente não entendem muito do assunto. É uma vergonha.” Tais palavras irritaram a redação, já desanimada com cortes no pagamento, mas ela diz não estar arrependida: “Minha resposta foi tirada do contexto.” Informações de Damian Reece [Daily Telegraph, 6/10/02].

O Judiciário linha-dura do Irã está processando os diretores do Instituto Nacional de Estudo de Pesquisas e Consultas de Opinião e da agência estatal de notícias Irna por pesquisa que revela que 74% dos iranianos acham que o país deveria dialogar com os EUA, e que 45,8% acreditam que a política americana para o país é “correta em certa medida”. O estudo foi requisitado pelo parlamento, reformista como o presidente Mohamad Katami. Parlamentares pediram a suspensão do processo, que acusa os indiciados de “publicarem mentiras para excitar a opinião pública”. Três institutos de pesquisa fizeram enquetes com 1.500 pessoas. “O fato de as três terem resultados semelhantes mostra que foram conduzidas corretamente”, disse o parlamentar Ahmad Burqani à BBC News [2/10/02].

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