Terça-feira, 26 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº959

PRIMEIRAS EDIçõES > TELETIPO

Diários em baixa na Argentina

Por lgarcia em 05/06/2002 na edição 175

TELETIPO

Nos últimos cinco anos, a venda de jornais na Argentina caiu 35,8%, a maior queda registrada pela Associação Mundial de Jornais (WAN); apenas a Turquia, quando assolada pela crise, sofreu redução semelhante (33,4%). No lado oposto está a China, que teve aumento de 17% neste período, enquanto a venda total de diários ? para a WAN, veículos que circulam pelo menos quatro vezes por semana ? cresceu 4,8% em todo o mundo. José Claudio Escribano [La Nación, 28/5/02] acrescenta que estudos lançados no 55? congresso da associação apontam que a circulação dos diários que contam com serviços de internet cresce mais que a dos outros.

Um tablóide americano publicou fotos dos corpos dos adolescentes responsáveis pelo massacre na escola Columbine, em 1999. Na capa da edição de 4 de junho, o National Enquirer traz imagens dos jovens deitados, lado a lado, numa poça de sangue e cercados de armas. O tablóide alega que as fotos provam que Eric Harris, 18 anos, atirou no colega Dylan Klebold, 17 anos, antes de se matar, contrariando a versão oficial, de que os dois se suicidaram após matar 12 estudantes e um professor. No entanto, revela Dan Whitcomb [Reuters, 23/5/02], as fotos foram tiradas depois que os corpos foram revistados por policiais à procura de bombas, tornando impossível interpretar as últimas ações dos assassinos pela mera análise das imagens.

O governo chinês desbloqueou o acesso a páginas de internet da Associated Press, da Reuters e do Washington Post no dia 17 de maio, anunciou a AP (20/5/02). O abrandamento da vigilância coincidiu com a divisão da China Telecom em duas empresas, que se preparam para enfrentar a concorrência após a liberação de capital estrangeiro nas empresas de telecomunicações do país. O governo pode ter suspendido o bloqueio para fazer com que a indústria pareça mais aberta e moderna, e assim atrair investidores. Em outubro, a China permitiu o acesso a sítios como o do Post durante a visita do presidente Bush a Xangai, mas voltou a restringi-lo assim que a reunião acabou. Outros sítios, como o da CNN e do grupo espiritual Falun Gong, continuam com acesso proibido.

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