Domingo, 19 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

PRIMEIRAS EDIçõES > TELETIPO

Disputa pré-olímpica

Por lgarcia em 14/05/2003 na edição 224

TELETIPO

No dia 5 de junho, cinco emissoras devem enviar licitações lacradas ao Comitê Olímpico Internacional (COI) em Lausanne, na Suíça, pelos direitos de transmissão dos jogos olímpicos de 2010 (Olimpíadas de Inverno) e 2012, embora ainda nem se saiba onde serão os jogos e qual o valor do pacote dos direitos de transmissão. As emissoras, no entanto, têm pressa: esta é a primeira vez que terão a chance de competir por esses direitos desde 1995, quando o COI optou pela NBC. Muitos anos depois, a COI completou o acordo de US$3,5 bilhões com a NBC de fechar as portas para seus rivais até os jogos de 2008. Todas as principais emissoras americanas mostraram-se interessadas. Informações de Andrew Grossman [The Hollywood Reporter, 6/5/03].

Em visita ao Marrocos, o grupo Repórteres sem Fronteiras [6/5/03] constatou que a imprensa local, embora tenha crescido nos últimos anos, enfrenta pressões constantes do governo, seja através dos tribunais ou do boicotes de anunciantes e gráficas. Um exemplo, relatado no estudo "Advertências à imprensa independente", é o caso de Ali Lmrabet: publisher das revistas Demain e Douman e correspondente dos RSF, ele será processado por "insultar a pessoa do rei". O artigo 41 da lei da imprensa condena de três a cinco anos de prisão "qualquer ataque contra o Islã, a monarquia ou a integridade territorial".

Os índices de audiência do CBS Evening News foram os piores já registrados, conta Don Kaplan [New York Post, 8/5/03]: enquanto o telejornal da NBC atraiu 9,4 milhões de telespectadores e o da ABC, 8,9 milhões, o programa apresentado por Dan Rather não atingiu a marca de 7 milhões. Para analistas, a queda se deve à decisão editorial de concentrar-se mais na SARS do que na guerra com o Iraque. Há algum tempo, o presidente da CBS Andrew Heyward tem declarado insatisfação com a "estranha semelhança" entre os telejornais da três grandes redes abertas. Para o executivo, diferenciação é o segredo do sucesso, como a Fox News já provou. Embora sua tendenciosidade possa ser criticada, argumenta Heyward, a emissora a cabo criou um nicho próprio.

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