Sexta-feira, 17 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

PRIMEIRAS EDIçõES > TELETIPO

Dissidentes encarcerados

Por lgarcia em 08/01/2003 na edição 206

TELETIPO


Oito integrantes da seita Falun Gong, proibida pelo governo chinês, foram sentenciados a até 13 anos de prisão por piratear ondas de rádio e TV e divulgar o movimento. Segundo a AP [28/12/02], os oito foram declarados culpados por comprar o material necessário para interromper a programação por meia hora, que atingiu 3.900 domicílios, e foram condenados por perturbar a ordem pública e violar padrões internacionais de comunicação.

O jornalista Ibrahim Hamidi, chefe do escritório do jornal Al Hayat na capital da Síria, Damasco, foi preso em 23/12/02 sob acusação de “publicar notícias falsas”. Ele havia reportado que o governo sírio, em parceria com a ONU, estaria montando hospitais e acampamentos para acolher 1 milhão de refugiados iraquianos em eventual ataque americano na região. No dia seguinte à publicação da notícia, o jornal trazia resposta do porta-voz do primeiro-ministro Mustapha Miro, desmentindo qualquer preparação neste sentido. Segundo os Repórteres Sem Fronteiras [27/12/02], Hamidi será julgado e pode pegar de um a quatro anos de prisão.

Os Repórteres Sem Fronteiras [27/12/02] exigiram do governo da Jordânia a imediata libertação do ativista de direitos humanos Hisham Bustani, preso por publicar matéria na revista libanesa Al-Adab em que denuncia as péssimas condições na prisão Jweidah, na capital jordaniana Amã. Ele estaria detido ali agora e já esteve no local anteriormente, quando colheu informações para a reportagem. Os RSF pediram que seja suspensa a proibição de venda da Al-Adab na Jordânia.

 

O tribunal de Recursos do Líbano confirmou a ordem para fechar a Murr Television (MTV) e a rádio Jebel Lubnan, expedida pela Justiça em setembro. As emissoras, que pertencem ao parlamentar Gabriel Murr, criticam a Síria e, segundo o governo, violam as relações com o país vizinho. Os Repórteres Sem Fronteiras [27/12/02] enviaram carta ao presidente Emile Lahud afirmando que “o fechamento definitivo desses dois veículos de oposição é um sério precedente para a liberdade de expressão no Líbano, que se orgulha de ter mais liberdade de imprensa que a maioria dos países árabes”.

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