Quarta-feira, 17 de Julho de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1046
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Eduardo Ribeiro

Por lgarcia em 16/04/2003 na edição 220

MÍDIA / INTERIOR SP

“Carlos Nascimento estréia coluna”, copyright Comunique-se (www.comuniquese.com.br), 9/4/03

“Ele é natural de Dois Córregos (por sinal a mesma terra de minha saudosa mãe), coisa que seu arrastado sotaque já denuncia nas primeiras palavras. Na Globo, acabou se firmando e passou a ocupar o time principal de apresentadores, percorrendo praticamente todos os programas jornalísticos da emissora, além dos muitos anos de rua, como um dos mais importantes repórteres da casa.

Esse nosso colega, Carlos Nascimento, veio para a cidade grande, viu e venceu, mas em momento algum esqueceu suas origens caipiras, tanto que até programa de rádio em cidades do interior ele teve (ou ainda tem) para manter viva essa presença.

Nascimento, que já escrevia com alguma constância para o Diário de S.Paulo, acaba de estrear a coluna Bom Dia Interior, que será publicada, daqui para a frente, todas as segundas-feiras, no jornal. Nela, vai mostrar as novidades que vêm e percorrem as dezenas de poderosas cidades dessa imensa e próspera região, acumulando em sua jornada de trabalho um encargo tão singelo quanto prazeroso.

Certamente assuntos não lhe faltarão, já que estamos falando do segundo maior mercado do País, que só perde mesmo para a Grande São Paulo.

Também o Diário, que tem fortes pretensões no Interior e uma estratégia de crescer junto à classe média e formadores de opinião, um reforço desse naipe é sempre bom e ajuda a construir imagem e a ampliar a repercussão.

Na última semana, a propósito, o jornal perdeu um de seus colunistas do dia-a-dia, Gilberto Nascimento, que assinava a coluna Avenida Paulista, com notícias da Capital. Gilberto recebeu um convite da Secretaria de Segurança Alimentar, para coordenar a Comunicação da instituição e do projeto Fome Zero, e decidiu aceitar, sobretudo pelo desafio embutido na proposta. Dará, desse modo, vida às preocupações sociais que sempre nortearam sua atuação e militância nos diversos fóruns onde atuou, levando uma importante experiência de grande imprensa, parte dela vivida na revista IstoÉ, de onde havia saído, meses atrás para o Diário de S. Paulo. Interinamente a coluna foi assumida por Eduardo Reina.”

 

MINO CARTA HOMENAGEADO

“A homenagem a Carta e Torquato”, copyright Comunique-se (www.comuniquese.com.br), 8/4/03

“Na noite desta terça-feira (8/4), o diretor da Carta Capital, Mino Carta, e o professor Gaudêncio Torquato, diretor da GT Comunicação e Marketing, serão homenageados no Theatro Municipal de São Paulo, com o Prêmio Personalidade da Comunicação, que ganharam nas categorias Imprensa e Empresarial, em escolha feita pelo voto direto e democrático dos colegas de comunicação de todo o País.

Trata-se de um prêmio ganho nos anos anteriores por José Hamilton Ribeiro, Vera Giangrande, Miguel Jorge, Paulo Nassar e Alberto Dines, sempre pelo conjunto da obra e nunca por uma ação pontual ou de oportunidade.

Gaudêncio Torquato tem uma longa folha corrida a favor da comunicação empresarial do País. Talvez a maior de todas, ele que lecionou na graduação e na pós-graduação em várias universidades, escreveu livros, deu consultorias, montou departamentos, fundou agência, tudo isso com pioneirismo, num tempo em que nossas referências neste campo eram tênues, esparsas e, em sua maioria, importadas.

Determinado e estudioso, ele tanto persistiu que acabou sendo o primeiro brasileiro a obter o título de doutor em comunicação, conferido pela Universidade de São Paulo, e que obrigou a vinda de profissionais de fora para integrar a banca examinadora. Mais significativo ainda é o fato de se abalar lá do Rio Grande do Norte, onde nasceu, para vencer no Sul, numa área tão competitiva como essa.

Do campo empresarial ele migrou, sempre também com muito sucesso, para o marketing político, levando para essa área toda a bagagem e experiência adquiridas no campo corporativo. E também conceitos e idéias que pôs em prática colaborando, e muito, para o aperfeiçoamento democrático. E não há, hoje, campanha em que sua agenda de consultoria tenha espaço. Seu prestígio é inegável. No lançamento de sua mais recente obra, A velha era do novo – Visão sociopolítica do Brasil, ocorrida há pouco mais de um mês, na Livraria Cultura, de São Paulo, mais de 400 pessoas passaram pelo evento, para comprar seu livro e pegar seu autógrafo – incluindo empresários e políticos de prestígio.

Sua própria indicação para o prêmio, feita de forma espontânea e democrática pelo mercado, é o melhor termômetro desse seu reconhecimento. Torquato tem ex-alunos, ex-colaboradores e admiradores espalhados por esse Brasil todo e é, para a grande maioria deles, uma referência.

Mino Carta, o outro homenageado, também não deixa margem a dúvidas. Nascido em Gênova, na Itália, foi no Brasil que ele escolheu viver e foi também aqui que construiu uma das mais brilhantes e bem sucedidas carreiras da história do jornalismo brasileiro.

Poucos jornalistas, em nossa história, deixaram marcas tão profundas no mercado editorial como ele. Chamado por Victor Civita para lançar um veículo com foco na nascente indústria automotiva, no País, criou Quatro Rodas. No Grupo Estado, implantou a editoria de Esportes no Estadão e, depois, convocado pela empresa a criar um novo título, que marcasse época e atingisse sobretudo os formadores de opinião e a classe média, fez o Jornal da Tarde, um vespertino que mexeu com o mercado brasileiro, seja por seu arrojo editorial, seja pelo revolucionário projeto gráfico, avançando ainda mais o que Amílcar de Castro já havia feito com o Jornal do Brasil, anos antes.

Chamado pelo mesmo Victor Civita para criar uma revista semanal de informações gerais, montou uma super equipe e lançou Veja, atravessando com ela boa parte da ditadura militar. E ali ficou até se sentir traído e desprestigiado pela direção da empresa, em episódios que ele relata, em forma de ficção, no seu O Castelo de Ambar, lançado em 2002.

Ele passou, mas os títulos criados permaneceram, tal o foco e a força conceitual de cada um deles. Assim também ocorreu com a Istoé, que criou para concorrer com Veja, buscando ser ainda mais ousado e provocante. Ficou muitos anos à frente da revista, e quase viu o título desaparecer nas negociações entabuladas com a Gazeta Mercantil, que a comprou, sem grande interesse em continuá-la.

Tempos depois, a Editora Três, de Domingo Alzugaray, comprou o título de volta, fundindo-a com a Senhor, outro dos títulos por Mino criado, e que enquanto durou fez sucesso.

Teve, sim, revezes e o maior deles foi o Jornal da República, empreendimento que não vingou, mas que ainda assim deixou marcas na história do jornalismo brasileiro, sobretudo pelo arrojo da proposta e pelo excepcional grupo de profissionais reunidos para fazer o projeto.

Depois de tantos anos de Abril, Grupo Estado e Editora Três, e da fracassada experiência do Jornal da República, reuniu ainda energia para lançar a Carta Capital, com a proposta de cobrir de forma crítica o poder e a elite brasileira. Sem dar o passo maior que a perna, ele – salvo engano – a lançou mensal, anos depois a transformou em quinzenal, e há cerca de dois anos em semanal.

Nas horas vagas, dedica-se às artes plásticas, como pintor de quadros. E na literatura, a obra filha única é O castelo de âmbar, no qual revisita a História do Brasil, a partir de sua própria história pessoal e profissional.

Mino e Gaudêncio são personagens realmente marcantes da história do jornalismo e da comunicação do Brasil. A homenagem é, pois, justa e oportuna.”

 

JORNAL DA ASSEMBLÉIA / RJ

“Assembléia Legislativa do Rio lança jornal semanal”, copyright Comunique-se (www.comuniquese.com.br), 11/4/03

“A Alerj acaba de lançar seu primeiro jornal, com uma tiragem de 1.500 exemplares, que vai ser distribuído pelos órgãos oficiais do Estado (prefeituras, câmaras de vereadores, Tribunal de Justiça, TCE) e redações de veículos de comunicação. Coordenado e produzido pela Diretoria de Comunicação Social da Casa, o Jornal da Alerj tem oito páginas e será semanal. É a primeira vez que a Alerj edita um periódico desse tipo.

Em entrevista a Comunique-se, Gabriel Oliven, diretor de Comunicação da Alerj e editor responsável pelo semanário, disse que o jornal nasceu de um projeto inédito. ?Nós queremos levar ao público notícias de dentro da casa que ele não tinha conhecimento e que são importantes?. Por exemplo, a matéria de capa desta semana foi sobre um serviço 0800 que a Alerj oferece para que a população possa dar sugestões, fazer reclamações, denúncias e etc. ?O retorno que estamos tendo do nosso trabalho está sendo muito bom. A maioria dos nossos leitores elogiou a iniciativa e tem participado muito das edições?, disse Oliven.

A equipe é formada por Oliven, editor responsável, Sônia Moreira, coordenadora da equipe, Fernanda Galvão e Érika Junger, repórteres (que cobrem os acontecimentos da casa, ajudam no jornal e na cobertura da Internet), seis estagiários interinos, Daniela Barcellos, fotógrafa, e Talitha Magalhães, diagramadora.

O jornal teve sua primeira tiragem com cerca de 1500 exemplares, mas de acordo com Oliven esse número deve aumentar já nas próximas semanas.

?Nosso enfoque é jornalístico e queremos levar nosso trabalho a todas as prefeituras e câmaras municipais, tribunais de Contas e da Justiça, gabinetes de deputados federais do Rio em Brasília e redações da maioria dos veículos de comunicação do Estado?, disse o jornalista. Ele lembra ainda que o jornal não é da Casa, abre espaço para tudo e todos. ?Nós vamos tratar de uma forma bem democrática e isenta os asuntos da Alerj?, disse Oliven. Além disso, ele lembra ainda que o Jornal da Alerj não traz publicidade e tem um texto direto e simples e uma diagramação que vem sendo muito elogiada. ?Queremos que todos que nos leiam nos entendam?, completou o jornalista.”

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