Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

PRIMEIRAS EDIçõES > TUTTY ABSOLVIDO

Eduardo Ribeiro

Por lgarcia em 12/08/2003 na edição 237

LANÇAMENTOS

"Jornalistas lançam livros em São Paulo", copyright Comunique-se (www.comuniquese.com.br), 7/08/03

"Pelo menos três lançamentos vão movimentar o mercado paulistano nos próximos dias, sem contar a tarde de autógrafos de Luís Nassif, neste último sábado, quando autografou, na Pinacoteca do Estado, seu livro O jornalismo dos anos 90, com uma coletânea de artigos que escreveu ao longo da última década (a obra destaca a visão de Nassif sobre o comportamento da mídia em alguns dos mais polêmicos casos que envolveram a opinião pública nos anos 90, como os escândalos do Bar Bodega, Escola Base e a CPI do ex-presidente Fernando Collor).

Nesta quinta-feira (7/8) será a vez da dupla Sérgio Dávila (textos) e Juca Varella (fotos) receber os amigos para a festa de lançamento do Diário de Bagdá – A guerra do Iraque segundo os bombardeados, obra que recebeu o apoio do Grupo Telefônica, e que sai pelo selo DBA. Ambos estarão a postos no Instituto Tomie Othake (Av. Faria Lima, 201 – entrada pela Rua Coropés), para os respectivos autógrafos.

Em formato de diário, com 30 dias, Dávila narra os principais momentos da passagem dele e do repórter fotográfico Juca Varella por Bagdá, da noite do dia 19 de março, quando chegaram à capital do Iraque, horas antes de terminado o ultimato do presidente dos Estados Unidos George W. Bush, até o dia da Páscoa, em 20 de abril, quando desembarcaram no Aeroporto de Cumbica, em São Paulo.

O autor Sérgio Dávila diz: ?fomos os únicos jornalistas brasileiros no Iraque desde o começo da guerra até a queda do regime, em 9 de abril, e fomos os primeiros jornalistas brasileiros a entrar de novo em Bagdá depois da queda do regime.? O texto é inédito (?eu sentei e contei toda a história do ponto zero, não há um trecho que já tenha sido publicado em lugar nenhum?, afirma), assim como a maioria das cerca de 120 fotos coloridas de Juca Varella.

O livro tem prefácio do jornalista José Hamilton Ribeiro e direção de arte de Rubens Amatto. São 144 páginas no formato 23,5 x 25 cm, capa dura. A primeira tiragem é de 5.000 exemplares e o preço R$ 59,00.

Outro lançamento programado é de Sérgio Vilas Boas – Perfis – E como escrevê-los, pela Summus Editorial, programado para o dia 20/8 (4?.feira), a partir das 18h30, na Livraria da Vila (Rua Fradique Coutinho, 915). Sérgio, além de jornalista, é pesquisador e professor universitário e sua obra traz alertas e sugestões sobre a técnica de elaborar perfis. O livro reúne uma coletânea de 12 perfis de escritores ( João Ubaldo Ribeiro, Paul Auster, Ferreira Gullar e Lya Luft entre eles), publicados no caderno ?Fim de Semana? do jornal Gazeta Mercantil entre 1999 e 2001, reescritos, agora, especialmente para Perfis. Em alguns deles, como no de Gabriel García Márquez, inclui breves pós-escritos com informações de bastidores.

Para Sergio Vilas Boas, os perfis são um exercício de sensibilidade, percepção e estilo. Ele indica os caminhos para uma boa entrevista – da pesquisa sobre o entrevistado às anotações durante a conversa – e aponta o Jornalismo Literário (que combina apuração em profundidade com técnicas narrativas da literatura) como chave para despertar e manter o interesse do leitor.

Sergio Vilas Boas nasceu em Lavras, Minas Gerais, em 1965. Viveu cerca de trinta anos em Belo Horizonte e morou em Nova York entre 1993 e 1994. Trabalhou no Diário do Comércio, de Belo Horizonte, e, em São Paulo, onde reside atualmente, trabalhou nos jornais Gazeta Mercantil e Folha de S. Paulo. É colunista do Portal de Jornalismo Literário no Brasil – www.jornalite.com.br – e orienta cursos e workshops sobre livros-reportagem, biografias, autobiografias e documentários.

Por fim, teremos Mauro Silveira, editor da Você S/A e coordenador do Guia Exame As 100 Melhores Empresas para Você Trabalhar, lançando no próximo dia 26/8 (3?.feira) o livro O Emprego Ideal Existe – Como Encontrar a Empresa Certa para Você, pela Editora Gente, na Livraria Cultura do Shopping Villa Lobos. A partir das 19h. Mauro está ao lado de Maria Tereza Gomes, que dirige Você S/A, na coordenação de um dos mais importantes projetos do Grupo Exame e lança, agora, um livro sobre o tema, com a autoridade de quem o conhece em profundidade. Mauro foi também por um bom tempo da Folha de S. Paulo, atuando na editoria de Economia."

 

TUTTY ABSOLVIDO

"Justiça absolve Tutty Vasques da acusação de injúria", copyright Revista Consultor Jurídico (www.conjur.com.br), 28/07/03

"O jornalista Tutty Vasques foi absolvido, em primeira instância, da acusação de injúria feita pelo ex-governador de São Paulo, Orestes Quércia. Ainda cabe recurso.

O político não gostou da seguinte nota publicada em junho de 2002: ?Orestes Quércia resolveu provar ao resto do país – Lula já havia se convencido disso – que torce pelo Brasil. Vibrou muito com a ajuda do juiz no jogo contra a Turquia. ?Às vezes, é preciso roubar para ganhar.? Faz sentido!?.

Quércia alegou que não disse a frase colocada entre aspas pelo então colunista da revista Época. Ele pediu a condenação do jornalista e a publicação da sentença na revista.

Tutty Vasques foi representado pela advogada Maria Angélica Vieira Steiner, do escritório Steiner Advogados Associados. A advogada sustentou que ele agiu com animus jocandi (gracejo) e pediu a absolvição.

Argumentou, ainda, que a frase com aspas foi usada apenas para expressar o sentimento nacional sobre o resultado do jogo. O Ministério Público se manifestou pela absolvição por entender que a nota não constituiu infração penal.

?A transposição desse sentimento para a política – justificou-se o querelado – se deve ao fato de que naquela mesma época o querelante estaria discutindo uma aliança eleitoral com o então candidato à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva, exatamente com quem trocara acusações suscitando dúvidas recíprocas sobre a competência e honestidade dos interlocutores, em famoso episódio amplamente noticiado na imprensa e declinado no interrogatório do querelado?, explicou o juiz da 1? Vara Criminal do Foro Regional de Pinheiros, Décio de Moura Notarangeli.

Segundo ele, ?por conta dessa situação embaraçosa, explorando o lado cômico da pretensa aliança e se valendo do episódio do pênalti que favoreceu o Brasil na vitória sobre a Turquia, é que a frase teria sido utilizada, para expressar aquele mesmo sentimento segundo o qual os fins justificam os meios?.

Notarangeli também ressaltou: ?O querelado é jornalista, mantém uma coluna de humor e deu razoável explicação para o fato, tudo evidenciando a ocorrência de animus jocandi. Logo, não há razão para concluir que tenha agido com propósito de agravar a honra do querelado?.

Processo n? 011.02.016815-3"

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