Domingo, 19 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

PRIMEIRAS EDIçõES > BARRIGA

Eduardo Salgado

Por lgarcia em 15/08/2001 na edição 134

BARRIGA

"Caos não é socialismo", copyright Veja, 8/8/01

"(…)


Veja ? O senhor tem a chance de tornar-se o primeiro líder trabalhista a completar dois mandatos à frente do governo inglês. Como gostaria de ser lembrado nos livros de história em 100 anos?


Tony Blair ? Como o socialista que mudou o socialismo, como o primeiro-ministro que levou a Inglaterra à união monetária com os demais países europeus, como o líder trabalhista que se empenhou pela redução da dívida externa das nações mais pobres do mundo. Também gostaria de ser lembrado como o político que ajudou o Partido Trabalhista a tornar-se uma organização séria e apta a governar. Acredito que o futuro da Inglaterra é tornar-se um membro forte da União Européia. Para meu país, o isolamento é um grande erro. Quero que o Partido Trabalhista busque a justiça social na Inglaterra e no exterior. (…)"

"Erro de ?Veja? causa mal-estar para Blair", copyright Jornal do Brasil, 10/8/01

"Um erro de tradução da revista Veja na entrevista publicada esta semana com o primeiro-ministro Tony Blair quase se transforma em crise no governo britânico. Uma suposta afirmação de Blair de que gostaria de ficar na história como o primeiro-ministro que adotou o euro, a moeda única européia com circulação prevista para o ano que vem, estava no centro da polêmica. O jornal inglês The Guardian publicou reportagem na qual afirma que, para ??alívio?? da assessoria de imprensa de Blair, Veja reconheceu ter cometido um erro de tradução.

Blair evita assumir uma posição clara sobre o euro porque pesquisas mostram que 70% dos britânicos são contrários à moeda única européia. Daí sua suposta declaração ter agitado a imprensa inglesa.

?Como epitáfio político, era simplesmente sensacional. Quando Tony Blair foi perguntado como gostaria de ser lembrado nos livros de história, sua resposta apareceu de forma inequívoca: como o homem que mudou o socialismo e ajudou a erradicar a dívida dos países mais pobres do mundo, ele disse. Oh, e também como o primeiro-ministro que levou a Grã-Bretanha para o união monetária européia?, escreveu The Guardian na reportagem que revela o erro.

?A última declaração dada a revista Veja era dinamite política. Representava uma mudança sísmica na posição britânica na Europa. Siginificava que o primeiro-ministro, sempre tão cauteloso com sua euro linguagem, tinha declarado estar em direção rápida à moeda única. E havia declarado isso com aparente orgulho. Mas, quando os apavorados assessores de imprensa de Downing Street lutavam para dar sentido à ardorosa conversão para o euro de seu líder, um corado jornalista de Veja estava pesando o custo de cometer um deslize numa palavra. E o que havia sido a reportagem do dia tornou-se um erro constrangedor?, divertiu-se o jornal britânico.

No fim de uma entrevista feita em inglês antes de seu encontro com presidentes de Brasil e Argentina nas Cataratas de Iguaçu, Blair foi perguntado: ?O senhor tem a chance de tornar-se o primeiro líder trabalhista a completar dois mandatos à frente do governo inglês. Como gostaria de ser lembrado nos livros de história em 100 anos?? De acordo com Veja, Blair respondeu: ?Como o socialista que mudou o socialismo, como o primeiro-ministro que levou a Inglaterra à união monetária com os demais países europeus, como o líder trabalhista que se empenhou pela redução da dívida externa das nações mais pobres do mundo.?

?Infelizmente, as palavras união monetária tinham de ser lidas como União Européia. De uma mudança sísmica para o status quo em poucas sílabas?, esclareceu o Guardian."

"Uma palavra fora de lugar", copyright Veja, 15/8/01

"A entrevista que o primeiro-ministro inglês Tony Blair concedeu a VEJA (Amarelas, 8 de agosto) saiu com um erro de tradução. No texto publicado, Blair disse que gostaria de ser lembrado, entre outras coisas, como o primeiro-ministro que levou a Inglaterra à união monetária européia. Na verdade, Blair se referiu à união européia. Nada falou com relação à unificação das moedas. Da maneira como foi impressa, a declaração de Blair indicava uma reversão na política inglesa em relação ao euro, a moeda comum européia. O governo inglês corrigiu o equívoco de Veja de maneira firme mas elegante com o entrevistador de Blair, o subeditor assistente Eduardo Salgado. Tratou o erro como um ?deslize?."

    
    
                     

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