Quinta-feira, 23 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

PRIMEIRAS EDIçõES > INGLATERRA

Em breve, sucursal afegã

Por lgarcia em 12/12/2001 na edição 151

RÁDIO EUROPA LIVRE

No começo de 2002, se o Congresso americano aprovar, a Rádio Europa Livre retomará as transmissões no Afeganistão. Em janeiro, uma sucursal deve ser aberta em Cabul, e os serviços em língua dari e pashtun irão ao ar seis horas por dia a partir de fevereiro.

A rádio começou a ser transmitida em 1949 para países do bloco comunista, e se orgulha de empregar e divulgar padrões de equilíbrio e objetividade. Transmitida de Praga em 27 idiomas, a Rádio Europa Livre e a Radio Liberdade (que se concentra em países da antiga União Soviética) são financiadas pelo Congresso americano, mas controladas por um conselho independente, o que deve protegê-las de pressões governamentais.

Enquanto espera a aprovação de US$ 14 milhões para dois anos de transmissão no Afeganistão, a rádio tem investido no serviço em língua persa. Peter S. Green [The New York Times, 3/12/01] diz que muitas horas da programação local deram lugar a notícias sobre a guerra.

 

INGLATERRA

O Manchester Evening News foi multado por ter revelado as novas identidades e moradias de dois prisioneiros recém-libertados, Robert Thompson e Jon Venables, hoje com 18 anos. Quando tinham 10, mataram James Bulger, de apenas 2. Os editores desprezaram a ordem judicial de não publicar informações sobre ambos.

Num shopping center perto de Liverpool, o garotinho foi espancado com tijolos e barras de ferro e colocado na linha do trem. Thompson e Venables foram condenados em 1993. Em junho deste ano, a Justiça decidiu liberá-los do reformatório por não representarem mais perigo à sociedade. O artigo do Manchester, também disponível na versão online, foi publicado no dia 22 de junho, data da libertação.

O jornal defende que a matéria foi publicada por engano, quando seu editor estava ausente. Para a juíza Elizabeth Butler-Sloss, a divulgação mostra "falha lamentável de controle editorial". A sentença prevê o pagamento de US$ 42.600, além dos custos do processo: US$ 170.600; o jornal pretende recorrer. As informações são de Polly Stewart [Associated Press, 4/12/01].

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